Violência contra a mulher: 1 ação alerta Nova Odessa. Mobilização na Praça Central terá palestra, orientações e canais de proteção no dia 21 de agosto.
A violência contra a mulher será tema de uma ação pública em Nova Odessa no dia 21 de agosto de 2026, a partir das 8h30, no palco da Praça Central. A programação do Agosto Lilás terá palestra da delegada Julia Nunes, distribuição de materiais e orientações para reconhecer agressões, denunciar e buscar acolhimento.
Uma ameaça disfarçada de ciúme, o controle do dinheiro, a proibição de encontrar familiares ou uma humilhação repetida dentro de casa podem parecer episódios isolados. Muitas vezes, porém, são sinais de um ciclo de violência contra a mulher que pode se agravar quando não é identificado e interrompido.
É justamente para levar informação ao cotidiano da população que a Prefeitura de Nova Odessa promoverá a mobilização na Praça Central. Segundo a divulgação oficial do município, a atividade pretende ampliar a conscientização sobre prevenção, enfrentamento, acolhimento e denúncia.
A pauta ganha ainda mais peso diante dos dados nacionais. O Ligue 180 registrou 1.088.900 atendimentos em 2025, média próxima de 3 mil por dia. Foram 155.111 denúncias de violência, crescimento de 17,4% em relação a 2024, conforme balanço divulgado pelo Ministério das Mulheres.
O que acontecerá na ação de 21 de agosto
A atividade será realizada na sexta-feira, 21 de agosto, a partir das 8h30, no palco da Praça Central de Nova Odessa. A participação é aberta à população e coloca o tema em um ponto de circulação pública, aproximando a rede de proteção de quem talvez ainda não saiba onde procurar ajuda.
Durante a mobilização, serão entregues materiais informativos sobre violência doméstica, ameaças, importunação, assédio e outras condutas abusivas. A proposta é transformar conceitos jurídicos e sociais em sinais que possam ser reconhecidos em situações reais.
A delegada Julia Nunes fará uma palestra com cuidados, medidas de prevenção e orientações direcionadas às mulheres. A presença de uma autoridade policial também permite esclarecer dúvidas sobre registro de ocorrência, canais de denúncia e providências que podem ser adotadas diante de uma situação de risco.
Serviço
| Informação | Detalhe |
|---|---|
| Evento | Ação do Agosto Lilás |
| Data | 21 de agosto de 2026, sexta-feira |
| Horário | A partir das 8h30 |
| Local | Palco da Praça Central de Nova Odessa |
| Atividades | Palestra, orientação e distribuição de materiais |
| Palestrante | Delegada Julia Nunes |
| Participação | Aberta à população |
Resposta rápida: A ação do Agosto Lilás em Nova Odessa será realizada em 21 de agosto de 2026, a partir das 8h30, no palco da Praça Central. A programação terá palestra da delegada Julia Nunes e orientações sobre prevenção, acolhimento e denúncia da violência contra a mulher.
Violência contra a mulher não se limita à agressão física
Um dos maiores obstáculos ao enfrentamento da violência contra a mulher é a ideia equivocada de que somente tapas, socos ou lesões visíveis configuram violência. A Lei Maria da Penha reconhece cinco formas de violência doméstica e familiar: física, psicológica, sexual, patrimonial e moral.
Esse reconhecimento é decisivo porque muitos casos começam por mecanismos de controle. O agressor pode limitar amizades, monitorar o celular, reter documentos, impedir o acesso ao dinheiro, pressionar por relações sexuais ou atacar continuamente a reputação da vítima.
O balanço do Ligue 180 ajuda a dimensionar o problema. Entre as violações registradas em 2025, a violência psicológica respondeu por mais de 339 mil ocorrências, enquanto a física ultrapassou 104 mil. O dado mostra por que campanhas públicas precisam falar também sobre comportamentos sem marcas aparentes.
As cinco formas previstas na Lei Maria da Penha
- Física: agressões que causem lesão ou coloquem a integridade corporal em risco, como empurrões, tapas, socos, queimaduras ou estrangulamento.
- Psicológica: ameaça, humilhação, perseguição, manipulação, chantagem, vigilância e isolamento que prejudiquem a liberdade ou a saúde emocional.
- Sexual: relação ou prática sexual sem consentimento, coerção reprodutiva e impedimento do uso de métodos contraceptivos.
- Patrimonial: retenção, destruição ou subtração de documentos, dinheiro, instrumentos de trabalho, cartões, bens e recursos econômicos.
- Moral: calúnia, difamação, injúria e outras ofensas contra a honra.
Essas formas podem ocorrer juntas e não dependem de casamento formal. A Lei Maria da Penha protege mulheres em contextos domésticos, familiares e de relação íntima de afeto, conforme as circunstâncias previstas na legislação.
