Nascente preservada: 170 mudas mudam Hortolândia

Imagem ilustrativa de uma área verde urbana em recuperação, com mudas nativas plantadas no entorno da nascente preservada do Parque Terras de Santa Maria, em Hortolândia.
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Nascente preservada: 170 mudas mudam Hortolândia. Moradores conhecerão a recuperação ambiental que dará origem a um novo espaço de lazer e convivência.

A nascente preservada nº 228, localizada no Parque Terras de Santa Maria, será apresentada à população de Hortolândia neste domingo, 23 de agosto, às 9h. A programação inclui o plantio de 170 mudas nativas e a divulgação do projeto do futuro parque socioambiental planejado para a região.

Uma nascente não precisa aparecer como um riacho cristalino para exercer uma função ambiental importante. Em muitos casos, a água permanece no subsolo, alimentando lentamente o sistema hídrico e ajudando a manter o equilíbrio do solo e da vegetação.

É justamente essa realidade que chama a atenção no Parque Terras de Santa Maria, em Hortolândia. A nascente preservada nº 228, que não apresenta afloramento visível, teve sua existência confirmada por estudos geológicos realizados na área.

Agora, o local entra em uma nova etapa. Neste domingo, 23 de agosto de 2026, moradores poderão conhecer o trabalho de recuperação ambiental e a proposta de implantação de um novo parque socioambiental.

Segundo a Prefeitura de Hortolândia, a atividade começará às 9h, na Rua Josélio Manuel da Silva. Durante a programação, serão plantadas 170 mudas de espécies nativas, fortalecendo a recuperação da vegetação e a proteção dos recursos naturais.

Nascente preservada será apresentada aos moradores

A apresentação da nascente preservada faz parte do projeto municipal “Conhecendo Nossas Nascentes”, criado para aproximar a população dos recursos hídricos existentes em Hortolândia.

A proposta vai além de identificar pontos onde existe água. O projeto busca mostrar aos moradores por que as nascentes precisam ser protegidas e como a ocupação urbana pode conviver com áreas ambientalmente sensíveis.

A programação será realizada no domingo, dia 23 de agosto, a partir das 9h. O ponto de encontro será na Rua Josélio Manuel da Silva, no Parque Terras de Santa Maria.

Além da identificação da Nascente nº 228, a Prefeitura apresentará o projeto da área de lazer prevista para o loteamento. O evento será aberto à comunidade.

Serviço

  • Evento: apresentação da Nascente nº 228 e do projeto da área de lazer
  • Data: domingo, 23 de agosto de 2026
  • Horário: 9h
  • Local: Rua Josélio Manuel da Silva, Parque Terras de Santa Maria
  • Atividade ambiental: plantio de 170 mudas nativas

A participação dos moradores é um ponto relevante. Quando a comunidade conhece uma nascente preservada, compreende melhor por que o descarte irregular, a ocupação indevida e a retirada da vegetação podem comprometer todo o sistema ambiental do bairro.

Por que a Nascente nº 228 não aparece na superfície?

A Nascente nº 228 foi identificada em um levantamento realizado pelo município em 2021. Posteriormente, ela foi classificada como “descaracterizada”, conforme a Lei Municipal nº 4.184/2023.

Essa classificação não significa que a nascente tenha deixado de existir. Significa que as características visíveis normalmente associadas a uma nascente foram modificadas ao longo do tempo.

Estudos geológicos encontraram água subterrânea na área e confirmaram a presença do recurso hídrico. Portanto, mesmo sem um olho d’água aparente, a nascente preservada continua fazendo parte dos processos hidrológicos locais.

Uma nascente subterrânea é um ponto de origem ou circulação de água que pode não aflorar visivelmente, mas continua contribuindo para a recarga hídrica, a umidade do solo e o equilíbrio ambiental da região.

Esse detalhe é importante para evitar uma percepção equivocada. Uma área aparentemente seca não está necessariamente desprovida de água subterrânea.

O Código Florestal brasileiro reconhece nascentes e olhos d’água perenes como áreas ambientalmente sensíveis. Em condições gerais, a legislação estabelece proteção em um raio mínimo de 50 metros ao redor desses pontos, respeitadas as particularidades legais e técnicas de cada área.

O plantio de 170 mudas reforçará a recuperação

Durante a apresentação da nascente preservada, equipes municipais e participantes realizarão o plantio de 170 mudas de espécies nativas.

O plantio ajuda a recompor a cobertura vegetal, proteger o solo e criar condições mais favoráveis para o retorno da biodiversidade. As raízes também contribuem para a estabilidade do terreno e para a absorção da água das chuvas.

