Vorcaro remarcado: depoimento à CPMI do INSS vai ao Congresso

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Depoimento de Daniel Vorcaro é adiado para 26/02; comissão amplia investigação sobre fraudes e crédito consignado.

Brasília — O depoimento de Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do Instituto Nacional do Seguro Social (CPMI do INSS) foi oficialmente remarcado para o dia 26 de fevereiro de 2026, após pedido de adiamento feito pela defesa do banqueiro. A oitiva havia sido prevista para esta semana, mas agora ocorrerá na semana pós-Carnaval em Brasília.

A decisão foi confirmada nesta terça-feira (3) pelo presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), que lidera os trabalhos no Congresso Nacional. Segundo Viana, a mudança busca resguardar o “devido tempo para preparação da defesa” e evitar prejuízo, conforme argumentou a equipe jurídica de Vorcaro.

📌 Contexto da CPMI do INSS

Instalada em junho de 2025, a CPMI visa investigar supostas fraudes e irregularidades envolvendo o INSS, especialmente descontos indevidos e contratos de empréstimos consignados concedidos a aposentados e pensionistas. A comissão busca esclarecer como benefícios previdenciários foram afetados por práticas consideradas atípicas e levantar responsabilidades políticas e legais.

O caso envolvendo o Banco Master ganhou destaque porque o INSS suspendeu mais de 250 mil contratos de consignado, por falta de comprovação documental que atestasse consentimento dos beneficiários, o que gerou prejuízo financeiro a muitos aposentados.

📍 Por que Vorcaro é peça-chave

Vorcaro, ex-presidente da instituição financeira, está no centro das investigações por sua ligação com operações de crédito consignado que teriam sido realizadas irregularmente, segundo parlamentares. A comissão entende que ele pode esclarecer, entre outros pontos:

  • Como os contratos foram adquiridos e operados sem comprovação objetiva de anuência;
  • Por que os descontos continuaram sendo feitos;
  • Que medidas foram tomadas pelo banco para ressarcir os beneficiários afetados.

Além disso, a CPMI aprovou a quebra de sigilo bancário, fiscal e telemático de Vorcaro em 2025, obtendo uma grande quantidade de informações que agora precisa ser confrontada com depoimentos diretos.

⚖️ Envolvimento do Supremo e obstáculos jurídicos

Antes do adiamento, a comissão havia protocolado ofícios ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, solicitando autorização para o comparecimento de Vorcaro à CPMI e para garantir sua condução até Brasília, já que o empresário cumpre prisão domiciliar desde a liquidação extrajudicial do Banco Master decretada pelo Banco Central.

O pedido ao STF também inclui a liberação de materiais de quebra de sigilo, atualmente sob custódia do Senado, para que os parlamentares possam utilizar integralmente nas sessões.

Paralelamente, a comissão tenta reverter decisões judiciais que teriam protegido outros envolvidos, como o empresário Maurício Camisotti, que obteve habeas corpus impedindo sua presença na CPMI.

🧾 Outros depoimentos e cronograma da comissão

A oitiva de Vorcaro foi reagendada para a semana após o Carnaval (26 de fevereiro), e será presencial, com garantia de direitos constitucionais, como assistência de advogado e respeito ao direito de não se autoincriminar.

Antes disso, a CPMI deve ouvir o ex-presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, em sessão marcada para esta quinta-feira. A ideia é cruzar informações documentais com depoimentos para acelerar o cerco investigativo ao esquema.

O presidente da comissão sinalizou ainda a intenção de prorrogar os trabalhos por 60 dias, caso seja necessário ampliar o leque de convocações e análises de dados.

📊 Impactos políticos e sociais

O caso tem repercutido de forma intensa no meio político e entre beneficiários do INSS. Parlamentares defendem que a exposição dos fatos à sociedade é crucial para resgatar a confiança dos aposentados e pensionistas, que viram seus benefícios afetados sem explicações claras.

Especialistas também ressaltam que a transparência do processo, aliada à atuação conjunta entre o Legislativo e Judiciário, pode fortalecer mecanismos de proteção dos mais vulneráveis no sistema previdenciário.


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Fontes: CNN Brasil, Momentomt Política e Agência Senado.

Da Redação.

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