Simulação revela quem pagou mais impostos desde 2022 e quais empresas escaparam do aumento.
Uma simulação tributária divulgada nesta sexta-feira (23) revela que medidas adotadas durante o governo Lula, Luiz Inácio Lula da Silva provocaram aumento de até 21,55% nos tributos federais calculados para determinados perfis empresariais. O levantamento comparou as regras em vigor no final de 2022 com as alterações implementadas até agosto de 2026.
O maior impacto ocorreu em uma indústria de calçados. Para esse modelo empresarial, os tributos passaram de R$ 12,06 milhões para R$ 14,65 milhões. Já uma grande rede varejista apresentou aumento de 13,17%, enquanto uma clínica médica registrou elevação de 2,6%.
Por outro lado, um mercadinho e uma academia enquadrados no Simples Nacional não apresentaram mudanças nos valores calculados.
O estudo foi elaborado pela tributarista Mérces da Silva Nunes, a pedido da Gazeta do Povo, e utilizou cinco empresas hipotéticas com características operacionais mantidas constantes nos dois períodos analisados.
A comparação permite identificar como modificações em créditos tributários, benefícios fiscais e contribuições previdenciárias podem aumentar o valor efetivamente recolhido pelas empresas, mesmo quando as alíquotas nominais permanecem inalteradas.
Quanto os impostos das empresas aumentaram no governo Lula?
A simulação considerou cinco empresas de diferentes tamanhos, atividades econômicas e regimes de tributação.
Para evitar que fatores externos interferissem nos resultados, foram mantidos os mesmos faturamentos, números de funcionários e características das operações.
Confira os valores apresentados no estudo:
| Empresa | Tributos em 2022 | Tributos em 2026 | Variação |
|---|---|---|---|
| Indústria de calçados | R$ 12,06 milhões | R$ 14,65 milhões | +21,55% |
| Rede varejista | R$ 44,25 milhões | R$ 50,08 milhões | +13,17% |
| Clínica médica | R$ 1,66 milhão | R$ 1,71 milhão | +2,6% |
| Mercadinho | R$ 227,2 mil | R$ 227,2 mil | 0% |
| Academia | R$ 195,7 mil | R$ 195,7 mil | 0% |
Os números mostram que o impacto da tributação depende diretamente das características de cada negócio.
A indústria de calçados, por exemplo, foi considerada com faturamento anual de R$ 150 milhões, 300 funcionários e enquadramento no lucro real, com utilização da Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta (CPRB).
Já a rede varejista apresentou faturamento anual de R$ 500 milhões, dois mil funcionários e tributação pelo lucro real.
A clínica médica, por sua vez, foi simulada com faturamento de R$ 9 milhões e enquadramento no lucro presumido.
É importante destacar que os aumentos encontrados não representam médias nacionais de cada setor. Eles demonstram os efeitos de alterações legislativas sobre situações empresariais específicas.
Mudanças no PIS e na Cofins elevaram os custos tributários
Uma das principais razões para o aumento identificado na indústria e no comércio está relacionada ao aproveitamento de créditos de PIS e Cofins.
No regime não cumulativo, determinadas aquisições permitem que as empresas utilizem créditos para reduzir os valores dessas contribuições a recolher.
Entretanto, uma mudança que passou a produzir efeitos em maio de 2023 alterou a forma de cálculo de determinados créditos.
Até então, o ICMS destacado nas operações de aquisição integrava o valor considerado para calcular esses créditos. Com a nova regra, esse imposto estadual deixou de compor a base utilizada.
Na prática, algumas empresas passaram a ter menos créditos tributários disponíveis.
Exemplo mostra como a mudança afeta uma empresa
Considere uma aquisição de mercadorias no valor de R$ 100 mil, com R$ 18 mil correspondentes ao ICMS.
Pelo exemplo apresentado no levantamento:
Antes da alteração, o crédito de PIS/Cofins seria de R$ 9.250.
Após a mudança, o crédito seria de R$ 7.585.
A diferença representa R$ 1.665 a menos em créditos disponíveis.
A consequência é que, dependendo das operações realizadas, a empresa pode precisar recolher um valor maior em contribuições.
O mecanismo ajuda a explicar por que a rede varejista apresentou aumento expressivo na simulação, mesmo sem a elevação direta das alíquotas de PIS e Cofins.
