Produtores movem R$ 1,3 bi em Hortolândia

Ilustração editorial em 3D mostra representantes de indústrias de pão de queijo reunidos com um gestor público em Hortolândia, com pães de queijo, gráficos econômicos e uma fábrica em miniatura sobre a mesa.
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Produtores movem R$ 1,3 bi em Hortolândia. Encontro com Zezé Gomes mira empregos, investimentos e o futuro do pão de queijo produzido na cidade.

Os produtores de pão de queijo de Hortolândia estarão no centro de um encontro com a Prefeitura nesta quinta-feira, 20 de agosto de 2026, no Paço Municipal. O setor reúne mais de 100 fábricas, produz acima de 120 mil toneladas por ano e movimenta cerca de R$ 1,3 bilhão, segundo dados municipais.

Um alimento associado à mesa brasileira se tornou uma engrenagem econômica de peso em Hortolândia. Na cidade, os produtores de pão de queijo formam uma cadeia que conecta fábricas, fornecedores de insumos, logística, embalagens, comércio e milhares de postos de trabalho. Agora, esse setor terá uma conversa direta com o Executivo municipal.

O encontro “Café com o Prefeito” será realizado nesta quinta-feira (20), no Paço Municipal, com a participação do prefeito José Nazareno Zezé Gomes e de representantes das indústrias. A proposta divulgada é ouvir demandas e discutir soluções que possam favorecer novos investimentos, emprego e renda.

O peso dessa pauta fica ainda mais claro quando comparado ao tamanho da cidade. O IBGE estima que Hortolândia tinha 248.842 habitantes em 2025. Em um município desse porte, um único segmento responder por cerca de 4 mil empregos e R$ 1,3 bilhão em atividade econômica transforma a conversa com os produtores em tema estratégico, e não apenas gastronômico.

Produtores terão encontro com Zezé Gomes nesta quinta

O “Café com o Prefeito” colocará frente a frente a Administração Municipal e representantes das empresas que fabricam pão de queijo em Hortolândia. Segundo a divulgação oficial da Prefeitura, a reunião ocorrerá no Paço Municipal em 20 de agosto de 2026.

O prefeito Zezé Gomes receberá os produtores, enquanto o secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Inovação, Gerson Ferreira, acompanhará a agenda. A intenção é abrir um canal para que as empresas apresentem dificuldades, oportunidades e propostas diretamente ao poder público.

Ferreira afirma que o município pretende transformar as informações levadas pelos empreendedores em políticas públicas. A ideia anunciada é repetir o formato com outros segmentos econômicos, criando uma rotina de diálogo com quem investe e emprega na cidade.

Resposta direta: o Café com o Prefeito é uma reunião institucional de escuta entre a Prefeitura e representantes empresariais. Para o setor de pão de queijo, o encontro pode aproximar demandas práticas dos produtores das decisões municipais sobre desenvolvimento, incentivos, infraestrutura e ambiente de negócios.

O evento é aberto ao público?

A publicação consultada não informa horário, inscrição ou participação aberta da população. Ela apresenta o encontro como uma agenda institucional entre a Prefeitura e representantes das indústrias. Assim, interessados não devem presumir acesso livre sem uma confirmação posterior pelos canais oficiais do município.

Esse detalhe é importante porque evita uma interpretação errada: o anúncio não descreve feira gastronômica, degustação ou evento comercial. O foco é a interlocução econômica entre governo municipal e produtores.

Por que os produtores têm tanto peso na economia local

Os números atualizados pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico colocam Hortolândia entre os polos mais expressivos do segmento. Mais de 100 fábricas atuam na cidade, somando empresas de diferentes portes e modelos de operação.

Indicador do setorDado divulgado em agosto de 2026
Fábricas instaladasMais de 100
Produção anualMais de 120 mil toneladas
EmpregosCerca de 4 mil trabalhadores
Movimento econômico estimadoR$ 1,3 bilhão
Participação estimada no PIB municipalAproximadamente 5%
Empresas na associação setorial12

Uma produção superior a 120 mil toneladas por ano equivale, em média, a aproximadamente 329 toneladas por dia, considerando uma divisão simples por 365 dias. É um cálculo ilustrativo, já que a produção real varia conforme sazonalidade, capacidade fabril, demanda e calendário de cada empresa.

Os 4 mil empregos informados também revelam que o impacto vai além das linhas de produção. A cadeia depende de transporte refrigerado ou adequado ao produto, aquisição de queijo e polvilho, desenvolvimento de embalagens, manutenção industrial, controle de qualidade, vendas e distribuição.

Em poucas palavras: os produtores de Hortolândia transformaram o pão de queijo em uma cadeia industrial. O valor não está apenas no alimento pronto, mas em toda a rede de empresas, profissionais, fornecedores e serviços que participa da produção e da entrega.

