STF em alerta: 55% não confiam

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Pesquisa nacional expõe crise de confiança na Suprema Corte e acende novo debate político no país.

STF em alerta: pesquisa aponta que 55% dos brasileiros não confiam na Corte

Levantamento Real Time Big Data mostra que a desconfiança atinge a maioria dos entrevistados e revela divisão forte entre eleitores de diferentes campos políticos

A confiança dos brasileiros no Supremo Tribunal Federal entrou no centro do debate nacional nesta semana. Uma pesquisa do Instituto Real Time Big Data, divulgada na terça-feira, 5 de maio de 2026, apontou que 55% dos entrevistados dizem não confiar no STF, enquanto 36% afirmam confiar e 9% não souberam ou não responderam.

O dado é forte porque envolve a principal Corte do país, responsável por decisões constitucionais de alto impacto. E mais: o levantamento não mostra apenas uma rejeição isolada ao Supremo. Ele revela um ambiente mais amplo de desconfiança nas instituições brasileiras, incluindo Congresso Nacional e imprensa.

O número que acendeu o sinal vermelho

A pergunta feita aos entrevistados foi direta: “Você confia no Supremo Tribunal Federal?”

O resultado foi:

Não confio: 55%
Confio: 36%
Não sabem/não responderam: 9%

Segundo a CNN Brasil, o levantamento ouviu 2.000 pessoas em todo o país entre os dias 2 e 4 de maio de 2026, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no TSE sob o protocolo BR-03627/2026.

A desconfiança muda conforme o eleitorado

O recorte por intenção de voto mostra que a percepção sobre o STF varia bastante conforme o perfil político do entrevistado.

Entre eleitores de nomes mais associados à direita, a desconfiança aparece em patamar mais alto. Segundo a CNN Brasil, 78% dos eleitores de Renan Santos, 74% dos eleitores de Flávio Bolsonaro e 73% dos eleitores de Romeu Zema afirmaram não confiar no STF.

Já entre eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o cenário é mais dividido: 45% dizem confiar no tribunal, enquanto 42% afirmam não confiar. Entre eleitores de Ciro Gomes, houve empate: 46% confiam e 46% não confiam.

Não é só o STF: Congresso e imprensa também aparecem pressionados

A pesquisa também mediu a confiança em outras instituições. O Congresso Nacional teve índice ainda maior de desconfiança: 62% dos entrevistados disseram não confiar, contra 32% que afirmaram confiar.

A imprensa também aparece em terreno delicado: 52% declararam não confiar, enquanto 40% disseram confiar. Já as Forças Armadas foram a instituição com melhor saldo entre as citadas, com 48% de confiança e 44% de desconfiança.

Esse conjunto de dados sugere um fenômeno maior: o brasileiro não está apenas questionando uma instituição específica. A pesquisa aponta uma crise de credibilidade mais ampla, atravessando Judiciário, Legislativo e comunicação.

O STF virou protagonista demais?

Nos últimos anos, o Supremo Tribunal Federal passou a ocupar espaço frequente no noticiário político, jurídico e eleitoral. Decisões sobre liberdade de expressão, investigações, atos antidemocráticos, redes sociais, Congresso, governo federal e temas morais colocaram ministros da Corte no centro das discussões públicas.

Essa exposição constante ajuda a explicar por que o STF passou a ser avaliado pela população não apenas como tribunal, mas também como ator central da vida política brasileira.

A Gazeta do Povo também registrou, em abril de 2026, outro levantamento sobre o tema: pesquisa Genial/Quaest apontou que 53% dos brasileiros diziam desconfiar do STF, contra 41% que afirmavam confiar. O levantamento ouviu 2.004 brasileiros de 16 anos ou mais, entre os dias 10 e 13 de abril, com margem de erro de dois pontos percentuais.

Ou seja: a pesquisa Real Time Big Data não aparece como um ponto fora da curva. Ela reforça uma tendência recente de queda na confiança popular sobre a Corte.

Por que esse dado importa?

O STF é uma das instituições mais importantes da República. É a Corte que julga temas constitucionais e pode interferir diretamente em decisões que afetam governo, Congresso, eleições, direitos individuais, políticas públicas e disputas federativas.

Por isso, quando mais da metade dos entrevistados afirma não confiar no tribunal, o dado ultrapassa a briga política do dia. Ele vira um alerta institucional.

A questão central não é apenas se o brasileiro concorda ou discorda de decisões específicas. O ponto mais profundo é: a população ainda enxerga o Supremo como árbitro confiável dos conflitos nacionais?

Leitura política: direita rejeita mais, mas desgaste não fica só nela

O levantamento mostra que a rejeição ao STF é mais intensa entre eleitores de candidatos de direita, especialmente Renan Santos, Flávio Bolsonaro e Romeu Zema.

Mas o dado que merece atenção é outro: mesmo entre eleitores de Lula, há divisão relevante. A diferença entre quem confia e quem não confia é pequena, dentro de um ambiente de polarização. Isso mostra que o desgaste da Corte não pode ser explicado apenas como reação de um campo político.

A leitura mais precisa é que o STF se tornou símbolo de disputas maiores: confiança institucional, limites entre Poderes, judicialização da política, liberdade de expressão, combate à desinformação e percepção pública de imparcialidade.

O que pode acontecer daqui para frente?

A pesquisa tende a alimentar três debates:

Primeiro, o debate sobre os limites de atuação do STF em temas políticos e sociais.
Segundo, a pressão do Congresso por mudanças que reduzam decisões individuais de ministros.
Terceiro, a disputa eleitoral de 2026, na qual a confiança nas instituições deve aparecer como tema sensível.

Não há, por enquanto, indicação de que a pesquisa tenha efeito prático imediato sobre o funcionamento do Supremo. Mas politicamente, o dado já funciona como munição para parlamentares, pré-candidatos e grupos que defendem reformas no Judiciário.

O Supremo está no centro da tempestade

O número de 55% de desconfiança não encerra o debate. Ele abre.

A pesquisa mostra um país dividido, desconfiado e cada vez mais atento ao papel das instituições. O STF segue sendo peça central da democracia brasileira, mas enfrenta um desafio que vai além das decisões jurídicas: reconstruir percepção pública de confiança em meio a um ambiente político altamente inflamado.

E esse talvez seja o ponto mais importante da notícia: quando a Corte máxima do país passa a ser vista com desconfiança pela maioria dos entrevistados, o debate deixa de ser apenas jurídico — e passa a ser nacional.


E você, confia no STF ou acha que a Corte passou dos limites? Comente sua opinião com respeito e compartilhe esta matéria com quem acompanha política nacional.

Fontes: Diário do Poder, CNN Brasil e Gazeta do Povo.

Da Redação.

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