Angela Gandra, Gabriela Hardt e Marianna Fux são citadas para possíveis vagas no Supremo.
Três mulheres são consideradas para futuras vagas no Supremo Tribunal Federal (STF) em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL): Angela Gandra, Gabriela Hardt e Marianna Fux. A informação foi divulgada pela coluna de Cláudio Humberto, do Diário do Poder, em 13 de outubro de 2026, durante a disputa presidencial.
Mulheres no STF: novos nomes movimentam os bastidores da política
A possibilidade de uma mudança significativa na composição do Supremo Tribunal Federal ganhou força no debate político após a divulgação de três nomes femininos que estariam sendo avaliados para futuras indicações à mais alta Corte do Judiciário brasileiro.
Segundo informações publicadas nesta terça-feira (13) pela coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder, uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais poderia abrir espaço para a escolha de mulheres com diferentes trajetórias no meio jurídico.
Os nomes apontados são Angela Gandra, advogada e ex-secretária nacional da Família; Gabriela Hardt, juíza federal conhecida por sua atuação na Operação Lava Jato; e Marianna Fux, desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e filha do ministro Luiz Fux.
A notícia surge em um momento de intensa discussão sobre os limites da atuação do STF, a relação entre os poderes da República e o futuro das instituições brasileiras.
Embora as três mulheres tenham sido citadas, não existe confirmação de indicação formal ou de compromisso público de nomeação.
A reportagem também menciona Jorge Oliveira, ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), como favorito para uma eventual primeira vaga.
A movimentação revela que a escolha dos futuros integrantes do Supremo pode se tornar um dos assuntos mais relevantes do próximo governo, independentemente de quem vença as eleições.
Quem são as 3 mulheres consideradas para o STF?
As três profissionais mencionadas na reportagem possuem histórias distintas. Conhecer essas trajetórias ajuda a compreender os diferentes perfis jurídicos que poderiam chegar ao Supremo.
1. Angela Gandra: jurista ligada à defesa da família

Angela Gandra é advogada, professora e filha do jurista Ives Gandra Martins, uma das figuras conhecidas do pensamento jurídico conservador brasileiro.
Durante o governo de Jair Bolsonaro, assumiu a Secretaria Nacional da Família, em 2019, participando de debates sobre políticas públicas familiares, proteção da infância, liberdade religiosa e direitos fundamentais.
Sua trajetória está associada a posicionamentos contrários à ampliação da legalização do aborto, tema que provoca divergências profundas entre correntes jurídicas, políticas e sociais.
Essa orientação foi destacada pela coluna do Diário do Poder, que apresentou Angela como uma jurista de perfil antiaborto.
Uma eventual escolha de Angela Gandra poderia ser interpretada como sinalização de aproximação com setores conservadores que defendem maior proteção jurídica à vida desde a concepção e determinadas concepções de família.
Entretanto, sua experiência na administração pública e suas convicções pessoais não determinam automaticamente como ela votaria em todos os processos constitucionais.
No Supremo, uma ministra precisa analisar conflitos relacionados não apenas a valores sociais, mas também a economia, tributação, direitos individuais, federalismo e funcionamento dos poderes.
2. Gabriela Hardt: trajetória marcada pela Operação Lava Jato

Gabriela Hardt tornou-se conhecida nacionalmente por sua atuação na Justiça Federal de Curitiba, especialmente durante a Operação Lava Jato.
A magistrada assumiu processos de grande repercussão envolvendo suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro.
Entre suas decisões mais conhecidas está a sentença de 2019 que condenou Luiz Inácio Lula da Silva no processo relacionado ao sítio de Atibaia.
A condenação foi posteriormente anulada pelo Supremo Tribunal Federal, no contexto das decisões que reconheceram a incompetência da Justiça Federal de Curitiba para julgar determinados processos.
A anulação de uma sentença por questões processuais precisa ser distinguida de uma decisão que analisa definitivamente o mérito das acusações.
A atuação de Gabriela Hardt continua sendo lembrada por defensores da Lava Jato, que consideram a operação um marco no combate à corrupção brasileira.
Por outro lado, críticos da operação questionam procedimentos utilizados em investigações e julgamentos, especialmente quanto ao respeito às garantias processuais e à imparcialidade.