Dados cresceram, mas precisam de leitura responsável

Publicações municipais anteriores mencionavam cerca de 3 mil empregos e R$ 1 bilhão movimentado. A atualização de agosto de 2026 passou a apontar 4 mil trabalhadores e R$ 1,3 bilhão. A diferença pode refletir expansão do setor, atualização da base de empresas ou mudança metodológica.

Como os números são atribuídos à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, eles devem ser apresentados como estimativas oficiais do município. Para medir a evolução com precisão, seria útil que futuros balanços informassem período de referência, metodologia e separação entre empregos diretos e indiretos.

Associação organiza produtores desde 2024

A Associação dos Produtores de Pão de Queijo de Hortolândia e Adjacências foi criada em 2024, com apoio da Prefeitura. Atualmente, a entidade reúne 12 empresas, segundo o levantamento municipal.

A organização coletiva pode facilitar negociações, participação em feiras, capacitação, acesso a mercados e construção de padrões comuns de qualidade. Também permite que os produtores apresentem demandas de forma coordenada, evitando que cada empresa tente resolver isoladamente problemas que afetam toda a cadeia.

Ao mesmo tempo, existe um desafio de representatividade. Se a cidade possui mais de 100 fábricas e a associação reúne 12 empresas, a entidade ainda não abrange todo o universo produtivo. Isso não reduz seu papel, mas mostra espaço para ampliar a participação de micro, pequenos, médios e grandes produtores.

Na prática, uma associação mais diversa tende a enxergar melhor as diferenças do setor. Uma grande indústria pode priorizar logística, automação e exportação. Um pequeno fabricante pode estar mais preocupado com crédito, regularização, custo de insumos e acesso a compradores. Uma agenda sólida precisa comportar essas realidades sem deixar os menores à margem.

Capital do Pão de Queijo ainda depende de aprovação

Hortolândia já usa publicamente sua força produtiva como elemento de identidade econômica. Porém, o reconhecimento estadual como “Capital do Pão de Queijo” ainda deve ser tratado como uma proposta legislativa, e não como um título definitivamente concedido.

O Projeto de Lei 521/2026 da Assembleia Legislativa de São Paulo, apresentado pela deputada estadual Ana Perugini, propõe declarar o município como a Capital do Pão de Queijo do Estado de São Paulo. O texto foi publicado em junho de 2026 e fundamenta a iniciativa na relevância econômica, produtiva, cultural e turística da cadeia local.

Para os produtores, um título oficial pode funcionar como ativo de posicionamento territorial. Ele ajuda a associar Hortolândia ao produto, aumenta a capacidade de atrair mídia e abre espaço para feiras, roteiros industriais, experiências gastronômicas e promoção conjunta das marcas locais.

O reconhecimento, sozinho, não garante vendas. O ganho real virá se o título for acompanhado por estratégia: calendário de eventos, identidade territorial, participação em feiras, atração de compradores, qualificação das empresas e métricas transparentes de resultado.

Novo Proemph pode entrar na conversa com produtores

O encontro acontece poucos dias depois da regulamentação do novo Proemph, o Programa de Incentivo Empresarial de Hortolândia. O Decreto nº 5.914, de 4 de agosto de 2026, estabeleceu regras para avaliar projetos de empresas interessadas em incentivos municipais.

Segundo a regulamentação divulgada pela Prefeitura, as empresas precisam apresentar projeto de investimento, cronograma físico-financeiro, estimativa de empregos, projeção de faturamento, geração de Valor Adicionado, regularidade fiscal e jurídica e proposta de contrapartidas.

A matriz de avaliação chega a 100 pontos. Investimento, geração de empregos e Valor Adicionado valem até 20 pontos cada. Setor estratégico, inovação, sustentabilidade e contrapartidas podem somar outros 10 pontos por critério.

A indústria de transformação aparece entre os setores estratégicos. Isso pode tornar o programa relevante para novos empreendimentos ligados ao pão de queijo ou para ampliações que atendam às regras. Entretanto, o benefício não é automático: cada projeto deverá ser analisado e demonstrar retorno econômico e social.

O novo modelo também exige contrapartida mínima equivalente a 200% do valor dos incentivos fiscais projetados e efetivamente utilizados. Essa exigência cria uma discussão concreta para os produtores: quais investimentos são viáveis, quais compromissos podem ser assumidos e como o programa alcançará empresas de portes diferentes.

