Piloto pediu socorro após decolar da Pampulha; avião atingiu prédio, matou dois e deixou três feridos.
Mayday antes da queda em BH: piloto pediu socorro minutos antes do avião atingir prédio
O pedido de emergência veio quase imediatamente após a decolagem. Em poucos minutos, o avião que saiu da Pampulha, em Belo Horizonte, perdeu altitude, atingiu um prédio no bairro Silveira e transformou uma tarde comum em uma cena de tensão, resgate e investigação.
Um detalhe mudou completamente o peso da tragédia aérea registrada nesta segunda-feira, 4 de maio de 2026, em Belo Horizonte: segundo informações da administração do Aeroporto da Pampulha e da NAV Brasil, o piloto declarou “mayday”, código internacional de emergência, logo depois da decolagem, ao relatar dificuldade para ganhar altitude.
A aeronave, de matrícula PT-EYT, decolou às 12h16 do Aeroporto da Pampulha com destino ao Aeroporto Campo de Marte, em São Paulo. Poucos minutos depois, caiu no bairro Silveira, na Região Nordeste da capital mineira, após atingir um prédio de três andares.
O acidente deixou duas pessoas mortas e três sobreviventes em estado grave, segundo os veículos que acompanharam a ocorrência com base em informações das autoridades. As causas ainda estão sob investigação da FAB, por meio do CENIPA/SERIPA, e da Polícia Civil de Minas Gerais.
O pedido de socorro que antecedeu a tragédia
A informação mais forte até agora é o alerta emitido pelo piloto à torre de controle. A NAV Brasil informou que o comandante declarou emergência após perceber que não conseguia manter altitude na subida inicial. O acionamento mobilizou imediatamente as equipes de emergência aeroportuária, incluindo o serviço de combate a incêndio.
Segundo o Estado de Minas, a torre teria orientado o retorno imediato ao aeroporto, mas não houve resposta posterior. O avião teria permanecido no ar por cerca de cinco minutos antes da colisão.
Esse ponto é central para a investigação: o que aconteceu entre o “mayday” e o impacto?
Ainda não há conclusão oficial sobre falha mecânica, erro operacional, condição de voo ou qualquer outro fator contribuinte. No padrão técnico do CENIPA, a investigação não trabalha com uma “causa única” de forma precipitada, mas com a identificação de fatores contribuintes para prevenir novos acidentes.
Quem estava no avião
As vítimas fatais foram identificadas como o piloto Wellinton de Oliveira Pereira, de 34 anos, e Fernando Moreira Souto, de 36 anos, médico veterinário e filho do prefeito de Jequitinhonha, Nilo Souto.
Os três sobreviventes foram identificados como Arthur Schaper Berganholi, de 25 anos, Leonardo Berganholi Martins, de 50 anos, e Hemerson Cleiton Almeida Souza, de 53 anos. Eles foram encaminhados ao Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, em Belo Horizonte.
Um dos sobreviventes, Arthur, foi filmado sentado na escadaria do prédio logo após o acidente, sendo amparado por moradores. O vídeo mostra o impacto humano dos primeiros minutos depois da queda: moradores tentando ajudar, equipes chegando e a dimensão do susto se espalhando pelo edifício.
A escadaria que evitou uma tragédia ainda maior
O avião atingiu justamente a área da escadaria do prédio. Segundo o Corpo de Bombeiros, esse ponto específico do impacto evitou que moradores fossem atingidos diretamente. Apesar do abalo e do susto, nenhum morador do edifício ficou ferido.

Essa informação dá outra camada ao caso: a tragédia foi grave, mas poderia ter sido ainda pior. O impacto ocorreu em uma área urbana, com prédios, comércios e circulação de pessoas. De acordo com a Itatiaia, o acidente aconteceu na Rua Ilacir Pereira Lima, 667, no bairro Silveira.
Veja o video da queda:
🚨✈️ Piloto declarou “mayday” logo após decolagem de avião que caiu em BH
Aeroporto da Pampulha e NAV Brasil confirmam pedido de socorro e problema técnico em voo com cinco pessoas pic.twitter.com/2aZZMlFzh2
— Metrópoles (@Metropoles) May 4, 2026
Aeronave estava regular, mas não podia operar como táxi aéreo
Outro ponto que entrou no centro da apuração é a situação da aeronave junto à ANAC.
Segundo o Metrópoles, o avião estava com certificado válido para operar de forma privada até 1º de abril de 2027, mas não tinha autorização para funcionar como táxi aéreo.
