Levantamento revela vantagem de Flávio no segundo turno; disputa presidencial segue aberta.
A pesquisa Ipespe/Abrapel divulgada em 10 de outubro de 2026 mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 52,7% dos votos válidos, contra 47,3% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no segundo turno presidencial. A vantagem é de 5,4 pontos percentuais. O levantamento ouviu 1.500 eleitores e está registrado na Justiça Eleitoral.
Pesquisa Ipespe revela vantagem de Flávio Bolsonaro na reta decisiva
A disputa pela Presidência da República ganhou novos números em um momento decisivo do calendário eleitoral. A pesquisa Ipespe, divulgada no sábado (10), coloca o senador Flávio Bolsonaro à frente do presidente Lula nas intenções de voto para o segundo turno, marcado para 25 de outubro.
O levantamento registra uma diferença de 5,4 pontos percentuais entre os dois candidatos quando considerados exclusivamente os votos válidos. Esse resultado reforça o cenário de vantagem numérica do candidato do PL observado em outros levantamentos divulgados após o primeiro turno.
A informação foi publicada pela CNN Brasil e pela Folha de S.Paulo.
Os números chamam atenção por três motivos: Flávio terminou o primeiro turno à frente de Lula, os institutos começaram a medir diretamente o confronto entre os dois finalistas e uma parcela dos eleitores dos candidatos eliminados ainda pode influenciar o resultado.
Mas existe uma diferença fundamental entre liderar uma pesquisa e vencer uma eleição. A primeira situação representa uma estimativa estatística obtida antes da votação; a segunda depende dos votos efetivamente registrados nas urnas.
Pesquisa Ipespe: confira todos os números do segundo turno
A pesquisa Ipespe apresenta dois conjuntos de percentuais: as intenções de voto totais e a conversão para votos válidos.
| Indicador | Flávio Bolsonaro | Lula |
|---|---|---|
| Votos válidos | 52,7% | 47,3% |
| Votos totais, pesquisa estimulada | 49% | 44% |
| Votos totais, pesquisa espontânea | 48% | 43% |
Na modalidade estimulada, 5% dos entrevistados declararam intenção de votar em branco ou anular o voto. Outros 3% não souberam responder ou preferiram não informar sua escolha. Os percentuais publicados são arredondados.
A diferença entre 52,7% e 47,3% corresponde a 5,4 pontos percentuais, e não a um crescimento de 5,4% no eleitorado de Flávio.
Por que os votos válidos são diferentes dos votos totais?
Os votos válidos excluem os votos brancos e nulos. Em projeções eleitorais, também é necessário tratar separadamente os entrevistados indecisos ou que não responderam.
Por isso, um candidato pode aparecer com 49% das intenções de voto totais e, ao mesmo tempo, alcançar 52,7% quando o cálculo considera somente as preferências válidas.
A Exame destacou uma ressalva metodológica relevante: a conversão dos percentuais em votos válidos é um exercício estatístico. Não existe garantia de que os eleitores atualmente indecisos ou inclinados ao voto branco e nulo manterão essas escolhas até 25 de outubro.
Essa distinção é indispensável para interpretar corretamente a pesquisa Ipespe.
Como foi realizada a pesquisa Ipespe de outubro de 2026?
O levantamento ouviu 1.500 eleitores em todo o território brasileiro, entre os dias 6 e 8 de outubro.
| Informação | Dados |
|---|---|
| Instituto | Ipespe |
| Levantamento | Ipespe/Abrapel |
| Entrevistados | 1.500 eleitores |
| Coleta | 6 a 8 de outubro de 2026 |
| Margem de erro | 2,6 pontos percentuais |
| Nível de confiança | 95,45% |
| Registro no TSE | BR-00933/2026 |
| Financiamento | Recursos do próprio instituto |
A margem de erro representa a incerteza amostral declarada para o conjunto da pesquisa. Ela não contempla necessariamente todas as possíveis fontes de erro, como não resposta, cobertura da amostra e mudanças de opinião posteriores à coleta.
A vantagem de Flávio está fora da margem de erro?
A distância de 5,4 pontos percentuais entre os candidatos é ligeiramente superior à soma de duas margens individuais de 2,6 pontos, que totalizam 5,2 pontos.
Entretanto, isso não autoriza concluir automaticamente que existe uma vantagem estatisticamente assegurada. A avaliação formal da diferença entre candidatos depende do desenho amostral, da variância conjunta das estimativas e dos procedimentos utilizados pelo instituto.
O dado seguro é que Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente no levantamento divulgado.
Primeiro turno: Flávio chegou à disputa final na liderança
A eleição de 4 de outubro estabeleceu o cenário do segundo turno presidencial.
Flávio Bolsonaro recebeu 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula conquistou 45,16%. A diferença entre os candidatos foi de 1,87 ponto percentual.
Em números absolutos, foram aproximadamente 56,1 milhões de votos para Flávio e 53,8 milhões para Lula.