Produtores movem R$ 1,3 bi em Hortolândia
Produtores movem R$ 1,3 bi em Hortolândia

O que os produtores podem colocar na mesa

A Prefeitura não divulgou uma pauta detalhada com as reivindicações que serão apresentadas. Portanto, qualquer lista fechada seria especulação. Ainda assim, cinco frentes fazem sentido para uma cadeia industrial dessa escala e podem orientar o acompanhamento público após a reunião:

  • infraestrutura viária e logística para circulação de insumos e produtos;
  • qualificação de trabalhadores para produção, qualidade, manutenção e vendas;
  • acesso de pequenos produtores a crédito, regularização e novos compradores;
  • inovação em processos, embalagens, conservação e sustentabilidade;
  • promoção conjunta de Hortolândia em feiras, turismo industrial e mercados externos.

Essas pautas somente poderão ser atribuídas ao encontro se forem confirmadas pelos participantes. O ponto central, por enquanto, é que a Administração Municipal abriu um canal específico para ouvir o setor.

Também será importante observar se a conversa produzirá encaminhamentos mensuráveis. Reuniões institucionais ganham valor quando terminam com responsáveis, prazos e indicadores, e não apenas com manifestações genéricas de apoio.

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Como medir se o diálogo trouxe resultado

Para a população e para os próprios produtores, o sucesso do “Café com o Prefeito” poderá ser acompanhado por resultados objetivos nos meses seguintes. Entre eles estão a ampliação de empregos, novos investimentos, adesão de mais empresas à associação, crescimento da produção e abertura de mercados.

Outro indicador será a continuidade. O secretário Gerson Ferreira informou que o formato deverá alcançar outros segmentos econômicos. Um calendário público de reuniões, acompanhado de balanços, ajudaria a mostrar quais demandas foram recebidas e quais providências avançaram.

No caso do pão de queijo, a cidade já possui escala industrial, organização empresarial e uma proposta de reconhecimento estadual. O próximo salto depende de transformar esses ativos em competitividade: marcas mais fortes, produtos de maior valor agregado, inovação e presença nacional ou internacional.

Para pequenos produtores, a régua de sucesso pode ser ainda mais concreta: reduzir burocracia, acessar capacitação, conseguir financiamento e vender para novos canais. Para grandes fábricas, pode envolver expansão, logística e mão de obra qualificada. O poder público precisará equilibrar esses interesses.

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Hortolândia pode transformar tradição em estratégia

O encontro de quinta-feira coloca os produtores de pão de queijo no centro de uma discussão que ultrapassa a gastronomia. O setor movimenta cerca de R$ 1,3 bilhão, gera aproximadamente 4 mil empregos e representa perto de 5% do PIB municipal, conforme a estimativa mais recente da Prefeitura.

Hortolândia já tem volume, empresas e identidade para se projetar como polo do produto. O desafio agora é converter diálogo em decisões, investimentos e oportunidades que alcancem toda a cadeia. Se a reunião gerar compromissos claros e acompanhamento público, o pão de queijo poderá consolidar não apenas uma marca para a cidade, mas uma política consistente de desenvolvimento.

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O pão de queijo já movimenta bilhões e milhares de empregos em Hortolândia. Na sua opinião, qual deve ser a prioridade da Prefeitura para fortalecer quem produz? Comente e compartilhe esta matéria.

Fontes:

Prefeitura de Hortolândia; Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística; Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.

Da Redação.


Perguntas frequentes

Quando será o encontro com os produtores de pão de queijo?

O “Café com o Prefeito” está marcado para quinta-feira, 20 de agosto de 2026, no Paço Municipal de Hortolândia. A divulgação consultada não informou horário nem sistema de inscrição pública.

Quem participará do Café com o Prefeito?

O prefeito José Nazareno Zezé Gomes receberá representantes de indústrias produtoras de pão de queijo. O secretário municipal Gerson Ferreira também está ligado à agenda de desenvolvimento econômico que organiza o diálogo.

Quantas fábricas de pão de queijo existem em Hortolândia?

Segundo dados atualizados da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Hortolândia possui mais de 100 fábricas de pão de queijo. O conjunto inclui negócios de diferentes portes.

Quanto o setor movimenta na cidade?

A estimativa municipal divulgada em agosto de 2026 aponta cerca de R$ 1,3 bilhão em movimento econômico. O setor corresponderia a aproximadamente 5% do PIB de Hortolândia.

Quantos empregos são gerados pelos produtores?

A Prefeitura informa que o setor emprega cerca de 4 mil trabalhadores. A divulgação não detalha, no entanto, quantas vagas são diretas ou indiretas.

Hortolândia já é oficialmente a Capital do Pão de Queijo?

Existe uma proposta na Alesp para reconhecer Hortolândia como Capital do Pão de Queijo do Estado de São Paulo. O Projeto de Lei 521/2026 deve ser tratado como proposta legislativa enquanto o processo não estiver concluído.

O que é o novo Proemph?

O Proemph é o Programa de Incentivo Empresarial de Hortolândia. Sua nova regulamentação usa critérios como investimento, empregos, Valor Adicionado, inovação, sustentabilidade e contrapartidas para analisar pedidos de incentivos.

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