Ação mira suspeita de fraudes na Educação, lavagem de dinheiro e conexões com grupo criminoso.
PF prende deputado em operação que sacode o Rio e mira fraudes na Educação
Uma nova fase da Operação Unha e Carne colocou o cenário político do Rio de Janeiro novamente sob forte pressão nesta terça-feira, 5 de maio de 2026.
A Polícia Federal deflagrou a quarta fase da investigação para apurar uma suposta organização criminosa voltada a fraudes em compras, contratos e serviços ligados à Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro. Segundo a PF, a operação busca desarticular um esquema que teria atuado em procedimentos de compra de materiais e contratação de serviços, incluindo obras e reformas em escolas estaduais.
O ponto que fez o caso ganhar repercussão nacional foi o nome de um dos alvos: o deputado estadual Thiago Rangel, do Avante. De acordo com veículos como Terra/Estadão, O Tempo, Veja e SBT News, o parlamentar foi alvo de mandado de prisão na nova fase da operação.
O tamanho da operação
A ofensiva da Polícia Federal não foi pequena.
Ao todo, os agentes cumprem 7 mandados de prisão e 23 mandados de busca e apreensão. As ações ocorrem na capital do Rio de Janeiro e também em Campos dos Goytacazes, Miracema e Bom Jesus do Itabapoana. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal, segundo a própria Polícia Federal.
A operação integra a Força-Tarefa Missão Redentor II, criada no contexto da ADPF 635, com foco na produção de inteligência, repressão a grupos criminosos no Rio de Janeiro, asfixia financeira e ruptura de conexões entre organizações criminosas e agentes públicos.
O que a PF diz ter encontrado
Segundo a Polícia Federal, as apurações apontam para um possível esquema de direcionamento de contratações feitas por escolas estaduais para empresas previamente selecionadas e supostamente vinculadas à organização criminosa investigada.
Na prática, a suspeita é de que contratos públicos na área da Educação teriam sido manipulados para beneficiar empresas específicas.
Os investigados poderão responder por crimes como:
organização criminosa, peculato, fraude à licitação e lavagem de dinheiro, sem prejuízo de outros delitos que possam aparecer durante a investigação.
Por que a Educação entrou no centro da investigação?
O ponto mais sensível da operação é justamente o setor atingido: a Educação.
A investigação mira contratos de compra de materiais e aquisição de serviços no âmbito da Secretaria de Educação do Rio de Janeiro. De acordo com a PF, o esquema teria envolvido reformas, obras e compras dentro da rede estadual.
Esse detalhe aumenta o impacto público do caso porque envolve dinheiro que deveria ser aplicado em estrutura escolar, serviços e funcionamento da rede de ensino.
Em uma leitura jornalística, o caso não se resume a uma operação policial: ele toca diretamente no uso de recursos públicos em uma das áreas mais sensíveis para a população.
O nome de Thiago Rangel no caso
O deputado estadual Thiago Rangel, atualmente no Avante, aparece entre os principais nomes citados na cobertura nacional sobre a operação. Segundo reportagem do Terra/Estadão, ele foi um dos alvos de prisão na ação desta terça-feira. O mesmo foi informado por O Tempo, Veja e SBT News.
A reportagem do Terra/Estadão informou ainda que pediu manifestação ao parlamentar e deixou o espaço aberto.

É importante destacar: até aqui, as informações tratam de investigação, suspeitas e mandados judiciais. A eventual responsabilidade criminal dos citados depende do avanço do processo, da apresentação de defesa e da análise da Justiça.
O passado recente pesa na narrativa
A operação desta terça-feira não aparece isolada.
Em outubro de 2024, Thiago Rangel já havia sido alvo da Operação Postos de Midas, que apurava suspeitas de organização criminosa, fraudes em licitações, corrupção, peculato e lavagem de dinheiro. Na ocasião, segundo a Agência Brasil, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão e investigava um suposto esquema envolvendo contratações diretas, dispensa fraudulenta de licitação, sobrepreço e lavagem por meio de postos de combustíveis.
Na mesma operação de 2024, foram apreendidos R$ 160 mil em dinheiro, um veículo de luxo blindado avaliado em R$ 350 mil, celulares, computadores e documentos. A investigação também apontou crescimento patrimonial do parlamentar: de R$ 224 mil declarados quando concorreu a vereador para R$ 1,9 milhão em 2022, além de uma rede de 18 postos de combustíveis e 12 empresas identificadas na apuração.
A defesa de Rangel, à época, negou envolvimento com irregularidades e afirmou confiar no esclarecimento dos fatos pelo Poder Judiciário.
O elo com outras fases da Unha e Carne
A Operação Unha e Carne também já havia alcançado outros nomes de peso no Rio.
Segundo O Tempo e Terra/Estadão, o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar, aparece no histórico da operação. Ele foi preso na primeira fase, em dezembro de 2025, e novamente em março de 2026, sob suspeita de vazamento de informações sigilosas.
O Terra/Estadão também cita a prisão do desembargador Macário Ramos Júdice Neto, do TRF-2, na segunda fase da operação, em dezembro de 2025, por suspeita de repasse de informações ligadas à Operação Zargun.
A atual fase, segundo publicações sobre o caso, teria sido impulsionada pela análise de materiais apreendidos em etapas anteriores da investigação, incluindo celulares e computadores.
O que está em jogo agora
A quarta fase da Operação Unha e Carne amplia a pressão sobre a política fluminense e reforça uma linha de investigação que tenta mapear o caminho do dinheiro público, os contratos direcionados e possíveis conexões entre agentes públicos, empresas e organizações criminosas.
A Polícia Federal afirma que a missão é romper vínculos financeiros e políticos que sustentariam grupos criminosos no estado do Rio de Janeiro.
Agora, os próximos passos devem envolver análise do material apreendido, manifestações das defesas, eventual denúncia do Ministério Público e decisões do Supremo Tribunal Federal.
Enquanto isso, o caso já entrou para a lista das operações mais delicadas do ano no Rio: envolve parlamentar, contratos públicos, Educação, suspeita de lavagem de dinheiro e atuação direta do STF.
A operação ainda está em andamento, mas o recado institucional é forte: a Polícia Federal mira não apenas a ponta visível dos contratos suspeitos, mas a engrenagem financeira e política que, segundo a investigação, poderia estar por trás do esquema.
O caso segue sob apuração, e os investigados têm direito à defesa e à presunção de inocência.
E você, acredita que operações como essa conseguem realmente atingir o centro dos esquemas de corrupção ou só revelam uma parte do problema? Comente sua opinião e acompanhe o PodemFoco News para novas atualizações.
Fontes: Polícia Federal, Terra/Estadão, O Tempo, Agência Brasil, SBT News e Veja.
Da Redação.
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