No caso da indústria, o efeito da redução dos créditos foi combinado com outra alteração relevante: a reoneração da folha de pagamento.
Reoneração da folha pressiona empresas com muitos funcionários
A política de desoneração da folha de pagamento foi criada para reduzir os custos previdenciários de determinados setores econômicos.
Pelas regras anteriores, empresas beneficiadas podiam substituir a contribuição previdenciária patronal tradicional, calculada sobre os salários, por uma contribuição incidente sobre a receita bruta.
O mecanismo era especialmente relevante para atividades com grande utilização de mão de obra.
Entretanto, a Lei nº 14.973/2024 estabeleceu um processo de retomada gradual da contribuição sobre a folha.
A transição começou em 2025 e continuará até 2028.
| Ano | Contribuição sobre a folha | Parcela da CPRB anterior |
|---|---|---|
| 2025 | 5% | 80% |
| 2026 | 10% | 60% |
| 2027 | 15% | 40% |
| 2028 | 20% | Extinta |
O calendário representa a recomposição progressiva da tributação previdenciária sobre os salários, respeitadas as demais condições legais.
Para empresas com centenas ou milhares de empregados, mudanças nas contribuições podem representar custos adicionais relevantes.
Na simulação da indústria de calçados, a reoneração parcial da folha foi responsável por parte do crescimento da carga tributária.
Custo previdenciário pode apresentar aumento expressivo
Outra simulação mencionada pela reportagem original, elaborada pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), comparou os custos previdenciários de uma empresa submetida à CPRB.
O levantamento apontou que o valor mensal poderia passar de R$ 60 mil, considerando as regras de 2022, para R$ 116 mil em 2026.
A diferença representa aumento aproximado de 93%.
Entretanto, esse percentual refere-se exclusivamente à contribuição previdenciária patronal considerada na simulação, não à carga tributária total da organização.
Isso demonstra como alterações específicas podem produzir impactos significativos em determinados componentes dos custos empresariais.
Redução de benefícios fiscais também atingiu empresas
Outro fator identificado no levantamento foi a alteração de incentivos e benefícios fiscais federais.
A Lei Complementar nº 224, de dezembro de 2025, estabeleceu uma redução de 10% em determinados benefícios tributários, respeitadas as exceções previstas na legislação.
A norma também introduziu critérios para limitar e revisar incentivos concedidos pela União.
Segundo os esclarecimentos publicados pela Receita Federal, a medida não representa uma redução indiscriminada de todos os benefícios existentes. Seu alcance depende das condições estabelecidas na legislação.
Lucro presumido também passou por mudanças
Para empresas enquadradas no lucro presumido, a legislação alterou determinados critérios de apuração.
Sobre a parcela da receita anual que ultrapassa R$ 5 milhões, passou a existir um acréscimo de 10% no percentual utilizado para presumir o lucro tributável, conforme as condições legais.
Essa mudança foi determinante para o resultado observado no modelo da clínica médica.
Na simulação, o estabelecimento apresentou crescimento de 2,6% nos tributos federais calculados.
O impacto não deve ser generalizado para todas as clínicas ou empresas tributadas pelo lucro presumido, pois depende do faturamento e das regras aplicáveis a cada atividade.
Indústria brasileira enfrenta outros impactos tributários
Além das mudanças diretamente consideradas na simulação, representantes da indústria apontam preocupações com outras alterações tributárias federais.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI), conforme informações reproduzidas pela Gazeta do Povo, estimou impactos financeiros relevantes decorrentes da tributação de subvenções de ICMS e de limitações ao aproveitamento de determinados créditos tributários.
As projeções mencionadas pela entidade incluem aproximadamente R$ 26 bilhões relacionados à tributação de subvenções e cerca de R$ 24 bilhões associados à limitação de compensações tributárias.
A CNI também apresentou estimativas sobre os efeitos da redução de benefícios fiscais federais.
Esses valores representam impactos estimados de medidas distintas e não devem ser somados automaticamente, pois podem envolver bases, períodos e metodologias diferentes.
Para o setor produtivo, essas discussões ampliam a preocupação sobre o custo de operar e investir no Brasil.
Empresas industriais costumam combinar despesas com equipamentos, matérias-primas, energia, logística e mão de obra.