Definição direta: Violência contra a mulher é qualquer ação ou omissão baseada em gênero que provoque morte, lesão ou sofrimento físico, sexual, psicológico, moral ou patrimonial. No ambiente doméstico e familiar, a Lei Maria da Penha estabelece mecanismos de prevenção, assistência e proteção.
Por que a Praça Central virou ponto de conscientização
Levar o Agosto Lilás para uma praça tem uma função que vai além da visibilidade. A informação alcança mulheres, familiares, vizinhos, comerciantes e trabalhadores que talvez não participassem de uma palestra realizada em espaço fechado.
Esse contato direto ajuda a romper dois silêncios. O primeiro é o da vítima, que pode não reconhecer o abuso ou temer as consequências da denúncia. O segundo é o da comunidade, que muitas vezes percebe ameaças, gritos ou controle excessivo, mas considera a situação um assunto exclusivamente privado.
Os números mostram que o problema costuma estar próximo. Em 2025, aproximadamente 69% das denúncias ao Ligue 180 apontaram como cenário a residência da vítima ou a casa compartilhada com o suspeito. Além disso, 49.424 denúncias relataram violações diárias.
Por isso, enfrentar a violência contra a mulher exige mais do que uma reação depois da agressão. Exige informação acessível, serviços conectados e pessoas preparadas para acolher sem culpar, pressionar ou expor quem pede ajuda.
Como símbolo da campanha, o Paço Municipal de Nova Odessa recebeu iluminação lilás. A cor chama a atenção para o Agosto Lilás, campanha nacional instituída em 2022 e realizada no mesmo mês do aniversário da Lei Maria da Penha, sancionada em 7 de agosto de 2006. Em 2026, a lei completa 20 anos.
Como denunciar e procurar ajuda em Nova Odessa
Em uma emergência, quando a agressão estiver acontecendo ou houver risco imediato, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190. O número 180 funciona para informação, orientação, encaminhamento e registro de denúncias de violência contra mulheres; o serviço é gratuito, sigiloso e atende 24 horas por dia.
Em Nova Odessa, o CREAS – Centro de Referência Especializado de Assistência Social oferece acolhimento, acompanhamento psicossocial, orientação e encaminhamento à rede de proteção. O contato oficial informado pelo município é (19) 3466-3635.
A localização do CREAS aparece de formas diferentes em páginas municipais atualizadas em períodos distintos. Por segurança, recomenda-se confirmar o endereço pelo telefone antes do deslocamento. Essa cautela evita que uma informação desatualizada dificulte a busca por apoio.
O Governo do Estado de São Paulo informa ainda que a ocorrência pode ser registrada em uma Delegacia de Defesa da Mulher, em qualquer delegacia ou, nos casos disponíveis, pela Delegacia Eletrônica.
Canais essenciais
- 190 – Polícia Militar: para emergência ou risco imediato.
- 180 – Central de Atendimento à Mulher: orientação, informações sobre a rede e denúncias, 24 horas.
- 100 – Disque Direitos Humanos: denúncias de violações de direitos humanos.
- CREAS de Nova Odessa – (19) 3466-3635: acolhimento e encaminhamento à rede municipal.
- Delegacia de Polícia: registro de boletim de ocorrência e solicitação de providências policiais.
Alerta de segurança: se houver risco, não confronte o agressor nem avise antecipadamente sobre uma denúncia. Procure um local seguro e acione o 190. Familiares, amigos e vizinhos também podem comunicar uma situação às autoridades.

O que mudou na proteção às mulheres em 2026
O vigésimo aniversário da Lei Maria da Penha chega em um ano de mudanças legais. Em abril de 2026, a Lei nº 15.383 estabeleceu a monitoração eletrônica do agressor como medida protetiva autônoma em situações previstas e determinou alerta simultâneo à vítima e à unidade policial quando houver violação do perímetro de exclusão fixado.
Em maio, a Lei nº 15.411 ampliou a redação sobre afastamento imediato do agressor diante de risco atual ou iminente, incluindo expressamente a integridade sexual, moral e patrimonial da mulher ou de seus dependentes, além das dimensões física e psicológica.
Essas alterações não tornam automática toda providência em qualquer caso. A aplicação depende da avaliação das autoridades competentes e das circunstâncias concretas. Ainda assim, reforçam que a violência contra a mulher pode atingir diferentes dimensões da vida e que a proteção não deve esperar uma lesão física grave para ser considerada.
As medidas protetivas podem incluir proibição de aproximação e contato, afastamento do lar, restrição de armas e outras determinações adequadas ao risco identificado. Descumprir uma medida protetiva é crime.
