Clube São Caetano envolvido em esquema de lavagem

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PF investiga compra do time com dinheiro do tráfico internacional

Operação revela clube de futebol como peça em rede de lavagem de dinheiro

Em recente fase da Operação Mafiuzi, a Polícia Federal revelou que uma quadrilha de tráfico internacional de drogas teria adquirido o controle de um clube de futebol com recursos ilícitos.

Segundo as investigações, o alvo era o São Caetano, tradicional clube paulista que já participou de finais nacionais e da Libertadores. Na época da suposta operação, o time estaria sob gestão de um aliado dos investigados.

Entre os presos está um ex-policial militar, Maicon Adriano Vieira Maia, apontado como doleiro da quadrilha. O líder do esquema, identificado como William Barille Agati, apelidado de “Concierge do PCC”, é apontado como o artífice da compra ilegal do clube, segundo as autoridades.

A Justiça determinou o bloqueio de bens e valores dos investigados que juntos somam cerca de R$ 13,8 milhões — incluindo imóveis, contas bancárias e veículos — como parte da estratégia de combate à lavagem de dinheiro.

Como funcionava o esquema

O núcleo financeiro da organização criminosa utilizava empresas de fachada em setores diversos para ocultar a origem dos recursos vindos do tráfico internacional de drogas.

Foram encontrados indícios de uso de câmbio paralelo (“dólar-cabo”), emissão de notas frias, contratos falsos de locação e movimentações em fintechs para dispersar o rastro financeiro.

A aquisição do clube serviria como meio de “legitimar” parte desses recursos, integrando ativos desportivos aos negócios legítimos da quadrilha.

Defesa e posicionamento do clube

O São Caetano emitiu nota oficial afirmando que os investigados mencionados mantiveram vínculo com o clube apenas “por curto período, em gestões anteriores”. O clube disse ainda que está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.

É importante frisar que a investigação continua em curso e que não há sentença definitiva sobre envolvimento formal do clube nos crimes.

Desdobramentos da operação

A Operação Mafiuzi cumpriu três mandados de prisão preventiva e 12 mandados de busca e apreensão em cidades nos estados de Paraná e São Paulo, entre elas Curitiba, Maringá, São Caetano do Sul, Santana de Parnaíba, e São Bernardo do Campo.

A Justiça da 23ª Vara Federal de Curitiba conduziu os atos e autorizou o bloqueio dos bens.

Bens de luxo como veículos de alto padrão também foram apreendidos como parte da investigação.

Por que este caso é importante

O uso do futebol como fachada para lavar dinheiro ilustra como organizações criminosas buscam infiltrar-se em setores populares e de alto prestígio.

Revela a necessidade de maior controle sobre a origem dos recursos em clubes esportivos, especialmente em transações de compra e venda ou gestão societária.

Enfatiza o papel das autoridades no desmonte das estruturas financeiras do crime organizado, além de focar não apenas nas pontas do tráfico, mas nas engrenagens bancárias que o sustentam.


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Fonte: Band / Polícia Federal / Metrópoles.

Da Redação.

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