Quando a tributação aumenta, a capacidade de absorver custos adicionais depende das margens de cada segmento.
Por que empresas do Simples Nacional não tiveram aumento?
Dois estabelecimentos analisados no estudo não registraram mudanças nos tributos federais considerados.
O primeiro foi um mercadinho de bairro, com faturamento anual de R$ 3 milhões e 15 funcionários.
O segundo foi uma academia, com receita anual de R$ 2 milhões e 12 empregados.
Ambos estavam enquadrados no Simples Nacional.
Na simulação, os valores tributários permaneceram iguais entre 2022 e 2026.
Isso ocorreu porque as alterações analisadas não modificaram os tributos calculados para esses dois perfis empresariais.
Entretanto, esse resultado não significa que todos os pequenos negócios tenham permanecido livres de aumentos tributários.
Mudanças de faturamento, atividade, enquadramento e outras obrigações podem alterar o valor efetivamente recolhido.
O levantamento demonstra apenas que as medidas consideradas não afetaram os dois exemplos específicos.
Aumento de impostos pode encarecer produtos e serviços?
O impacto de mudanças tributárias não fica necessariamente restrito à contabilidade das empresas.
Quando os tributos aumentam, o empresário precisa decidir como absorver os custos adicionais.
Uma das alternativas é elevar os preços cobrados pelos produtos ou serviços. Entretanto, essa decisão depende da concorrência, da demanda e das condições de cada mercado.
Se a empresa não conseguir repassar o aumento, poderá precisar reduzir sua margem de lucro.
Outra possibilidade é rever investimentos, contratações ou projetos de expansão.
Essas consequências não ocorrem de maneira uniforme.
Negócios com margens elevadas podem apresentar maior capacidade de absorção de custos. Por outro lado, atividades com margens reduzidas podem enfrentar maior pressão financeira.
No setor industrial, as decisões sobre investimento também dependem de fatores como taxas de juros, demanda, produtividade e expectativas sobre a economia.
Portanto, embora a elevação dos tributos possa contribuir para aumentos de preços, não existe uma relação automática em que todo custo adicional seja integralmente repassado ao consumidor.
Carga tributária brasileira alcançou 32,40% do PIB em 2025
Os resultados da simulação empresarial também podem ser analisados no contexto mais amplo da arrecadação nacional.
Segundo estimativa divulgada pela Secretaria do Tesouro Nacional em 10 de abril de 2026, a carga tributária bruta brasileira atingiu 32,40% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025.
O indicador apresentou crescimento de 0,18 ponto percentual em relação a 2024.
O cálculo considera a arrecadação dos governos federal, estaduais e municipais em proporção ao tamanho da economia brasileira.
De acordo com o Tesouro, o aumento da carga tributária do governo central foi influenciado, entre outros fatores, pela arrecadação do Imposto de Renda Retido na Fonte, do Imposto sobre Operações Financeiras e das contribuições previdenciárias.
A evolução dessas receitas também refletiu mudanças na atividade econômica, no mercado de trabalho e na legislação tributária.
É importante distinguir esse indicador da simulação realizada com as cinco empresas.
Enquanto a carga tributária nacional mede a arrecadação agregada em relação ao PIB, o levantamento empresarial compara os efeitos de regras federais aplicadas a modelos específicos de negócios.
Dessa forma, o resultado de 21,55% identificado na indústria de calçados não representa a variação da carga tributária brasileira como um todo.
Reforma tributária abre uma nova etapa em 2027
Além das alterações implementadas entre 2023 e 2026, o sistema tributário brasileiro passará por novas mudanças nos próximos anos.
A reforma tributária do consumo prevê uma etapa importante em janeiro de 2027, com a implantação da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS).
O novo tributo federal substituirá PIS e Cofins e integra a reorganização do sistema de cobrança sobre bens e serviços.
A transição exigirá adaptações nos processos contábeis, na emissão de documentos fiscais, nos sistemas de gestão e no planejamento das empresas.
Também haverá mudanças nos mecanismos de aproveitamento de créditos tributários.
O objetivo estrutural da reforma é simplificar a tributação do consumo, mas o impacto efetivo sobre cada setor dependerá das regras aplicáveis, das alíquotas e das características econômicas das operações.