A vantagem registrada no primeiro turno é relevante porque demonstra que o candidato do PL entrou na fase final da eleição à frente do presidente em exercício. Entretanto, a comparação direta com os percentuais da pesquisa Ipespe exige cautela.
No primeiro turno, os votos estavam distribuídos entre diversos candidatos. No segundo, a disputa fica concentrada em apenas dois nomes.
Consequentemente, a votação anterior não pode ser interpretada como uma transferência automática de preferências para o confronto final.
Para onde podem migrar os votos dos candidatos eliminados?
A pesquisa Ipespe também investigou a preferência de entrevistados que afirmaram ter votado em outros candidatos no primeiro turno.
Entre os que declararam voto anterior em Ronaldo Caiado, 56% manifestaram preferência por Flávio Bolsonaro e 15% por Lula.
No grupo que afirmou ter votado em Augusto Cury, os percentuais foram de 50% para Flávio e 29% para Lula.
Entre os entrevistados que relataram voto em Renan Santos, 36% indicaram Flávio e 20% Lula.
Esses dados sugerem uma tendência favorável ao candidato do PL nos três segmentos analisados. No entanto, não significam que todos os eleitores desses candidatos estejam migrando na mesma proporção.
Além disso, as margens de erro dos subgrupos podem ser maiores do que a margem geral da pesquisa.
O que outras pesquisas mostram sobre Flávio e Lula?
A pesquisa Ipespe não é o único levantamento recente que aponta vantagem numérica de Flávio Bolsonaro.
Pesquisas divulgadas pelo Datafolha e pela AtlasIntel/Bloomberg também registraram o candidato do PL à frente de Lula no início do segundo turno.
| Instituto | Flávio — votos válidos | Lula — votos válidos |
|---|---|---|
| Ipespe/Abrapel | 52,7% | 47,3% |
| Datafolha | 52% | 48% |
| AtlasIntel/Bloomberg | 52,8% | 47,2% |
O Datafolha apresentou margem de erro de dois pontos percentuais, enquanto o levantamento AtlasIntel/Bloomberg informou margem de um ponto percentual.
Não é adequado calcular uma média simples desses resultados e apresentá-la como uma nova pesquisa. Para produzir uma agregação estatística confiável, seria necessário considerar diferenças metodológicas, datas, tamanho das amostras e possíveis efeitos sistemáticos de cada instituto.
O que significa a convergência dos levantamentos?
Quando pesquisas independentes apresentam resultados próximos, elas oferecem evidências adicionais sobre a direção das preferências eleitorais no período analisado.
Isso não elimina a possibilidade de erros compartilhados nem significa que o cenário esteja consolidado.
Pesquisas eleitorais são fotografias de determinados momentos, não previsões infalíveis do resultado final.
Onde Flávio Bolsonaro e Lula apresentam maior apoio?
Os recortes demográficos da pesquisa Ipespe ajudam a compreender a composição do eleitorado dos dois candidatos.
Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente entre homens, eleitores evangélicos e pessoas com renda familiar entre dois e cinco salários mínimos.
Lula registra desempenho superior entre mulheres e eleitores com renda de até dois salários mínimos.
Na divisão regional, o presidente lidera no Nordeste, enquanto Flávio apresenta vantagem no Sul e no Sudeste. O levantamento também coloca o senador à frente no agrupamento formado pelas regiões Norte e Centro-Oeste.
Essas diferenças revelam que a disputa presidencial não se distribui de maneira uniforme pelo país.
O peso do Sudeste na disputa presidencial
O Sudeste reúne estados com grandes contingentes eleitorais, como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Uma mudança relativamente pequena na preferência dos eleitores dessas unidades federativas pode representar um número expressivo de votos.
No primeiro turno, Flávio Bolsonaro obteve vantagem significativa em São Paulo, enquanto Lula apresentou desempenho especialmente forte no Nordeste.
O desafio das campanhas é preservar suas bases de apoio e conquistar eleitores em regiões onde a disputa permanece competitiva.
Eleitores independentes podem influenciar a reta final
A pesquisa Ipespe também investigou a identificação política dos entrevistados.
Segundo o levantamento, 37% se classificaram como independentes. Outros 33% se identificaram com a direita e 25% com a esquerda.
Entre os que se declararam de direita, 23% disseram não ser bolsonaristas e 10% se identificaram como bolsonaristas.
Na esquerda, 13% afirmaram não ser lulistas e 12% se declararam lulistas.
Esses números mostram que a identificação ideológica não se resume necessariamente à adesão pessoal aos candidatos.
O eleitor que se considera independente pode avaliar temas econômicos, desempenho administrativo, propostas e credibilidade de maneira diferente dos eleitores fortemente identificados com um campo político.
Entretanto, independência ideológica não significa automaticamente indecisão eleitoral.

O que pode mudar até o segundo turno de 25 de outubro?
