Idosa de 102 anos tem língua cortada em assalto brutal

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Crime violento em Tefé–AM: suspeito de 19 anos invade casa e mutila vítima para impedir pedido de socorro

Uma cena chocante de violência doméstica e roubo foi registrada no município de Tefé, a cerca de 523 km de Manaus (AM). Uma idosa de 102 anos teve a língua cortada durante um assalto dentro de sua própria residência e foi hospitalizada em estado grave.

O que ocorreu

De acordo com as autoridades locais, o crime aconteceu na terça-feira, dia 11/11. O suspeito — um jovem de 19 anos — invadiu o imóvel da vítima sem permissão. A família, no dia seguinte, acionou a polícia relatando a invasão.

No hospital regional de Tefé, onde a idosa deu entrada, foi constatado que ela apresentava marcas de enforcamento, lesão ocular e um corte profundo na língua. Segundo o delegado Renato Ferraz, a vítima ainda sofreu bronco aspiração de sangue, o que agravou seu quadro e motivou a transferência para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A prisão e confissão

O jovem foi detido na tarde de sexta-feira, dia 14/11, após diligências da Delegacia Especializada de Polícia (DEP) de Tefé. Ele confessou o crime: admitiu ter enforcado a idosa, desferido um soco para forçá-la a entregar dinheiro e cortado a língua com o objetivo de impedir que ela gritasse ou pedisse ajuda.

O valor subtraído foi de R$ 100, segundo o depoimento. A partir da confissão e dos elementos de investigação, o delegado representou pela prisão preventiva, que foi decretada e imediatamente cumprida.

Vítima e investigação

A senhora permanece internada em estado grave, com acompanhamento contínuo da equipe médica do hospital regional. As autoridades acompanham a evolução do quadro clínico e seguem com o inquérito para o crime de roubo majorado por lesão grave.

Não houve divulgação de nome da vítima ou imagens, em respeito à sua condição e à investigação em curso.

Aspectos relevantes e impacto

A violência contra idosos, especialmente com mutilação para impedir socorro, evidencia a crueldade crescente em certos delitos.

O uso de abordagem invasiva e silenciosa — com a mutilação da língua — aponta para organização mínima ou frieza da ação.

A localização em município afastado reforça riscos de vulnerabilidade de populações idosas em locais com menor cobertura policial ou infraestrutura.

A rápida atuação da polícia e a confissão do suspeito favorecem o processo investigativo e potencial punição adequada.

Este caso representa uma escalada preocupante na violência contra os idosos — que são muitas vezes vítimas fáceis pela fragilidade e isolamento. A detenção rápida do suspeito não reduz o impacto brutal do crime, mas é um passo importante para responsabilidade criminal. Espera-se que a apuração seja completa, que a vítima receba todo o cuidado necessário que o sistema de segurança local seja reforçado para proteger quem já viveu mais de um século de história.
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Fonte: Jornal da Cidade Online.

Da Redação.

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