Por isso, empresários e profissionais contábeis precisarão acompanhar as próximas etapas da regulamentação.
Tributação entra no debate econômico das eleições de 2026
A política tributária também ganhou espaço na disputa presidencial de 2026.
O tema envolve propostas sobre arrecadação, financiamento das despesas públicas, incentivos à produção e redução dos custos empresariais.
Entre os argumentos favoráveis à revisão de benefícios fiscais está a necessidade de reduzir distorções tributárias e preservar receitas destinadas ao financiamento de políticas públicas.
Por outro lado, representantes do setor produtivo alertam que o aumento de custos pode comprometer margens, investimentos e competitividade.
A oposição também tem defendido propostas de redução de impostos, enquanto o governo Lula sustenta medidas relacionadas à arrecadação e ao equilíbrio das contas públicas.
Para avaliar essas propostas, é necessário considerar não apenas a possibilidade de redução de tributos, mas também os impactos sobre a arrecadação, o orçamento e a sustentabilidade fiscal.
A discussão deverá continuar durante a implementação das próximas etapas da reforma tributária.
O que os empresários devem fazer diante das mudanças?
O levantamento mostra que analisar apenas as alíquotas de impostos não é suficiente para compreender os custos tributários de uma empresa.
Também é necessário observar como são calculados os créditos, quais benefícios fiscais podem ser utilizados e quais contribuições incidem sobre a folha de pagamento.
Empresas enquadradas no lucro real precisam acompanhar especialmente as regras relacionadas ao aproveitamento de créditos tributários.
Negócios tributados pelo lucro presumido devem observar as mudanças nos critérios de apuração e os limites de receita previstos na legislação.
Já os estabelecimentos do Simples Nacional devem acompanhar seu enquadramento, faturamento e obrigações específicas.
O planejamento tributário pode ajudar a identificar riscos e oportunidades legais de economia, desde que realizado com base nas características reais de cada negócio.

O que os números revelam sobre a economia brasileira?
A principal conclusão da simulação é que o custo efetivo dos tributos pode aumentar mesmo quando determinadas alíquotas permanecem inalteradas.
Mudanças nas bases de cálculo, restrições ao aproveitamento de créditos, reoneração previdenciária e redução de benefícios fiscais podem afetar o valor total recolhido pelas empresas.
Os resultados, entretanto, dependem do enquadramento de cada contribuinte.
Na comparação entre 2022 e 2026, a indústria de calçados apresentou o maior aumento, seguida pela rede varejista e pela clínica médica.
Os dois pequenos negócios enquadrados no Simples Nacional não registraram alterações.
O levantamento reforça a importância de avaliar as políticas tributárias considerando seus efeitos concretos sobre diferentes setores, em vez de utilizar um único percentual como representação de toda a economia.
Para o Brasil, permanece o desafio de conciliar arrecadação pública, previsibilidade tributária, competitividade empresarial e crescimento econômico.
A questão central para as empresas não é apenas saber se uma alíquota aumentou, mas compreender quanto as mudanças na legislação alteraram o valor efetivamente pago em tributos.
Sua empresa sentiu o impacto das mudanças tributárias? Compartilhe sua experiência e acompanhe o PodeM Foco News para entender as decisões que afetam a economia brasileira.
Fontes:
Perguntas frequentes
1. Quanto os impostos das empresas aumentaram no governo Lula?
Uma simulação tributária divulgada pela Gazeta do Povo em 23 de outubro de 2026 apontou aumento de até 21,55% nos tributos federais de uma indústria de calçados, comparando as regras de 2022 e 2026. O estudo também identificou elevações de 13,17% para uma rede varejista e de 2,6% para uma clínica médica. Os percentuais representam empresas hipotéticas analisadas individualmente, não a média nacional.
2. Quais empresas tiveram os maiores aumentos de impostos entre 2022 e 2026?
Segundo a simulação elaborada pela tributarista Mérces da Silva Nunes, uma indústria de calçados apresentou o maior aumento, de 21,55%. Em seguida aparecem uma rede varejista, com 13,17%, e uma clínica médica, com 2,6%. Um mercadinho e uma academia enquadrados no Simples Nacional não registraram mudanças nos tributos federais calculados.
