Campinas e RMC devem ter alta nas vendas; ticket médio pode chegar a R$ 293, aponta ACIC.
O Dia das Mães de 2026 pode transformar o comércio de Campinas e região em uma verdadeira corrida por presentes, reservas e compras de última hora. A previsão da Associação Comercial e Industrial de Campinas, a ACIC, é de que a data movimente R$ 835,1 milhões na região, com crescimento de 5,9% em relação ao mesmo período de 2025.
A comemoração será no domingo, 10 de maio, mas a movimentação já começou dias antes. Lojas físicas, shoppings, restaurantes, floriculturas, perfumarias, e-commerces e pequenos comércios locais entram na disputa por uma das datas mais importantes do calendário varejista brasileiro.
Segundo a ACIC, apenas a Região Metropolitana de Campinas deve movimentar R$ 547 milhões, acima dos R$ 515,6 milhões registrados em 2025. Já em Campinas, a projeção é de R$ 288,1 milhões, crescimento de 5,6% sobre o ano anterior.
O comércio local está diante de uma vitrine milionária
A leitura é direta: o Dia das Mães não é apenas uma data afetiva. É uma engrenagem econômica poderosa.
Para o varejo, a semana representa uma oportunidade de recuperação, aumento de fluxo, giro de estoque e fortalecimento de relacionamento com clientes. Para o consumidor, é o momento de escolher entre presentes tradicionais, experiências gastronômicas, compras online e lembranças personalizadas.
O economista da ACIC Campinas, Mario Eduardo Campos, avalia que o Dia das Mães é uma das datas sazonais mais importantes para o varejo, ficando atrás apenas do Natal. Segundo ele, a expectativa positiva vale tanto para lojas físicas quanto para o comércio eletrônico.
Esse detalhe muda o jogo: quem preparou vitrine, atendimento, estoque, campanha digital e condição de pagamento chega na frente.
Quem deixou para improvisar pode assistir o dinheiro passar na porta.
Ticket médio deve chegar a R$ 293
Outro número que chama atenção é o valor médio dos presentes. A ACIC projeta que o ticket médio em Campinas e região chegue a R$ 293, alta de 5,7% sobre os R$ 277,20 registrados em 2025.
Na prática, isso indica que o consumidor deve gastar um pouco mais, mas também tende a escolher melhor.
Entre os segmentos mais procurados estão:
Beleza e bem-estar: perfumaria, cosméticos, autocuidado e produtos de uso pessoal.
Moda e acessórios: roupas, calçados, bolsas, joias e semijoias.
Tecnologia: smartphones e eletrônicos.
Flores e cestas: floriculturas, cestas de café da manhã e presentes afetivos.
Restaurantes: almoços especiais, reservas familiares e experiências gastronômicas.
Esse comportamento mostra uma mudança importante: o presente não precisa ser apenas um produto. Pode ser uma experiência.
Restaurantes também entram forte na disputa
O domingo de Dia das Mães costuma ser um dos dias mais concorridos para restaurantes, bares familiares e casas com almoço especial. A busca por reservas aumenta, principalmente em locais que oferecem música ao vivo, cardápio temático, sorteios, espaços para família e atendimento diferenciado.
Para Campinas e cidades da região, isso abre uma frente importante: o dinheiro não fica concentrado apenas no varejo tradicional. Ele se espalha pela gastronomia, delivery, decoração, serviços, transporte, marketplaces e negócios de bairro.
O impacto chega também aos pequenos empreendedores: confeiteiras, floristas, lojas de bairro, perfumarias independentes, salões de beleza, vendedores online e prestadores de serviço.
O e-commerce não está mais no banco de reservas
A ACIC também destaca o avanço das compras digitais. Com base em dados citados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico, o comércio eletrônico, que movimentou cerca de R$ 8 bilhões em 2025 no período, pode avançar até 9,7% em 2026.
Isso reforça uma realidade que muitos lojistas ainda subestimam: o consumidor pesquisa no celular antes de comprar.
Mesmo quando a compra termina na loja física, a decisão pode começar no Instagram, no Google, no WhatsApp, no marketplace ou em um anúncio local.
Por isso, o varejista que aparece mais, responde rápido e facilita o pagamento tem mais chance de converter.
O número nacional também impressiona
No Brasil, a Confederação Nacional do Comércio projeta que as vendas do varejo durante a semana do Dia das Mães cheguem a cerca de R$ 16,3 bilhões em 2026, segundo dados citados pela ACIC. Em 2025, o faturamento nacional teria ficado em torno de R$ 14,4 bilhões.
Ou seja: a movimentação em Campinas e região faz parte de uma onda nacional de consumo.
Mas existe uma diferença importante. Na região de Campinas, o comércio tem uma combinação forte: renda urbana, polos empresariais, shoppings, centros comerciais, cidades integradas e alto consumo em serviços.
Essa mistura torna a data ainda mais relevante para quem vende no varejo regional.
O alerta para os lojistas: venderá mais quem comunicar melhor
A previsão de alta não significa venda garantida para todos.
O consumidor está mais seletivo. Compara preço, pesquisa reputação, observa atendimento, valoriza facilidade e foge de experiências ruins. Em datas disputadas, a diferença pode estar em detalhes:
Atendimento rápido no WhatsApp.
Postagens claras nas redes sociais.
Promoções com prazo real.
Vitrine organizada.
Entrega eficiente.
Pagamento facilitado.
Oferta com apelo emocional.
O Dia das Mães é uma data de afeto, mas o varejo precisa tratar como operação estratégica.
O que está por trás dos R$ 835 milhões?
Esse número não representa apenas presentes. Ele revela o peso econômico de uma data que movimenta famílias, empresas, empregos temporários, fornecedores, entregadores e prestadores de serviço.
Quando uma mãe ganha um perfume, existe uma cadeia por trás: indústria, distribuidor, loja, vendedor, embalagem, campanha, maquininha, entrega e atendimento.
Quando uma família reserva almoço, o impacto passa por restaurante, cozinha, garçom, músico, fornecedor, bebida, decoração e transporte.
É por isso que o Dia das Mães se mantém como uma das datas mais fortes do varejo: ele mistura consumo, memória afetiva e tradição familiar.
Campinas e região podem viver uma semana decisiva
A projeção da ACIC indica otimismo, mas também coloca pressão sobre o comércio. A data é curta, concentrada e emocional. Quem se posiciona antes vende mais. Quem espera o consumidor aparecer pode perder espaço para o concorrente mais preparado.
O recado para o varejo regional é claro: o dinheiro vai circular.
A pergunta é: em quais empresas ele vai parar?
Você pretende gastar quanto no Dia das Mães este ano? Vai comprar presente, levar para almoçar ou fazer os dois? Comente e marque alguém que ainda não comprou o presente da mãe.
Fontes: ACIC Campinas, Prefeitura Municipal de Campinas, O Regional, ABComm e FecomercioSP.
Da Redação.
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