Ação da Patrulha Maria da Penha reforça combate à violência doméstica com mais rondas e prisões
Em levantamento divulgado no dia 10 de novembro de 2025, a Guarda Civil Metropolitana de Piracicaba revela que a Patrulha Maria da Penha registrou 1.018 medidas protetivas de urgência entre janeiro e outubro deste ano — número superior ao de 2024, quando foram concedidas 887.
Esse acréscimo, segundo a coordenadora da Patrulha, Ana Paula Rocha Bigelli, ainda que demonstre a persistência grave da violência doméstica, reflete também um aumento da conscientização das mulheres sobre seus direitos e o uso legal desses mecanismos de proteção.
Principais ações
Foram realizadas mais de 7.000 rondas preventivas e visitas de acompanhamento a mulheres com medidas protetivas no período.
Houve 73 prisões em flagrante por descumprimento de medida protetiva ou outros tipos de violência contra a mulher entre janeiro e outubro de 2025; em 2024, esse número foi de 60.
A Patrulha atua em conjunto com o Centro de Referência e Atendimento à Mulher (CRAM), oferecendo acolhimento e encaminhamentos específicos para vítimas, além da integração com o sistema de monitoramento.
Ferramentas e inovações
Uma das novidades é o aplicativo “botão do pânico” integrado ao sistema Sentry SOS — dispositivos móveis com alerta imediato e geolocalização que acionam a viatura mais próxima em caso de emergência de mulheres com medidas protetivas. Essa iniciativa busca acelerar o atendimento e aumentar a segurança.
Contexto histórico
Criada em 2017, a Patrulha Maria da Penha atendeu naquele ano 275 casos de medidas protetivas. Em 2019, o Decreto Municipal nº 17.791 definiu formalmente sua estrutura e atuação no município, conforme a missão de garantir a efetividade da Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006) para mulheres vítimas de violência doméstica e familiar.
Por que o crescimento?
O aumento registrado pode ter dupla explicação:
Por um lado, a persistência das agressões mostra que a violência doméstica continua sendo um grave desafio em Piracicaba.
Por outro, o crescimento das medidas protetivas mostra que as mulheres estão cada vez mais conscientes de que podem recorrer ao sistema que as instituições estão mais preparadas para atender.
Segundo a coordenadora, esse cenário exige atenção contínua para que a proteção seja, de fato, eficaz — não apenas no papel, mas, na prática.
Desafios e próximos passos
Apesar dos avanços, há desafios persistentes: garantir que as medidas protetivas sejam efetivamente respeitadas; oferecer atendimento rápido e qualificado; ampliar a prevenção e a educação sobre relacionamentos saudáveis. O uso de tecnologia, como o aplicativo integrado, é um passo importante, mas depende da adesão e da agilidade do sistema.
Com mais de 1.000 medidas protetivas concedidas em apenas dez meses, a Patrulha Maria da Penha de Piracicaba reforça seu papel crucial no enfrentamento à violência contra a mulher — combinando ações de monitoramento, acompanhamento, prisão de agressores e conscientização. Ainda há muito a ser feito, mas os dados indicam uma cidade que avança no combate com mais clareza — e mais força — no direito à proteção.
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Fonte: Governo de Piracicaba.
Da Redação.
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