Caso Gabriela fosse indicada ao STF, sua experiência como juíza federal poderia colocar em destaque temas como combate à corrupção, devido processo legal, responsabilização criminal e limites da atuação judicial.
Uma indicação, contudo, exigiria o cumprimento dos requisitos constitucionais e a aprovação pelo Senado Federal.
3. Marianna Fux: desembargadora e filha de ministro do Supremo

Marianna Fux é desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e filha de Luiz Fux, ministro do Supremo Tribunal Federal.
Sua trajetória profissional está vinculada à magistratura estadual, ambiente responsável pelo julgamento de diversos conflitos civis, empresariais, familiares e outras matérias de competência da Justiça comum.
Segundo a coluna Cláudio Humberto, Marianna estaria entre os nomes considerados por aliados de Flávio Bolsonaro, que avaliariam positivamente sua atuação no Judiciário fluminense.
A eventual escolha chamaria atenção também pela presença de integrantes de uma mesma família em posições relevantes do sistema judicial.
Entretanto, o parentesco com Luiz Fux não representa impedimento automático à nomeação para o Supremo.
O debate sobre uma possível indicação precisaria considerar sua trajetória profissional, os requisitos constitucionais e os mecanismos de avaliação do Senado.
Para além de sua ligação familiar, é a capacidade de exercer a função com independência que deve orientar a análise de qualquer candidata à Corte.
Quais são as diferenças entre as possíveis indicadas?
A comparação entre as três mulheres mostra que uma eventual escolha presidencial poderia privilegiar experiências bastante diferentes.
| Profissional | Principal experiência | Área de maior projeção |
|---|---|---|
| Angela Gandra | Advocacia e gestão pública federal | Família, direitos fundamentais e questões sociais |
| Gabriela Hardt | Magistratura federal | Direito penal e Lava Jato |
| Marianna Fux | Magistratura estadual | Atuação no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro |
As diferenças ajudam a explicar por que uma lista de possíveis indicadas pode reunir nomes que não possuem trajetórias semelhantes.
A Constituição não exige que um ministro do STF tenha sido juiz anteriormente. Advogados, membros do Ministério Público e outros profissionais que cumpram os requisitos constitucionais também podem ser escolhidos.
O principal desafio é avaliar como cada pessoa interpreta a Constituição e se demonstra condições de exercer o cargo de forma técnica e independente.
Jorge Oliveira pode ser o primeiro indicado?

Embora três mulheres tenham ganhado destaque na reportagem, outro nome aparece em posição de preferência nas articulações mencionadas.
Trata-se de Jorge Oliveira, ministro do Tribunal de Contas da União e ex-secretário-geral da Presidência da República durante o governo Jair Bolsonaro.
Segundo o Diário do Poder, Oliveira seria considerado para a primeira vaga disponível no STF em um eventual governo Flávio Bolsonaro.
Essa informação não significa que a escolha tenha sido formalizada ou que as três mulheres estejam descartadas.
Existe uma diferença entre um nome ser considerado nos bastidores e uma indicação presidencial efetiva.
Também é necessário observar que a abertura de vagas depende de acontecimentos concretos, como aposentadorias, renúncias ou outras hipóteses legais.
Portanto, ainda não é possível afirmar quantas indicações um eventual governo teria condições de realizar.

Como funciona a indicação de mulheres ao Supremo?
A nomeação de integrantes do Supremo Tribunal Federal segue regras estabelecidas pela Constituição de 1988.
De acordo com o artigo 101 da Constituição Federal, o tribunal possui 11 ministros.
Para ocupar o cargo, a pessoa indicada precisa ter mais de 35 e menos de 70 anos de idade, notável saber jurídico e reputação ilibada.
Depois da escolha do presidente da República, o nome é submetido à avaliação do Senado.
A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania realiza uma sabatina, na qual senadores podem questionar o indicado sobre conhecimentos jurídicos, experiências profissionais e posições relacionadas à atuação do Judiciário.
Em seguida, a indicação é submetida ao plenário do Senado.
A aprovação exige maioria absoluta, equivalente a 41 dos 81 senadores, conforme explica a Assessoria de Imprensa do Senado Federal.