Antes dessa etapa, a área passou pela retirada de leucenas. Essa espécie é considerada exótica e invasora porque se espalha rapidamente e pode dificultar o desenvolvimento de árvores nativas.

A substituição das leucenas por espécies adequadas ao ecossistema regional tende a produzir uma vegetação mais diversificada. Entretanto, o resultado não acontece de um dia para o outro. As mudas precisarão de acompanhamento, controle de plantas invasoras e cuidados durante os períodos de estiagem.

Preservar uma nascente não é apenas cercar o ponto onde existe água. O processo envolve recuperar a vegetação, proteger o solo, impedir novas degradações e acompanhar continuamente a área.

A presença dos moradores nesse processo pode aumentar a proteção da nascente preservada. Quanto maior o sentimento de pertencimento, menor tende a ser a tolerância da comunidade com descarte de entulho, queimadas, vandalismo e ocupações irregulares.

Área já foi utilizada como aterro de construção civil

A transformação do local é ainda mais significativa porque a área foi utilizada anteriormente como aterro de resíduos inertes da construção civil.

De acordo com a Prefeitura, o aterro funcionava de maneira licenciada e foi encerrado pela Cetesb, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo. Após o encerramento, o espaço entrou em processo de recuperação.

Agora, a área que durante anos recebeu materiais da construção civil poderá abrigar vegetação nativa, uma nascente preservada, equipamentos de lazer e espaços de convivência.

Etapa da áreaSituação identificadaAção realizada ou prevista
Uso anteriorAterro licenciado de resíduos inertesEncerramento acompanhado pelos órgãos ambientais
Recuperação inicialPresença de leucenas invasorasRetirada e substituição por espécies nativas
Etapa atualProteção da Nascente nº 228Plantio de 170 mudas e educação ambiental
Projeto futuroNovo parque socioambientalÁrea de lazer, caminhada, ciclovia e acessibilidade

Essa mudança mostra como a recuperação ambiental pode requalificar um espaço urbano. A área deixa de ser vista apenas como um terreno sem utilização e passa a ser reconhecida como patrimônio natural do bairro.

Novo parque deverá preservar quatro nascentes

A Nascente nº 228 é uma das quatro nascentes existentes na área verde que receberá o futuro parque socioambiental do Terras de Santa Maria.

O projeto prevê a recuperação ambiental e a urbanização do espaço. Entre as estruturas anunciadas estão pista de caminhada, ciclovia, rampas de acessibilidade e área de convivência.

Conforme o projeto divulgado pela Prefeitura, a intervenção recebeu investimento estimado em R$ 1.313.705,86. Desse total, R$ 1 milhão veio do Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos, enquanto R$ 313.705,86 correspondem à contrapartida municipal.

O projeto procura conciliar três necessidades: proteção ambiental, ocupação responsável do espaço público e oferta de lazer para a população.

O que está previsto para o novo espaço

  • Recuperação e proteção de quatro nascentes;
  • Reflorestamento com espécies nativas;
  • Pista de caminhada;
  • Ciclovia;
  • Rampas de acessibilidade;
  • Áreas destinadas à convivência dos moradores;
  • Possibilidade de implantação futura de equipamentos esportivos.

Essas intervenções ainda devem seguir o cronograma das obras e as condições técnicas do projeto. A apresentação deste domingo representa uma etapa da recuperação, não a entrega definitiva de todo o parque.

Nascente preservada será a quinta revitalizada pelo projeto

A Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável e Assuntos Climáticos informa que a Nascente nº 228 será a quinta revitalizada dentro das ações municipais.

O número mostra que o projeto “Conhecendo Nossas Nascentes” não está limitado ao Terras de Santa Maria. A iniciativa foi criada para identificar, divulgar e valorizar diferentes recursos hídricos existentes em Hortolândia.

Em março de 2026, por exemplo, cerca de 120 pessoas participaram de uma atividade ambiental no Parque Socioambiental Antônio Gazzetta. A programação contou com visita a uma nascente e um abraço simbólico à lagoa do parque, segundo outra publicação oficial do município.

A educação ambiental transforma um ponto de água quase invisível em uma referência para a comunidade. A população passa a compreender que a nascente preservada influencia o bairro mesmo quando não pode ser observada diretamente.

Nascente preservada: 170 mudas mudam Hortolândia
Nascente preservada: 170 mudas mudam Hortolândia

Por que as nascentes são importantes para a cidade?

As nascentes participam da formação de córregos, rios, lagoas e sistemas subterrâneos de água. Em áreas urbanas, sua preservação também ajuda a reduzir processos de erosão e degradação do solo.

