Festival terá 230 vagas gratuitas, professores internacionais e concertos espalhados pela cidade.
Por seis dias, Hortolândia quer deixar de ser apenas espectadora e tentar ocupar um lugar no circuito nacional dos grandes festivais de música sinfônica.
O 1º Festival Internacional de Música de Hortolândia promete transformar a cidade em um grande palco entre os dias 19 e 24 de julho de 2026, com cursos gratuitos, concertos, professores brasileiros e estrangeiros, seleção de estudantes e apresentações em diferentes regiões do município. A informação foi confirmada pela Prefeitura e reforçada por veículos regionais que acompanham a agenda cultural da cidade.
Mas o detalhe mais forte está nos bastidores: não se trata apenas de “mais um evento cultural”. O festival terá 230 vagas gratuitas para estudantes de música, com atividades formativas em instrumentos de sopro, percussão sinfônica, piano, regência e prática coral. As inscrições seguem abertas até 7 de junho, por formulário oficial.
Não é para iniciantes: festival terá seleção técnica
O formulário oficial deixa claro um ponto importante: as atividades educacionais são voltadas a estudantes que já possuem conhecimento técnico no instrumento. Ou seja, o festival não será uma iniciação musical básica, mas uma espécie de imersão para alunos em nível intermediário e avançado.
As oficinas de instrumentos serão divididas em dois módulos: intermediário, para alunos em desenvolvimento técnico, e avançado, para estudantes com médio ou alto nível de performance. A seleção será feita por comissão técnica, e a lista de aprovados está prevista para 12 de junho. Os selecionados deverão confirmar participação até 19 de junho.
A rotina será pesada: aulas de dia, concertos à noite
A programação pedagógica será intensa. Segundo o formulário de inscrição, as atividades acontecerão de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, com aulas coletivas, ensaios, práticas de regência, grupos de câmara, coletivo estudantil e Banda Sinfônica do Festival. À noite, a programação prevê concertos e apresentações musicais, das 20h à meia-noite, em teatros e espaços da cidade.
A agenda completa ainda deve ser divulgada no fim de maio, segundo o próprio formulário oficial. Esse é um ponto importante para o público acompanhar: até agora, o que está confirmado é a estrutura do festival, as modalidades, as vagas e a proposta de levar concertos a diferentes regiões de Hortolândia.
Quem são os professores confirmados
A lista de docentes dá o tom internacional do evento. Entre os nomes divulgados estão Cássia Lima, na flauta transversal; Rodrigo Nagamori, no oboé; Guiliano Rosas, na clarineta; José Arion Liñarez, da Venezuela, no fagote; Anderson Romero, dos EUA/Brasil, no trompete; Nikolay Genov, da Bulgária/Brasil, na trompa; Vicente Della Tonia, dos EUA/Brasil, no piano; e William Coelho, em regência e práticas instrumentais coletivas.
Também aparecem na programação Maikel Morelli, saxofone; Gilberto Gianelli, trombone; Luciano Vaz, eufônio e tuba; e Thiago Lamattina, percussão sinfônica. O formulário informa ainda que a prática coral adulto é destinada a participantes acima de 18 anos.
As vagas: onde estão as maiores oportunidades
Ao todo, são 230 vagas. A maior oferta será para prática coral adulto, com 62 vagas. Também há 20 vagas para clarineta, 20 para percussão sinfônica, 20 para piano e 20 para regência e práticas instrumentais coletivas.
As demais vagas estão distribuídas entre flauta transversal, oboé, fagote, saxofone, trompete, trompa, trombone, eufônio e tuba. Para quem vive música de forma séria, é uma oportunidade rara: formação gratuita, professores de carreira nacional e internacional, prática coletiva e possibilidade de certificação. O certificado será concedido aos alunos que cumprirem pelo menos 70% da carga horária prevista.
O CEM será o coração do festival
As aulas ficarão concentradas no CEM Maestro Ronaldo Dias de Almeida, o Centro de Educação Musical Municipal de Hortolândia. O espaço tem peso simbólico na cidade: foi criado em 1994, passou a levar o nome do maestro Ronaldo Dias de Almeida em 2022 e é apresentado pela Prefeitura como um instrumento de formação musical e transformação social.
O CEM foi reinaugurado em 2026 após reforma e ampliação. Segundo a Prefeitura, a obra incluiu melhorias estruturais, salas multiuso, ar-condicionado, rampas de acessibilidade e banheiros adaptados. A capacidade de atendimento foi projetada para saltar de 240 para até 500 alunos.
Concertos gratuitos e artistas locais
Além dos cursos, o festival terá concertos de música sinfônica em diferentes regiões de Hortolândia. A proposta, segundo a Secretaria de Cultura, é democratizar o acesso da população à arte e aproximar moradores de um tipo de apresentação que costuma ficar concentrado em grandes centros culturais.
Outro ponto forte é a participação de artistas locais. Inicialmente, o festival selecionaria 15 projetos, mas a quantidade foi ampliada para 25 projetos contemplados, segundo a Prefeitura. Os selecionados farão duas apresentações em palcos itinerantes e receberão prêmio de R$ 2 mil.
A aposta política e cultural por trás do festival
O secretário de Cultura, Régis Athanázio Bueno, afirmou que a intenção é consolidar Hortolândia como polo de referência em música. A Prefeitura também compara a iniciativa a festivais já conhecidos, como o Festival de Inverno de Campos do Jordão e o Festival Música nas Montanhas, de Poços de Caldas.
É uma ambição alta. E justamente por isso o festival merece atenção. Se a programação for bem executada, Hortolândia pode ganhar visibilidade regional e nacional. Se a agenda não for bem comunicada, corre o risco de uma grande estrutura passar despercebida por parte da população.
Você acha que Hortolândia pode se tornar referência cultural na Região Metropolitana de Campinas? Comente sua opinião e envie esta matéria para aquele estudante de música que não pode perder essa oportunidade.
Fonte: Governo de Hortolândia.
Da Redação.
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