A CNN Brasil também informou, com base em consulta à ANAC, que a aeronave não possuía autorização para operação comercial sob o RBAC nº 135, que regula serviços de táxi aéreo, nem sob o RBAC nº 121, voltado a operações regulares de transporte aéreo.
Isso não significa, por si só, que o voo fosse irregular. Significa que a aeronave estava classificada para uso privado, e a investigação deverá esclarecer as circunstâncias do voo, quem eram os ocupantes, o motivo da viagem e se havia ou não qualquer tipo de prestação de serviço comercial.
A rota: de Teófilo Otoni para São Paulo, com escala em BH
A aeronave teria saído de Teófilo Otoni, feito escala em Belo Horizonte e seguiria para São Paulo. Segundo o Estado de Minas, duas passageiras desembarcaram na Pampulha e outra pessoa embarcou antes da etapa final do voo.
Pouco depois da nova decolagem, veio o alerta de emergência.
Essa sequência — escala, embarque, decolagem, perda de altitude e impacto — será peça-chave para os investigadores reconstruírem os minutos finais do voo.
O que os investigadores vão apurar agora
O CENIPA, por meio do SERIPA III, foi acionado para a chamada “ação inicial”, etapa em que investigadores coletam e confirmam dados, preservam elementos, verificam danos e levantam informações essenciais para a investigação aeronáutica.
Entre os pontos que normalmente entram em análise estão:
Condição da aeronave: manutenção, documentação, histórico técnico e eventuais registros recentes.
Fase da decolagem: comportamento da aeronave nos primeiros minutos de voo.
Comunicação com a torre: pedido de emergência, respostas e eventuais orientações.
Fatores operacionais: decisões tomadas no curto intervalo entre o alerta e a queda.
Fatores externos: ambiente urbano, trajetória, altitude e possibilidades de retorno.
A investigação da Polícia Civil corre em paralelo, com foco nas circunstâncias do acidente, identificação formal das vítimas e eventuais responsabilidades.

O detalhe que prende a atenção: o avião caiu cinco minutos depois
O intervalo entre a decolagem e a queda foi curto. A Itatiaia informou que o avião decolou às 12h16 e que os Bombeiros foram acionados às 12h21. Ou seja: cerca de cinco minutos separaram a saída da pista do impacto no prédio.
É esse recorte que torna o caso ainda mais delicado.
Não foi uma ocorrência distante do aeroporto depois de longo percurso. Foi uma emergência praticamente imediata, em área urbana, logo após a decolagem, com pedido de socorro feito pelo piloto.
O que se sabe até agora
Até o momento, os dados mais sólidos indicam que:
A aeronave decolou da Pampulha às 12h16, com destino a São Paulo.
O piloto declarou mayday ao relatar dificuldade para ganhar altitude.
O avião caiu no bairro Silveira, em Belo Horizonte, após atingir um prédio de três andares.
Duas pessoas morreram: Wellinton de Oliveira Pereira e Fernando Moreira Souto.
Três pessoas sobreviveram: Arthur Schaper Berganholi, Leonardo Berganholi Martins e Hemerson Cleiton Almeida Souza.
Nenhum morador do prédio ficou ferido.
A aeronave estava regular para uso privado, mas sem autorização para operar como táxi aéreo.
As causas seguem em investigação pela FAB/CENIPA e pela Polícia Civil.
A pergunta que fica
O acidente em Belo Horizonte deixa uma pergunta inevitável: o que impediu o avião de ganhar altitude logo após a decolagem?
A resposta ainda não existe oficialmente.
E é justamente por isso que qualquer conclusão precipitada seria irresponsável. O que existe, até agora, é uma sequência de fatos confirmados: pedido de emergência, perda de altitude, impacto em prédio, duas mortes, três sobreviventes e uma investigação que deve reconstruir segundo a segundo o que aconteceu.
Até lá, o caso segue como um dos acidentes aéreos mais impactantes registrados em área urbana no Brasil em 2026 — não apenas pela tragédia, mas pelo alerta desesperado que veio antes dela.
Você acha que aeronaves privadas deveriam ter fiscalização ainda mais rígida antes de voar em áreas urbanas? Comente sua opinião e acompanhe o PodemFoco News para novas atualizações sobre a investigação.
Fontes: Metrópoles, Estado de Minas, Itatiaia, CNN Brasil e CENIPA/FAB.
Da Redação.
About The Author
Descubra mais sobre PodEmFocoNews
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.