3. Por que os impostos aumentaram durante o governo Lula?
O aumento identificado na simulação decorreu principalmente de mudanças no aproveitamento de créditos de PIS/Cofins, da reoneração gradual da folha de pagamento e de alterações em benefícios fiscais federais. Essas medidas modificaram o valor efetivamente recolhido por determinados perfis empresariais, mesmo quando as alíquotas nominais permaneceram inalteradas.
4. O governo Lula aumentou os impostos de todas as empresas brasileiras?
Não. As mudanças tributárias adotadas durante o governo Lula tiveram impactos diferentes conforme o setor, o regime tributário, a folha de pagamento e os benefícios utilizados. Na simulação divulgada em outubro de 2026, três empresas apresentaram aumento dos tributos federais, enquanto dois pequenos negócios enquadrados no Simples Nacional permaneceram com os mesmos valores.
5. O que mudou no PIS e na Cofins a partir de 2023?
A partir de maio de 2023, o ICMS passou a ser excluído da base de cálculo de determinados créditos de PIS e Cofins no regime não cumulativo. A mudança reduziu o valor dos créditos aproveitáveis por algumas empresas, aumentando os tributos efetivamente recolhidos. O efeito depende das operações realizadas e do enquadramento tributário de cada contribuinte.
6. O que é a reoneração da folha de pagamento?
A reoneração da folha de pagamento é o processo de retomada gradual da contribuição previdenciária patronal calculada sobre os salários de empresas anteriormente beneficiadas pela desoneração. Conforme a Lei nº 14.973/2024, a transição prevê contribuições de 5% em 2025, 10% em 2026, 15% em 2027 e 20% em 2028, acompanhadas de redução progressiva da contribuição substitutiva sobre a receita bruta.
7. Empresas do Simples Nacional também tiveram aumento de impostos?
Na simulação divulgada em outubro de 2026, os dois estabelecimentos enquadrados no Simples Nacional — um mercadinho e uma academia — não apresentaram aumento dos tributos federais calculados. Isso não significa que todas as empresas desse regime estejam isentas de mudanças tributárias. O valor efetivamente pago depende do faturamento, da atividade econômica e das regras aplicáveis.
8. O aumento de impostos das empresas pode afetar os consumidores?
Sim. O aumento dos custos tributários empresariais pode contribuir para reajustes nos preços de produtos e serviços, redução das margens de lucro e revisão de investimentos. Entretanto, o repasse ao consumidor não é automático. A intensidade do impacto depende da concorrência, da demanda, dos custos operacionais e da capacidade financeira de cada empresa.
9. Qual foi a carga tributária brasileira em 2025?
Segundo estimativa divulgada pelo Tesouro Nacional em 2026, a carga tributária bruta brasileira alcançou 32,40% do Produto Interno Bruto em 2025, crescimento de 0,18 ponto percentual em relação a 2024. Esse indicador considera a arrecadação tributária das diferentes esferas de governo e não equivale ao percentual de aumento registrado pelas empresas da simulação.
10. Qual é a diferença entre aumento de imposto e aumento da carga tributária?
O aumento de uma alíquota ocorre quando o percentual legal de determinado tributo é elevado. Já a carga tributária efetiva de uma empresa também pode aumentar por mudanças na base de cálculo, redução de créditos, eliminação de benefícios fiscais ou alterações no regime de contribuição. Assim, uma empresa pode pagar mais tributos sem que todas as alíquotas tenham sido elevadas.
11. Como a reforma tributária de 2027 afetará as empresas?
A reforma tributária brasileira prevê uma etapa importante em 2027, com a implantação da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) em substituição a PIS e Cofins. As empresas precisarão adaptar seus sistemas fiscais, processos contábeis e mecanismos de aproveitamento de créditos. O impacto financeiro dependerá das características de cada atividade e das regras da transição tributária.
12. Como as empresas podem se preparar para mudanças tributárias em 2026 e 2027?
As empresas podem se preparar por meio da revisão do regime tributário, análise dos créditos de PIS/Cofins, avaliação dos custos previdenciários e acompanhamento das mudanças previstas na reforma tributária. O planejamento deve considerar faturamento, despesas, folha de pagamento e incentivos fiscais. Uma análise individualizada com profissionais contábeis e tributários ajuda a identificar riscos e oportunidades legais de economia.
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