Eduardo volta ao jogo em São Paulo

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Ex-deputado deve ser suplente em chapa ao Senado e reacende disputa bolsonarista no maior colégio eleitoral do país.

Eduardo volta ao jogo em São Paulo e pode mexer na eleição ao Senado

Movimento costurado nos Estados Unidos coloca André do Prado no centro da disputa e reposiciona Eduardo Bolsonaro como peça estratégica do PL em 2026

A política paulista ganhou um novo ingrediente capaz de embaralhar a disputa ao Senado em 2026. O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) deve anunciar apoio ao presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, André do Prado (PL), para a corrida ao Senado — e, segundo apurações publicadas nesta segunda-feira, Eduardo entraria na chapa como suplente. A decisão teria sido tomada durante encontro entre os dois nos Estados Unidos, onde Eduardo vive desde 2025.

A informação foi divulgada inicialmente pela coluna de Igor Gadelha, no Metrópoles, e replicada por outros veículos, incluindo Jornal da Cidade Online, Poder360, SBT News, ND Mais e Brasil 247. O anúncio oficial é esperado para quinta-feira, 7 de maio de 2026, por meio de vídeo nas redes sociais.

O que está em jogo?

Na prática, Eduardo Bolsonaro não deve disputar o Senado como titular da chapa, mas sim ocupar uma posição de suplência. O nome principal seria André do Prado, atual presidente da Alesp e uma das figuras mais influentes do PL paulista.

A jogada tem peso político porque São Paulo é o maior colégio eleitoral do Brasil. Mesmo como suplente, Eduardo pode funcionar como uma espécie de “motor eleitoral” da chapa, puxando o eleitorado bolsonarista, ampliando engajamento nas redes e nacionalizando uma disputa que, em tese, seria estadual.

Quem é André do Prado?

André do Prado é deputado estadual pelo PL e presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo. Ele foi reeleito para comandar a Alesp no biênio 2025-2027, em uma posição estratégica no maior Parlamento estadual do país.

Antes de chegar ao comando da Assembleia, André construiu carreira política em Guararema, onde foi vereador, presidente da Câmara e depois avançou para mandatos estaduais. Seu perfil é menos midiático que o de Eduardo Bolsonaro, mas sua força está justamente na articulação política, no trânsito regional e no controle de estruturas partidárias no estado.

André do Prado (PL) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) (Site oficial André do Prado/Divulgação)

Por que Eduardo como suplente chama tanta atenção?

O cargo de suplente de senador costuma passar despercebido pelo grande público, mas tem enorme importância política. Diferente dos suplentes de deputado, os suplentes de senador são escolhidos previamente na chapa. Caso o titular deixe o cargo, o primeiro suplente assume a cadeira no Senado.

Por isso, a possível entrada de Eduardo Bolsonaro como suplente não é apenas simbólica. É uma forma de mantê-lo dentro do tabuleiro eleitoral paulista, mesmo sem ser o cabeça de chapa.

O fator Estados Unidos

Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde 2025. Em dezembro daquele ano, a Câmara dos Deputados declarou a perda de seu mandato por excesso de faltas às sessões deliberativas, com base no artigo 55 da Constituição. A decisão foi formalizada pela Mesa Diretora da Câmara.

Esse ponto é politicamente sensível. De um lado, aliados de Eduardo afirmam que ele é alvo de perseguição política. De outro, críticos apontam que sua ausência do Brasil e da Câmara criou desgaste institucional e abriu espaço para questionamentos sobre sua atuação pública. A agência AP também noticiou a perda do mandato e registrou que Eduardo passou a morar no Texas, nos Estados Unidos, após deixar o país.

A promessa que teria pesado na decisão

Segundo a coluna de Igor Gadelha, André do Prado já havia se reunido anteriormente com Eduardo nos Estados Unidos em busca de apoio para disputar o Senado por São Paulo. A conversa teria contado com a presença do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, sinalizando que a articulação não era apenas pessoal, mas partidária.

Esse detalhe é importante porque mostra que a movimentação pode fazer parte de uma estratégia maior do PL para reorganizar suas forças em São Paulo e manter o bolsonarismo competitivo em uma das disputas mais cobiçadas de 2026.

O impacto na direita paulista

A eventual chapa André do Prado-Eduardo Bolsonaro pode provocar três efeitos imediatos:

Primeiro, fortalece André junto ao eleitorado bolsonarista, especialmente entre conservadores que veem Eduardo como uma voz mais combativa do grupo político de Jair Bolsonaro.

Segundo, reorganiza a disputa interna no campo da direita em São Paulo, porque a bênção de Eduardo pode pesar na definição de apoios, alianças municipais e palanques regionais.

Terceiro, transforma a eleição ao Senado em São Paulo em uma disputa com repercussão nacional, não apenas estadual.

Ainda falta o anúncio oficial

Apesar das informações publicadas por veículos nacionais, é importante destacar: até o fechamento desta matéria, a candidatura ainda dependia de anúncio formal por parte dos envolvidos. A previsão divulgada é que Eduardo confirme a decisão em vídeo na quinta-feira, 7 de maio.

Até lá, o caso deve seguir provocando reação nos bastidores de Brasília, na Alesp e nas bases políticas do interior paulista.

Por que isso importa para o eleitor de São Paulo?

Porque a eleição ao Senado define quem representará o estado nas grandes decisões nacionais: leis, indicações de autoridades, votações sensíveis e temas que afetam diretamente economia, segurança, impostos, orçamento e relação entre União, estados e municípios.

Em um cenário polarizado, a presença de Eduardo Bolsonaro na chapa — ainda que como suplente — pode transformar a disputa em um novo teste de força do bolsonarismo em São Paulo.

A volta de Eduardo Bolsonaro ao centro do jogo eleitoral paulista mostra que 2026 já começou nos bastidores. A decisão de apoiar André do Prado e entrar como suplente pode parecer discreta à primeira vista, mas tem potencial para incendiar a disputa ao Senado no maior estado do país.

Agora, a pergunta que fica é direta: essa movimentação fortalece a direita paulista ou cria uma nova rodada de tensão dentro do próprio campo conservador?


E você, acha que essa articulação muda o jogo para o Senado em São Paulo? Deixe sua opinião nos comentários e acompanhe o PodemFoco News para receber os próximos capítulos dessa disputa.

Fontes: Metrópoles, Poder360, Jornal da Cidade Online, SBT News, Câmara dos Deputados, Assembleia Legislativa de São Paulo e Senado Federal.

Da Redação.

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