R$ 1 milhão, um saque e um ex-assessor

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Dinheiro vivo apreendido em Brasília expõe elo entre contador preso, ex-assessor e investigação sensível.

Um saque de R$ 1 milhão em dinheiro vivo, feito em uma agência bancária da Asa Sul, em Brasília, colocou um contador no centro de uma apuração da Polícia Civil do Distrito Federal e abriu uma nova frente de questionamentos envolvendo um ex-assessor do senador Weverton Rocha (PDT-MA). Segundo o Metrópoles, Cleônides de Sousa Gomes foi preso no dia 11 enquanto sacava o valor; na conta, ainda haveria mais R$ 1 milhão que seria retirado no dia seguinte.

O personagem que ampliou a repercussão do caso é Julio Cadimo Costa Nobriga, ex-assessor de Weverton. De acordo com o Metrópoles, Nobriga estaria se movimentando para tentar recuperar o dinheiro apreendido e também buscar acesso ao valor que permaneceu na conta de Cleônides.

O saque que acendeu o alerta

A investigação mira a origem e o destino do dinheiro. Conforme as reportagens consultadas, Cleônides teria dito aos policiais que o valor não era dele. Em depoimento, ele afirmou que receberia o depósito, faria o saque e entregaria a quantia a outra pessoa posteriormente.

Esse detalhe é o ponto mais sensível da apuração: se o dinheiro não era do contador, a pergunta central passa a ser quem depositou, quem receberia e por que a retirada seria feita em espécie.

A suspeita de lavagem de dinheiro

Segundo o Metrópoles, investigadores apuram se Cleônides seria peça em um esquema de lavagem de dinheiro que usaria contas bancárias de terceiros para movimentar, ocultar e sacar grandes quantias de possível origem ilícita.

A defesa de Cleônides, representada pelo advogado Gustavo Alves, afirmou ao Metrópoles que o cliente pretende colaborar com as investigações e demonstrar a origem dos valores. A defesa também pediu a liberdade do contador e aguarda decisão da Justiça.

O ex-assessor nega ser dono do dinheiro

Julio Nobriga confirmou conhecer Cleônides há alguns anos, mas negou ser proprietário da quantia apreendida. Segundo as reportagens, ele também afirmou atuar no comércio de relógios.

Mesmo assim, a movimentação para recuperar os valores fez o caso ganhar força política. O motivo é direto: Nobriga trabalhou no Senado e aparece em registros oficiais da Casa.

O elo com o gabinete de Weverton

A página de Transparência do Senado mostra Júlio Cádimo Costa Nóbriga como comissionado no gabinete de Weverton em 2022, na função de AP-05, auxiliar parlamentar júnior.

Outro relatório oficial do Senado, de servidores exonerados, registra Júlio Cádimo Costa Nóbriga com data de exercício em 16/10/2019 e vacância em 10/02/2025, por exoneração.

O que diz Weverton Rocha

Questionado pelo Metrópoles, o senador Weverton Rocha afirmou que não responde pela conduta de um ex-assessor desligado da equipe há mais de um ano. Ele disse ainda que não acompanha a vida de pessoas que trabalharam com ele e que não fala com Julio Nobriga desde a saída dele do gabinete.

Até o momento, pelas fontes consultadas, o caso do dinheiro apreendido envolve diretamente Cleônides e a tentativa de recuperação atribuída a Nobriga. Não há, nas reportagens analisadas, comprovação pública de que o senador seja dono do valor ou tenha participado desse episódio específico.

Por que o caso ganhou peso nacional?

A repercussão cresce porque Weverton Rocha já havia aparecido em outra frente sensível: a Operação Sem Desconto, que apura descontos associativos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS. A CGU informou que a operação foi deflagrada pela PF e pela Controladoria para combater um esquema nacional envolvendo esse tipo de desconto.

Em dezembro de 2025, a CNN Brasil noticiou que Weverton foi alvo de busca e apreensão em uma fase da Operação Sem Desconto e que a PF o citava como possível “sócio oculto” e “liderança e sustentáculo” das atividades financeiras ligadas ao chamado “Careca do INSS”.

A Agência Brasil também registrou que a PF pediu a prisão preventiva do senador, mas, após manifestação contrária do Ministério Público Federal, o ministro André Mendonça autorizou mandado de busca e apreensão na residência do parlamentar.

O que ainda precisa ser respondido

A investigação agora gira em torno de três perguntas que podem mudar o tamanho do caso:

De quem era o dinheiro?
Cleônides teria dito que não era dono da quantia.

Quem receberia os R$ 2 milhões?
O saque de R$ 1 milhão teria sido apenas a primeira parte da movimentação.

Por que o valor seria retirado em espécie?
Dinheiro vivo dificulta rastreamento e, por isso, costuma chamar atenção em investigações financeiras.

O caso ainda está em investigação, mas já reúne ingredientes de alta repercussão: dinheiro vivo, prisão em agência bancária, suspeita de lavagem, disputa pela posse da quantia e ligação indireta com um gabinete político nacional.

A cautela é necessária: até aqui, há suspeitas, versões e movimentos jurídicos. O que existe de concreto é a apreensão do dinheiro, a prisão do contador, a tentativa atribuída ao ex-assessor de acessar os valores e o histórico funcional dele no Senado.

O próximo passo decisivo será descobrir a origem real dos R$ 2 milhões e quem seria o destinatário final da quantia.


E você, o que acha que precisa ser esclarecido primeiro: a origem do dinheiro, o destino da quantia ou a ligação entre os envolvidos? Comente sua opinião e compartilhe esta matéria para mais pessoas acompanharem os próximos capítulos.

Fontes: Metrópoles, Revista Oeste, Senado Federal, CGU/Gov.br, CNN Brasil e Agência Brasil e Jornal da Cidade Online.

Da Redação.

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