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Como acolher sem aumentar o perigo
Quando uma mulher relata uma agressão, a primeira resposta pode influenciar sua decisão de continuar buscando ajuda. Perguntas acusatórias, exposição pública ou insistência para que ela confronte o agressor podem aumentar o medo e o risco.
Uma abordagem responsável começa por escutar, acreditar no relato e perguntar de que forma é possível ajudar. Se houver perigo imediato, o foco deve ser chegar a um local seguro e acionar o 190. Fora da emergência, a rede de atendimento pode orientar os próximos passos.
Também é importante respeitar o tempo da vítima sem normalizar a agressão. Dependência financeira, filhos, ameaças, isolamento e medo de retaliação podem tornar o rompimento mais complexo do que parece para quem observa de fora.
Na prática, familiares e amigos podem ajudar de maneira segura ao:
- ouvir sem julgamento e sem responsabilizar a mulher pela violência sofrida;
- evitar confrontar diretamente o suspeito;
- oferecer companhia para buscar atendimento, quando isso for seguro;
- ajudar a guardar documentos e contatos essenciais em local protegido;
- acionar a emergência diante de ameaça atual ou agressão em andamento.
A mobilização de Nova Odessa tem potencial para transformar informação em proteção concreta. Uma pessoa que aprende a reconhecer controle patrimonial, perseguição ou violência psicológica pode identificar mais cedo o risco e indicar um caminho de atendimento.
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Informação pública também é uma forma de prevenção
A ação de 21 de agosto coloca a violência contra a mulher no centro da cidade e da conversa pública. Com palestra, materiais informativos e divulgação dos serviços, a iniciativa pode aproximar a população da rede que atua antes, durante e depois de uma denúncia.
O Agosto Lilás não deve terminar quando as luzes do Paço Municipal forem apagadas. O resultado real aparece quando sinais são reconhecidos, relatos são acolhidos com responsabilidade e os canais corretos são acionados sem demora.
Compartilhar informação confiável também protege. Envie esta matéria a familiares e grupos locais, guarde os números 190 e 180 e acompanhe outros conteúdos de serviço público do PODEMFOCO News.
Aviso Importante
Este artigo tem propósito informativo e não substitui consultoria jurídica especializada. Procure um advogado ou a Defensoria Pública para orientação adequada ao seu caso. Em situação de emergência ou risco imediato, acione a Polícia Militar pelo 190.
Você sabe reconhecer os sinais que não deixam marcas visíveis? Compartilhe esta informação, salve os canais de atendimento e ajude a ampliar a rede de proteção em Nova Odessa.
Fontes:
- Prefeitura de Nova Odessa
- Ministério das Mulheres
- Presidência da República – Planalto
- Governo do Estado de São Paulo
Da Redação.
Perguntas frequentes sobre violência contra a mulher
Quando será a ação do Agosto Lilás em Nova Odessa?
A ação será realizada em 21 de agosto de 2026, sexta-feira, a partir das 8h30, no palco da Praça Central. A programação terá palestra da delegada Julia Nunes, orientações e distribuição de materiais informativos.
Quais são os tipos de violência previstos na Lei Maria da Penha?
A Lei Maria da Penha prevê cinco formas de violência doméstica e familiar contra a mulher: física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. Elas podem acontecer isoladamente ou ao mesmo tempo e nem todas deixam marcas visíveis.
Qual é a diferença entre ligar para 180 e 190?
O 180 recebe denúncias, presta orientação e informa sobre a rede de atendimento à mulher, funcionando 24 horas. O 190 deve ser acionado quando a violência estiver acontecendo ou houver risco imediato, pois é o número de emergência da Polícia Militar.
Outra pessoa pode denunciar violência contra a mulher?
Sim. Familiares, amigos, vizinhos e outras testemunhas podem comunicar uma situação de violência às autoridades. Em uma emergência, a pessoa deve ligar para o 190 e evitar confronto direto com o agressor.
Onde buscar acolhimento em Nova Odessa?
O CREAS de Nova Odessa oferece acolhimento e encaminhamento à rede de proteção pelo telefone (19) 3466-3635. Como páginas municipais mostram endereços diferentes ao longo do tempo, confirme a localização atual antes de se deslocar.
É preciso ter uma lesão física para pedir medida protetiva?
Não. A proteção legal não se limita a agressões com marcas físicas e pode abranger riscos à integridade física, sexual, psicológica, moral ou patrimonial. A medida adequada é definida pelas autoridades competentes conforme o caso concreto.
A violência psicológica também pode ser denunciada?
Sim. Ameaças, perseguição, humilhação, isolamento, vigilância e controle que causem dano emocional ou restrinjam a liberdade podem configurar violência psicológica. O 180 fornece orientação e encaminhamento, enquanto situações de risco imediato exigem contato com o 190.
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