Nova Odessa entra na corrida da IA pública

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Gestores foram a SP buscar soluções para uma Prefeitura mais rápida, digital e menos burocrática.

A burocracia pode estar com os dias contados em Nova Odessa — pelo menos essa é a aposta da administração municipal ao colocar tecnologia, dados e inteligência artificial no centro da conversa.

Nesta segunda-feira, 18 de maio, a Prefeitura de Nova Odessa enviou uma equipe técnica ao Inova SP 2026, realizado no Teatro do SESI-SP, na sede da FIESP, em São Paulo. O objetivo foi acompanhar discussões sobre cidades inteligentes, governança de dados, inteligência artificial, contratações públicas de inovação e desburocratização.

O município foi representado pelo diretor de Tecnologia da Informação e Transparência, Leandro Macris Alves de Souza; pelo diretor de Convênios, Ricardo Rodrigues Facchini; e pelos agentes de Licitações Adriano Nakandakare Seiche e Sandra Bortot da Silva Prado.

O que estava em jogo?

A pauta parece técnica, mas impacta diretamente a vida do morador.

Quando se fala em governança de dados, o tema envolve a capacidade da Prefeitura de organizar informações para tomar decisões melhores. Quando se fala em IA na administração pública, a discussão passa por automatizar processos, reduzir filas, acelerar análises e evitar que o cidadão fique preso no velho ciclo de papel, protocolo e espera.

Segundo a Prefeitura, os debates do evento foram alinhados a necessidades de municípios que buscam mais agilidade, transparência e efetividade nos serviços públicos.

O evento reuniu nomes de peso

O Inova SP 2026 foi aberto pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, pelo Ministério Público de Contas de São Paulo e pela FIESP, no Teatro do SESI-SP, na Avenida Paulista. A programação oficial apontou como público-alvo gestores públicos estaduais e municipais, órgãos de controle, acadêmicos, especialistas em tecnologia e representantes do setor produtivo.

Entre as presenças confirmadas na programação estavam Michel Temer, Paulo Skaf, Cristiana de Castro Moraes, Dimas Ramalho, Marco Aurélio Bertaiolli, Wagner de Campos Rosário, Carlos Cezar, Leticia Feres, Rodrigo Fontenelle e Inaldo Araújo.

Na prática, Nova Odessa participou de um ambiente onde a discussão foi além de tecnologia: o centro do debate foi como modernizar o Estado sem perder controle, transparência e segurança jurídica.

IA, dados e cidades inteligentes: o novo campo de disputa das prefeituras

A programação trouxe palestras e painéis sobre contratações públicas de inovação, inteligência artificial e administração pública, cidades inteligentes, desburocratização e governança de dados aplicada ao controle e à gestão. Entre os nomes da programação estavam Wesley Vaz, do Tribunal de Contas da União; Felicio Ramuth, vice-governador de São Paulo; Marcela Arruda, secretária municipal de Gestão de São Paulo; Gabriela Lotta, professora da FGV; Dora Kaufman, professora da PUC-SP; e Cibelly Farias, procuradora-geral do Ministério Público de Contas de Santa Catarina.

Esse é o ponto central: a cidade que entende melhor seus dados tende a errar menos, planejar melhor e entregar serviços com mais previsibilidade.

Mas existe uma diferença enorme entre participar de um fórum e transformar isso em resultado concreto. É aí que entra a cobrança pública.

O que Nova Odessa diz que pretende fazer

O diretor de TI e Transparência, Leandro Macris, afirmou que eventos desse porte permitem absorver experiências avançadas e adaptá-las à realidade local. Segundo ele, o objetivo é aplicar o conhecimento para tornar a gestão “mais eficiente, menos burocrática e mais conectada às novas tecnologias”.

A fala indica uma direção clara: a Prefeitura quer se aproximar de modelos de gestão pública mais digitais.

A questão que fica é: quais soluções serão implantadas primeiro? Atendimento digital? Processos internos sem papel? Licitações mais inteligentes? Painéis de dados para saúde, educação e obras?

Até a consulta feita para esta matéria, as fontes oficiais não detalhavam custo da participação, cronograma de implantação, metas mensuráveis ou quais sistemas específicos poderão ser adotados depois da capacitação.

Isso não começou agora

A ida ao Inova SP 2026 se conecta a uma agenda anterior de modernização. Em setembro de 2025, Nova Odessa recebeu o Selo CSC Cidades Inteligentes 2025, na categoria Bronze, durante evento nacional do setor em São Paulo. Na ocasião, a própria Prefeitura destacou o projeto “Nova Odessa Sem Papel”, iniciativa voltada à digitalização gradual de processos administrativos e atendimento ao cidadão.

Esse histórico ajuda a entender por que a capacitação atual não deve ser vista como um episódio isolado. Ela entra numa narrativa maior: Nova Odessa tenta se posicionar como cidade em transição para uma gestão mais digital.

O lado positivo — e o alerta

O lado positivo é evidente: capacitar servidores de TI, Convênios e Licitações é estratégico. São áreas que mexem com infraestrutura digital, captação de recursos, compras públicas e execução de projetos.

Mas o alerta também precisa ser dito: inovação pública só tem valor quando melhora a vida de quem está na ponta.

De nada adianta falar em IA se o morador ainda precisa esperar demais por um atendimento. De nada adianta painel de dados se a informação não vira ação. De nada adianta evento de alto nível se a modernização não chega ao balcão, ao protocolo, à escola, à saúde e aos serviços básicos.

O que o cidadão deve acompanhar agora

A partir dessa capacitação, três pontos merecem atenção:

Quais projetos serão implantados em Nova Odessa após o evento.
Se haverá metas públicas de redução de burocracia e tempo de atendimento.
Como a Prefeitura vai usar dados e IA sem abrir mão de transparência, proteção de dados e revisão humana.

O Inova SP 2026 também discutiu o equilíbrio entre inovação e controle. O controlador-geral do Estado de São Paulo, Rodrigo Fontenelle, resumiu o dilema ao afirmar que inovação sem controle pode ser risco, enquanto controle sem inovação vira burocracia.

Nova Odessa deu mais um passo na direção da gestão pública digital. Agora, a cidade precisa mostrar se essa capacitação vai sair do discurso e virar serviço mais rápido, processo mais inteligente e atendimento mais eficiente.

A tecnologia já chegou à porta da administração pública. A pergunta que o cidadão deve fazer é: quando ela chega, de verdade, na vida de quem precisa da Prefeitura?


A pergunta agora é direta: essa capacitação vai virar melhoria real no atendimento ao cidadão? Comente no PodemFoco News: qual serviço público de Nova Odessa mais precisa ser modernizado?

Fonte: Governo de Nova Odessa.

Da Redação.

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