Feira reúne robótica, empreendedorismo e brinquedos ecológicos feitos por estudantes.
O futuro da tecnologia pode começar muito antes da universidade. Em Hortolândia, no interior de São Paulo, estudantes do Ensino Fundamental demonstraram que criatividade, consciência ambiental e empreendedorismo podem caminhar juntos desde os primeiros anos da formação escolar.
A IV Semana Municipal de Ciência e Tecnologia terminou na quinta-feira, 29 de outubro de 2026, com uma Feira Empreendedora que marcou a conclusão do percurso formativo de mais de 2,9 mil estudantes do 1º ao 5º ano.
A programação, organizada pela Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia, reuniu projetos científicos, robótica, brinquedos produzidos com materiais recicláveis e atividades desenvolvidas em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).
Mais do que apresentar trabalhos escolares, a iniciativa procurou aproximar os estudantes de conceitos como planejamento, responsabilidade financeira, sustentabilidade e solução de problemas reais.
Feira Empreendedora coloca pequenos estudantes no mundo dos negócios
A Emef Helena Futava Takahashi recebeu, no dia 29 de outubro, uma Feira Empreendedora marcada pela participação dos alunos e da comunidade escolar.
Os estudantes produziram e comercializaram brinquedos artesanais feitos com materiais recicláveis. Entre os produtos apresentados estavam jogos da velha, aviões, carrinhos e bilboquês.
A proposta integrou atividades educativas com experiências práticas de empreendedorismo. Ao fabricar e vender os próprios produtos, os alunos tiveram a oportunidade de conhecer etapas importantes de um pequeno negócio, como criação, organização e comercialização.
A secretária municipal de Educação, Simone Locatelli, acompanhou as atividades ao lado de representantes do Sebrae e destacou o potencial da iniciativa para a formação das crianças.
Segundo a gestora, o projeto contribui para ensinar responsabilidade, noções de finanças e o significado de empreender.
Robô aspirador e cadeira de rodas robotizada chamam atenção
PROJETOS DESTAQUE

Protótipo funcional desenvolvido com kits de montagem e sensores capazes de detectar obstáculos, demonstrando aplicações práticas da robótica educacional.

Desenvolvida por estudantes do 5º ano B da Emeb Richard Chibim Naumann, abordou acessibilidade e tecnologia assistiva.

Maquetes sobre energia eólica e hidráulica ajudaram a demonstrar alternativas de geração de energia e estimular a educação ambiental.
Imagens ilustrativas dos tipos de projetos apresentados, não registros fotográficos dos trabalhos de Hortolândia.
Essas foram algumas das atrações da Feira da Criatividade, realizada na terça-feira, 27 de outubro, na quadra da Emef Janilde Flores Gaby do Vale.
A exposição também contou com um robô iluminado por LED, que interagiu com os estudantes, e com diferentes trabalhos de investigação científica.
A estudante Nicolly Medeiros, do 5º ano B da Emef Janilde, comemorou a integração entre as escolas e a possibilidade de conhecer os projetos produzidos pelos colegas.
Como reconhecimento pela participação, o Departamento de Ciência e Tecnologia entregou troféus comemorativos às unidades escolares e instituições expositoras.
Escolas e instituições se unem pela ciência
A programação contou com uma ampla participação da rede municipal de ensino e de instituições de educação e pesquisa.
Entre as escolas municipais participantes da mostra estavam as Emefs Janilde Flores Gaby do Vale, Maria Célia Cabral Amaral, Professora Patrícia Maria Capelato Basso, Dra. Zilda Arns Neumann, Samuel da Silva Rossi, Jardim Amanda I (CAIC), Villágio Ghiraldelli e Nicolas Thiago dos Santos Lofrani.
Também participaram a Emeief José Tenório da Silva e a Emeb Richard Chibim Naumann.
A rede estadual esteve representada pela Escola Professora Liomar Freitas Câmara, com o projeto Acolhedor Patinhas, e pela Escola Professor José Claret Dionísio, com uma oficina de xadrez.
O evento teve ainda a presença da ETEC de Hortolândia, do Instituto Federal de São Paulo (IFSP), do Observatório Ambiental Parque Escola (OAPE) e do Departamento de Segurança Alimentar.
A diversidade de participantes contribuiu para integrar diferentes níveis de ensino e áreas de conhecimento.
Parceria com o Sebrae leva empreendedorismo às salas de aula
Um dos pilares da programação foi o JEPP — Jovens Empreendedores Primeiros Passos, desenvolvido com apoio do Sebrae durante o segundo semestre de 2026.
A iniciativa contou com a formação pedagógica de profissionais da educação e atividades voltadas ao comportamento empreendedor.
O material de apoio utilizado foi o livro Brinquedos Ecológicos, trabalhado em encontros semanais para integrar planejamento, criatividade e consciência ambiental.
O diretor do Departamento de Pedagogia e Formação Continuada, Aparecido Donizeti Chagas de Faria, destacou que o programa está fundamentado nos quatro pilares educacionais associados à Unesco: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a conviver e aprender a ser.
Na avaliação do diretor, a metodologia fortalece o trabalho pedagógico e incentiva os alunos a se tornarem protagonistas de seus próprios projetos de vida.
Por que esse projeto é importante para o futuro de Hortolândia?
A realização de feiras científicas e empreendedoras na educação básica oferece oportunidades para aproximar conhecimentos escolares de desafios cotidianos.
Do ponto de vista pedagógico, experiências desse tipo podem contribuir para desenvolver competências como resolução de problemas, comunicação, trabalho em equipe, criatividade e planejamento.
A apresentação de projetos ligados à acessibilidade também amplia o debate sobre a utilização da tecnologia para melhorar a vida das pessoas.
Já o uso de materiais recicláveis na fabricação dos brinquedos aproxima sustentabilidade e produção, mostrando que reaproveitar recursos pode fazer parte de uma experiência prática de aprendizagem.
É importante distinguir, entretanto, a participação de mais de 2,9 mil alunos de resultados educacionais mensurados: a divulgação municipal não apresenta indicadores de evolução da aprendizagem, impactos econômicos ou acompanhamento de longo prazo.
Ainda assim, os trabalhos demonstram como temas associados à ciência, à inovação e ao empreendedorismo podem fazer parte do cotidiano da escola pública.

