40% dizem: economia piorou com Lula

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Pesquisa Real Time Big Data expõe desgaste econômico do governo e acende alerta para 2026.

Levantamento nacional mostra divisão forte entre brasileiros e transforma economia no maior campo de batalha político antes de 2026

A economia voltou ao centro da guerra política brasileira. E o dado que acendeu o alerta em Brasília é direto: 40% dos brasileiros afirmam que a economia piorou no governo Lula quando comparada à gestão de Jair Bolsonaro.

O levantamento foi feito pelo Instituto Real Time Big Data, divulgado nesta terça-feira, 5 de maio de 2026, e mostra um país dividido entre percepção, bolso apertado e disputa eleitoral cada vez mais antecipada. Segundo os dados publicados pelo Diário do Poder e pela CNN Brasil, 31% dos entrevistados dizem que a economia melhorou, 25% avaliam que está igual e 4% não souberam ou não quiseram responder.

A pesquisa ouviu 2 mil eleitores em todo o país, entre os dias 2 e 4 de maio de 2026, com margem de erro de 2 pontos percentuais e 95% de nível de confiança. O levantamento está registrado no TSE sob o protocolo BR-03627/2026.

O número que virou munição política

O dado de 40% não significa, isoladamente, que a economia esteja tecnicamente em queda. Significa que uma parcela expressiva da população sente que a economia piorou.

E, em política, percepção pesa tanto quanto indicador.

Enquanto o governo tenta sustentar uma narrativa baseada em crescimento, emprego e programas de renda, parte do eleitorado parece responder a outro termômetro: supermercado, juros, combustível, crédito caro e sensação de perda de poder de compra.

Essa diferença entre número oficial e sensação popular é o ponto mais explosivo da pesquisa.

Eleitorado mostra dois Brasis diferentes

O levantamento também revela um recorte previsível, mas politicamente importante: a avaliação da economia muda drasticamente conforme a preferência eleitoral.

Entre os eleitores de Lula, 69% afirmam que a economia melhorou desde o governo Bolsonaro. Já entre eleitores de Flávio Bolsonaro, o quadro se inverte: 83% dizem que a economia piorou.

A CNN também destacou que boa parte dos eleitores de Romeu Zema e Ronaldo Caiado avalia a economia de forma negativa: 81% dos eleitores de Zema e 62% dos eleitores de Caiado dizem perceber piora no cenário econômico.

Ou seja: a economia virou mais do que um debate técnico. Virou um filtro político.

O problema para Lula: o bolso fala antes do discurso

A pesquisa chega em um momento delicado para o governo. Mesmo com dados positivos em algumas áreas, a percepção econômica segue pressionada.

O IBGE informou que o PIB brasileiro cresceu 2,3% em 2025, chegando a R$ 12,7 trilhões, com crescimento na agropecuária, nos serviços e na indústria.
Também há números positivos no mercado de trabalho: a PNAD Contínua apontou taxa de desocupação de 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro de 2026, um dos menores patamares da série para o período.

Mas o eleitor comum nem sempre sente o PIB na mesa. Ele sente o preço do arroz, da carne, do aluguel, do financiamento e da prestação do cartão.
Esse é o nó político: o governo pode apresentar indicadores, mas a rua cobra alívio no cotidiano.

Juros altos e inflação ainda pesam

Outro elemento que ajuda a explicar a percepção negativa é o custo do dinheiro. O Banco Central reduziu a taxa Selic para 14,50% ao ano no fim de abril de 2026, mas o próprio Copom manteve cautela diante das expectativas de inflação e do cenário externo.

Na prática, juros altos encarecem crédito, financiamento, parcelamento e capital de giro. Para famílias endividadas e pequenos negócios, isso pesa direto no bolso.

A Reuters já havia apontado, em análises anteriores, que a piora da percepção sobre a economia vinha sendo influenciada por inflação, preço dos alimentos, combustível e sensação de perda de poder de compra.

Economia vira campo de batalha para 2026

A leitura política é clara: se a eleição de 2026 for decidida pelo bolso, Lula terá de convencer o eleitor de que a economia melhorou de forma concreta.

Não basta dizer que o PIB cresceu. Não basta falar em emprego. A pergunta que fica é mais simples e mais dura:

A vida ficou mais barata ou mais cara para o brasileiro comum?

É nessa resposta que governo e oposição vão disputar narrativa.

A Veja também apontou que os temas econômicos têm forte peso entre eleitores de renda mais baixa e classe média, especialmente em pautas como isenção do Imposto de Renda, escala 6×1, custo de vida e endividamento.

O que a pesquisa realmente mostra

A pesquisa não prova, sozinha, que a economia brasileira está pior em todos os indicadores. Ela mostra algo politicamente poderoso: a percepção de piora é maior do que a percepção de melhora.

E isso, em ano pré-eleitoral, vale ouro.

Para o governo, o desafio é transformar números macroeconômicos em sensação real de melhora.

Para a oposição, o dado vira argumento de campanha.

Para o eleitor, a conta é mais direta: se o dinheiro acaba antes do mês, a propaganda perde força.

O levantamento Real Time Big Data coloca a economia no centro da disputa nacional. De um lado, o governo tem indicadores como crescimento do PIB e desemprego baixo. Do outro, enfrenta a percepção de que o custo de vida continua alto e que o bolso do brasileiro ainda não respirou.

A grande pergunta para 2026 já está posta:

o eleitor vai votar olhando os indicadores ou olhando o carrinho do supermercado?


Você sente que a economia melhorou, piorou ou ficou igual nos últimos anos?
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Fontes: Diário do Poder, CNN Brasil, Veja, IBGE, Banco Central / Agência Brasil e Reuters.

Da Redação.

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