O presidente pode nomear uma ministra sem autorização do Senado?
Não. A aprovação do Senado é uma exigência constitucional.
Em abril de 2026, por exemplo, a indicação de Jorge Messias ao STF foi rejeitada no plenário da Casa por 42 votos contrários e 34 favoráveis.
O episódio demonstrou que uma escolha presidencial pode não se concretizar quando não obtém apoio parlamentar suficiente.
Isso significa que qualquer uma das mulheres mencionadas, mesmo se escolhida formalmente, precisaria conquistar a aprovação dos senadores.
Mulheres no STF e a representatividade no Judiciário brasileiro
A possível indicação de novas mulheres ao Supremo também traz à discussão a participação feminina nas posições mais elevadas do Poder Judiciário.
Embora as mulheres estejam presentes em diferentes áreas do Direito brasileiro, historicamente encontraram barreiras para alcançar determinados cargos de liderança.
O próprio Supremo Tribunal Federal levou mais de um século para receber sua primeira ministra.
A pioneira foi Ellen Gracie Northfleet, nomeada em 2000.
Posteriormente, outras mulheres chegaram à Corte, entre elas Cármen Lúcia e Rosa Weber, ambas com passagens pela presidência do STF.
A história demonstra que a presença feminina no tribunal é relativamente recente quando comparada à existência da instituição.
Uma maior presença feminina significa decisões diferentes?
Não existe relação automática entre gênero e orientação jurídica.
Mulheres podem defender entendimentos conservadores, liberais, progressistas ou posições distintas conforme o assunto em julgamento.
O que diferencia um integrante do Supremo é sua interpretação do ordenamento jurídico, seus fundamentos constitucionais e sua atuação nos processos.
Portanto, a ampliação da representação feminina pode ser relevante para a composição institucional sem significar uniformidade ideológica.
No caso dos nomes mencionados para um eventual governo Flávio Bolsonaro, o debate reúne duas dimensões: a presença de mulheres na mais alta Corte e a possível influência de diferentes perfis jurídicos na jurisprudência brasileira.
O que poderia mudar no STF com novas indicações?
A escolha de um ministro do Supremo não representa apenas a substituição de uma pessoa em determinado cargo.
Ela pode influenciar o entendimento do tribunal sobre assuntos que afetam milhões de brasileiros.
Liberdade de expressão e limites do Judiciário
Um dos principais debates jurídicos brasileiros envolve a conciliação entre liberdade de expressão, proteção dos direitos individuais e responsabilização por condutas ilícitas.
A Constituição protege a manifestação do pensamento e a liberdade de informação, mas também prevê outros direitos fundamentais que precisam ser considerados em situações concretas.
Futuros ministros poderão participar de julgamentos sobre regras de plataformas digitais, responsabilidade civil, decisões judiciais envolvendo publicações e limites da atuação estatal.
A interpretação desses temas depende dos fundamentos jurídicos de cada processo, e não apenas da orientação política atribuída ao julgador.
Combate à corrupção e garantias constitucionais
A possível escolha de Gabriela Hardt poderia trazer novamente ao centro do debate a atuação da Justiça no enfrentamento da corrupção.
As experiências da Lava Jato provocaram discussões sobre colaboração premiada, competência judicial, imparcialidade, produção de provas e respeito ao devido processo legal.
O desafio constitucional está em assegurar que crimes sejam investigados e punidos sem comprometer os direitos e garantias previstos no ordenamento jurídico.
Direitos relacionados à família e ao aborto
O histórico público de Angela Gandra poderia despertar especial atenção para processos envolvendo liberdade religiosa, proteção da família e questões bioéticas.
São temas sobre os quais existem divergências interpretativas legítimas.
Entretanto, não é possível antecipar o voto de uma eventual ministra apenas com base em suas manifestações anteriores.
A análise dependeria dos pedidos apresentados, das provas pertinentes, dos precedentes aplicáveis e da fundamentação constitucional.
Equilíbrio entre Executivo, Legislativo e Judiciário
Outra discussão relevante envolve os limites de competência de cada poder da República.
O Supremo possui atribuições de controle de constitucionalidade e julgamento de determinadas autoridades e controvérsias previstas na Constituição.