Uma semana que terminou, mas deixou novos desafios
O encerramento da IV Semana Municipal de Ciência e Tecnologia consolidou uma programação que integrou escolas, educadores, estudantes e instituições parceiras.
Com projetos que passaram de brinquedos ecológicos a dispositivos robotizados, Hortolândia apresentou exemplos práticos de como a educação pode estimular a curiosidade científica e a busca por soluções.
O próximo desafio é transformar experiências como essas em oportunidades contínuas de aprendizagem, ampliando o acesso dos estudantes à ciência e à tecnologia.
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Fonte:
Da Redação.
Perguntas Frequentes
1. O que foi a IV Semana Municipal de Ciência e Tecnologia em Hortolândia?
Foi uma iniciativa educacional organizada pela Prefeitura de Hortolândia, por meio da Secretaria de Educação, Ciência e Tecnologia, que reuniu trabalhos científicos, robótica, sustentabilidade e atividades de empreendedorismo. A edição de 2026 terminou em 29 de outubro.
2. Quantos estudantes participaram da Feira Empreendedora?
Segundo a Prefeitura, a iniciativa celebrou a conclusão do percurso formativo de mais de 2,9 mil alunos do 1º ao 5º ano. Esse número refere-se aos estudantes envolvidos no programa, não necessariamente à presença física de todos na feira.
3. Quais projetos tecnológicos foram apresentados?
Entre os projetos destacados estavam um robô aspirador com sensores de obstáculos, uma cadeira de rodas robotizada, maquetes sobre energias renováveis e um robô com iluminação LED.
4. Qual foi a participação do Sebrae?
O Sebrae foi parceiro do programa Jovens Empreendedores Primeiros Passos (JEPP), que trabalhou conceitos de comportamento empreendedor, planejamento, finanças e sustentabilidade com estudantes da rede municipal.
5. Quando e onde aconteceram as feiras?
A Feira da Criatividade ocorreu em 27 de outubro de 2026, na Emef Janilde Flores Gaby do Vale. A Feira Empreendedora de encerramento aconteceu em 29 de outubro, na Emef Helena Futava Takahashi.
6. Qual é a importância da robótica nas escolas?
A robótica educacional permite explorar conceitos de programação, lógica, sensores, automação e resolução de problemas por meio de experiências práticas. Em Hortolândia, os projetos também abordaram acessibilidade e sustentabilidade.
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