A pesquisa Ipespe foi realizada entre 6 e 8 de outubro, pouco depois da votação do primeiro turno.
Portanto, ela não capta acontecimentos posteriores ao encerramento da coleta.
Esse detalhe ganha importância porque a reta final de uma campanha presidencial pode ser influenciada por debates, alianças, propostas econômicas, mobilização de apoiadores e comparecimento eleitoral.
Economia e políticas sociais entram no centro da campanha
Entre os temas em disputa estão o custo de vida, a política fiscal, o financiamento de programas sociais e as propostas de cada candidatura para o próximo governo.
Lula tem defendido a continuidade de políticas sociais e criticado propostas de cortes orçamentários associadas ao adversário.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, tem defendido mudanças na gestão fiscal e contestado afirmações de que encerraria programas sociais existentes.
Comparecimento pode alterar o resultado
Outro fator importante é a participação nas urnas.
Um eleitor pode declarar preferência por determinado candidato em uma entrevista e não comparecer à votação. Da mesma forma, pessoas que não participaram do primeiro turno podem votar no segundo.
Esse comportamento afeta especialmente disputas apertadas, nas quais a mobilização pode produzir diferenças relevantes.
O segundo turno presidencial está marcado para 25 de outubro de 2026. Até lá, os levantamentos poderão captar novas movimentações no eleitorado.
Uma pesquisa pode antecipar o vencedor?
Não. Uma pesquisa eleitoral estima a preferência dos entrevistados em determinado período. O vencedor é definido pelos votos válidos efetivamente registrados e apurados pela Justiça Eleitoral.
A pesquisa Ipespe indica vantagem de Flávio Bolsonaro no momento da coleta, mas não determina o resultado da eleição.
Leia também: Augusto Cury: 8 compromissos selam apoio a Flávio
Conclusão: pesquisa Ipespe coloca Flávio à frente, mas disputa continua
A pesquisa Ipespe divulgada em 10 de outubro mostra Flávio Bolsonaro com 52,7% dos votos válidos e Lula com 47,3%, estabelecendo uma vantagem numérica de 5,4 pontos percentuais para o candidato do PL.
O resultado é compatível com a direção observada em outros levantamentos recentes e reforça a importância da disputa por eleitores independentes e pelos votos de candidatos eliminados no primeiro turno.
Ainda assim, a eleição será decidida em 25 de outubro, e não pelas pesquisas.
Acompanhar a evolução dos levantamentos, conhecer suas metodologias e distinguir dados de interpretações é essencial para compreender o cenário eleitoral.
E você, acredita que essa diferença será mantida até o segundo turno ou que haverá uma mudança nas próximas semanas? Participe da discussão com respeito e argumentos.
Leia também: Podemos com Flávio: 5 pontos sobre o apoio
Aviso Importante
Este conteúdo jornalístico apresenta dados de pesquisas eleitorais e informações públicas disponíveis até 11 de outubro de 2026. As intenções de voto são estimativas estatísticas, não resultados oficiais da eleição nem garantias de vitória.
A pesquisa Ipespe aponta uma vantagem de 5,4 pontos percentuais para Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições de 2026. E você, acredita que essa vantagem será mantida até o dia 25 de outubro ou teremos uma reviravolta nas urnas?
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Fontes:
Ipespe, Tribunal Superior Eleitoral, Folha de S.Paulo, CNN Brasil, Exame, Datafolha, AtlasIntel, Bloomberg.
Da Redação.
Perguntas frequentes sobre a pesquisa Ipespe
Quem lidera a pesquisa Ipespe de outubro de 2026?
Flávio Bolsonaro lidera numericamente a pesquisa Ipespe/Abrapel divulgada em 10 de outubro, com 52,7% dos votos válidos. Lula aparece com 47,3%.
Qual é a diferença entre Flávio Bolsonaro e Lula?
A diferença é de 5,4 pontos percentuais nos votos válidos. Na pesquisa estimulada considerando o total de entrevistados, os percentuais são 49% para Flávio e 44% para Lula.
Qual é a margem de erro da pesquisa Ipespe?
A margem de erro informada é de 2,6 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95,45%, considerando o conjunto da amostra.
Quantas pessoas participaram da pesquisa?
O Ipespe ouviu 1.500 eleitores entre 6 e 8 de outubro de 2026. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-00933/2026.
A pesquisa Ipespe está registrada no TSE?
Sim. O levantamento foi registrado sob o protocolo BR-00933/2026. O registro permite consultar informações metodológicas e administrativas da pesquisa, mas não representa homologação de seus resultados pela Justiça Eleitoral.
Quando será o segundo turno presidencial?
O segundo turno da eleição presidencial brasileira de 2026 está marcado para domingo, 25 de outubro.
A pesquisa Ipespe garante a vitória de Flávio Bolsonaro?
Não. O levantamento indica vantagem numérica no período pesquisado. O resultado definitivo dependerá da votação e da apuração oficial em 25 de outubro.
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