A vegetação existente ao redor desses pontos funciona como uma proteção natural. Ela ajuda a filtrar sedimentos, diminui a velocidade do escoamento superficial e favorece a infiltração da água no terreno.

Segundo informações ambientais do Governo do Estado de São Paulo, as matas ciliares integram as Áreas de Preservação Permanente e exercem funções relacionadas à proteção dos cursos d’água e das áreas mais frágeis.

No caso do Terras de Santa Maria, a recuperação da vegetação deverá fortalecer a proteção das quatro nascentes e melhorar a paisagem urbana.

Uma nascente preservada também pode servir como instrumento educativo. Escolas, famílias e grupos comunitários podem utilizar o espaço para atividades relacionadas à sustentabilidade, biodiversidade, água e desenvolvimento urbano.

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Como os moradores podem ajudar na preservação

A recuperação não termina com o plantio das 170 mudas. A manutenção dependerá do trabalho do poder público e da colaboração cotidiana da comunidade.

Os moradores podem contribuir ao:

  • Não descartar lixo, móveis, restos de poda ou entulho na área;
  • Não retirar, danificar ou pisotear as mudas plantadas;
  • Comunicar casos de incêndio, descarte irregular ou vandalismo;
  • Evitar a introdução de plantas invasoras;
  • Participar das atividades de educação ambiental;
  • Orientar crianças e visitantes sobre a importância da área;
  • Acompanhar a implantação do futuro parque.

A proteção de uma nascente preservada exige continuidade. Se o local voltar a receber resíduos ou sofrer ocupações indevidas, parte do trabalho ambiental poderá ser perdida.

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Uma transformação que começa debaixo da terra

A principal curiosidade da Nascente nº 228 é justamente o fato de ela não ser visível. Sua presença foi confirmada pela análise do subsolo, mostrando que a preservação ambiental nem sempre começa pelo que os olhos conseguem enxergar.

O plantio de 170 mudas permitirá que a transformação se torne gradualmente perceptível. Com o crescimento da vegetação e a implantação do parque, o terreno poderá ganhar uma nova função ambiental e social.

A recuperação da nascente preservada representa, portanto, mais do que uma ação de paisagismo. Trata-se da requalificação de uma área que já foi utilizada como aterro e que agora poderá se tornar espaço de proteção ambiental, lazer e convivência.

O evento deste domingo oferece aos moradores a oportunidade de acompanhar essa mudança desde o início. Compartilhe a programação com quem mora na região e ajude a ampliar o cuidado com as nascentes de Hortolândia.


Você mora no Parque Terras de Santa Maria ou conhece alguém da região? Compartilhe esta matéria e conte nos comentários como o novo parque pode transformar o bairro.

Fontes:

Prefeitura de Hortolândia
Presidência da República
Sistema Integrado de Gestão Ambiental do Estado de São Paulo
Cetesb

Da Redação.


Perguntas frequentes

Onde fica a nascente preservada no Terras de Santa Maria?

A Nascente nº 228 fica na área verde localizada na Rua Josélio Manuel da Silva, no Parque Terras de Santa Maria, em Hortolândia. O local integra o projeto do futuro parque socioambiental do bairro.

Quando acontecerá a apresentação da nascente?

A apresentação será realizada no domingo, 23 de agosto de 2026, a partir das 9h. O evento também contará com o plantio de 170 mudas nativas.

Por que a Nascente nº 228 não pode ser vista?

A água da Nascente nº 228 permanece no subsolo e não apresenta afloramento aparente. Estudos geológicos confirmaram a ocorrência de água subterrânea e sua participação no sistema hídrico local.

Quantas nascentes existem na área do futuro parque?

A área verde do futuro Parque Socioambiental do Terras de Santa Maria possui quatro nascentes identificadas. O projeto prevê ações de proteção e recuperação para esses recursos naturais.

O que será construído no novo parque?

O planejamento divulgado prevê pista de caminhada, ciclovia, rampas de acessibilidade e espaços de convivência. A implantação ocorrerá de acordo com o cronograma e as etapas técnicas da obra.

Qual é o objetivo do plantio de 170 mudas?

O plantio ajudará a recuperar a vegetação nativa, proteger o solo e melhorar as condições ambientais ao redor da nascente. As mudas também substituirão parte da vegetação invasora retirada do local.

A população pode participar da atividade?

Sim. A apresentação da nascente preservada e o plantio estão programados como uma ação de aproximação e educação ambiental com os moradores de Hortolândia.

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