O Congresso Nacional exerce funções legislativas e fiscalizatórias, enquanto o Executivo é responsável pela administração federal e pela execução das políticas públicas.
A harmonia e a independência entre os poderes constituem princípios fundamentais do sistema constitucional brasileiro.
A chegada de novos ministros pode produzir mudanças na formação de maiorias dentro do STF, mas não altera automaticamente suas competências constitucionais.
O que está confirmado sobre as três mulheres?
É essencial separar as informações documentadas das avaliações políticas de bastidores.
| Informação | Situação |
|---|---|
| Angela Gandra foi mencionada | Confirmado na coluna |
| Gabriela Hardt foi mencionada | Confirmado na coluna |
| Marianna Fux foi mencionada | Confirmado na coluna |
| Jorge Oliveira aparece como possível prioridade | Informação atribuída à coluna |
| Alguma das mulheres foi oficialmente indicada | Não demonstrado |
| As três ocuparão vagas no STF | Não confirmado |
| Uma indicação depende de aprovação do Senado | Regra constitucional |
A notícia revela a existência de nomes considerados em um cenário político hipotético, mas não permite afirmar que alguma das profissionais já esteja escolhida.
Também não significa que elas estejam disputando formalmente um cargo ou que tenham anunciado interesse em ocupá-lo.
Essas diferenças são importantes para evitar que discussões eleitorais sejam apresentadas como decisões institucionais já tomadas.
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O futuro do STF também está em discussão
A inclusão de Angela Gandra, Gabriela Hardt e Marianna Fux nas articulações divulgadas pelo Diário do Poder acrescenta um novo elemento ao debate sobre o futuro do Supremo Tribunal Federal.
As três mulheres apresentam experiências profissionais diferentes e poderiam representar perfis distintos em uma eventual composição renovada da Corte.
Por enquanto, porém, tudo depende de acontecimentos futuros: o resultado do segundo turno, a abertura de vagas, a escolha presidencial e a aprovação pelo Senado.
Independentemente da preferência política, acompanhar esses processos é fundamental para compreender como são escolhidos os responsáveis pela interpretação da Constituição brasileira.
E você: qual das três mulheres considera mais preparada para ocupar uma vaga no STF? Participe do debate e compartilhe a reportagem.
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Aviso Importante
Este conteúdo possui caráter jornalístico e informativo. Os nomes apresentados decorrem de informações publicadas pela coluna Cláudio Humberto em 13 de outubro de 2026 e não representam indicações oficiais. As explicações jurídicas não substituem orientação profissional especializada.
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Fontes:
Diário do Poder, Senado Federal, Constituição Federal.
Da Redação.
Perguntas frequentes sobre as mulheres consideradas para o STF
Quais são as três mulheres citadas para possíveis vagas no STF?
Angela Gandra, Gabriela Hardt e Marianna Fux são as três profissionais mencionadas pela coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder, em 13 de outubro de 2026.
Flávio Bolsonaro já confirmou alguma indicação ao Supremo?
Não há confirmação oficial de indicação nas informações consultadas. Os nomes aparecem em uma reportagem de bastidores políticos sobre um eventual governo Flávio Bolsonaro.
Quem é Angela Gandra?
Angela Gandra é advogada e ex-secretária nacional da Família no governo Jair Bolsonaro. É filha do jurista Ives Gandra Martins e possui atuação pública ligada ao Direito de Família e a questões sociais.
Quem é Gabriela Hardt?
Gabriela Hardt é uma juíza federal conhecida por sua participação em processos da Operação Lava Jato, incluindo a sentença do caso do sítio de Atibaia, posteriormente anulada pelo STF.
Quem é Marianna Fux?
Marianna Fux é desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e filha do ministro Luiz Fux, integrante do STF.
Quantos votos são necessários para aprovar uma ministra do STF?
São necessários pelo menos 41 votos favoráveis no Senado Federal, correspondentes à maioria absoluta dos 81 senadores.
Um presidente pode indicar qualquer mulher para o Supremo?
A Constituição não exige que a indicada seja magistrada, mas estabelece requisitos de idade, notável saber jurídico e reputação ilibada. A indicação também precisa ser aprovada pelo Senado Federal.
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