Pesquisa 2026: Lula perde 7 pontos entre independentes. Vantagem sobre Flávio cai de 13 para 4 pontos no segmento decisivo, aponta Quaest.
A pesquisa Genial/Quaest de agosto de 2026 mostra Lula com 33% e Flávio Bolsonaro com 29% entre eleitores independentes em uma simulação de segundo turno. Em julho, o placar era de 40% a 27%. Com isso, a vantagem do presidente nesse segmento caiu de 13 para 4 pontos percentuais.
A corrida presidencial ganhou um novo ponto de atenção: a movimentação dos eleitores que não se identificam diretamente com os polos políticos. Esse grupo costuma receber atenção especial das campanhas porque pode alterar uma disputa apertada, sobretudo quando os votos das bases ideológicas já estão consolidados.
A nova pesquisa Genial/Quaest, divulgada em 5 de agosto, registrou uma queda de sete pontos de Lula entre os independentes. No mesmo recorte, Flávio Bolsonaro avançou de 27% para 29%, segundo a análise oficial publicada pela Quaest. A diferença entre os dois, portanto, encolheu nove pontos em apenas uma rodada.
No eleitorado geral, Lula ainda aparece numericamente à frente. O presidente marca 39% contra 30% de Flávio no primeiro turno e 44% contra 39% em uma eventual rodada final. Como a margem máxima de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, a leitura correta exige separar a liderança nacional da oscilação observada dentro de segmentos específicos.
Pesquisa mostra mudança forte entre os independentes
O dado central está na comparação entre julho e agosto. Lula passou de 40% para 33% entre os independentes, enquanto Flávio oscilou de 27% para 29%. A vantagem do petista, que era de 13 pontos, caiu para quatro.
| Recorte entre independentes | Julho de 2026 | Agosto de 2026 | Variação |
|---|---|---|---|
| Lula | 40% | 33% | -7 pontos |
| Flávio Bolsonaro | 27% | 29% | +2 pontos |
| Vantagem de Lula | 13 pontos | 4 pontos | -9 pontos |
Algumas reportagens publicaram Flávio com 30% nesse recorte. A página oficial do instituto, porém, registra 29% e uma vantagem de quatro pontos. Por transparência, esta matéria utiliza o número da fonte primária. A diferença pode decorrer de versão, arredondamento ou transcrição, mas não altera o movimento principal: Lula perdeu terreno e a disputa ficou mais estreita entre os independentes.
Resposta direta: a queda de sete pontos não significa que Lula tenha perdido a liderança nacional. Significa que sua vantagem sobre Flávio Bolsonaro diminuiu com força dentro de um grupo específico, considerado estratégico em uma eleição polarizada.
Também é necessário observar que resultados de subgrupos costumam ter incerteza maior do que o total da amostra. A margem geral informada é de dois pontos, mas recortes internos reúnem menos entrevistados. Por isso, uma pesquisa isolada deve ser lida como fotografia do período, não como previsão definitiva do resultado das urnas.
O que a pesquisa revela no cenário nacional
No primeiro turno estimulado, Lula aparece com 39% e Flávio Bolsonaro com 30%. Ronaldo Caiado e Renan Santos marcam 4% cada, Romeu Zema tem 2%, enquanto os indecisos somam 10%. Brancos, nulos e entrevistados que afirmam não votar representam 8%.

Em julho, Lula tinha 40% e Flávio, 28%. A nova pesquisa mostra, portanto, oscilação de um ponto para baixo do presidente e de dois pontos para cima do senador. A distância entre os dois passou de 12 para nove pontos.
No segundo turno, o placar foi de 44% para Lula e 39% para Flávio. Na rodada anterior, os percentuais eram de 45% e 37%, respectivamente. A vantagem nacional do presidente caiu de oito para cinco pontos, conforme os dados do relatório completo da Genial/Quaest.
| Cenário Genial/Quaest | Lula | Flávio Bolsonaro | Diferença |
| Primeiro turno | 39% | 30% | 9 pontos |
| Segundo turno | 44% | 39% | 5 pontos |
| Segundo turno entre independentes | 33% | 29% | 4 pontos |
Os dados mostram três níveis diferentes da mesma disputa. Lula conserva vantagem no conjunto nacional, a distância diminui no confronto direto e fica ainda menor entre os independentes. Essa gradação ajuda a explicar por que as campanhas tendem a concentrar esforços nos eleitores menos vinculados às bases tradicionais.
Por que o eleitor independente pode decidir a eleição
O termo “independente” identifica, nesta pesquisa, o eleitor que não se posiciona como lulista, bolsonarista, de esquerda ou de direita. Não se trata necessariamente de alguém desinteressado por política. Muitas vezes, é um cidadão que decide com base em avaliação de governo, economia, rejeição, acontecimentos da campanha e comparação direta entre os candidatos.
Na prática, as bases mais fiéis deixam pouco espaço para conversão. A pesquisa aponta Flávio com 95% entre bolsonaristas e 81% na direita não bolsonarista no segundo turno. Lula, por sua vez, mantém um eleitorado consolidado: 77% de seus apoiadores afirmam ter voto definitivo.
Quando os polos já concentram apoios elevados em seus próprios campos, o crescimento passa a depender de três movimentos: conquistar independentes, reduzir rejeição e convencer quem hoje pretende votar em branco, anular ou não comparecer. É nesse território que uma diferença de nove pontos entre duas rodadas ganha relevância política.
Em resumo: o independente funciona como eleitor de expansão. Ele não garante vitória sozinho, mas pode definir quem consegue ultrapassar o limite da própria base e construir maioria em um segundo turno.
Isso não autoriza concluir que todo recuo de Lula tenha se convertido em voto para Flávio. Dos sete pontos perdidos pelo presidente nesse grupo, apenas dois aparecem como avanço direto do senador na página oficial da Quaest. O restante pode ter migrado para indecisão, voto branco, nulo ou abstenção declarada.
Quais fatores podem ter mudado o cenário
A própria Quaest relaciona a recuperação de Flávio Bolsonaro a uma combinação de fatores, não a uma causa isolada. Essa distinção é fundamental: pesquisa de intenção de voto mede preferência no momento da entrevista, mas não prova, sozinha, por que cada eleitor mudou de posição.
O instituto destaca a recomposição do apoio conservador. Entre os eleitores de direita não bolsonarista, Flávio avançou de 74% para 81%. Entre bolsonaristas, passou de 91% para 95%. Esse crescimento ajuda a explicar parte do avanço nacional do candidato.
Outro elemento citado é a reconciliação pública entre Flávio e Michelle Bolsonaro. Segundo a pesquisa, 59% avaliaram positivamente o episódio. A parcela que considera que a participação direta da ex-primeira-dama aumenta as chances do senador subiu de 38% para 46% entre julho e agosto.
A pesquisa também mediu a reação a uma decisão do Supremo Tribunal Federal que impediu uma visita de Flávio a Jair Bolsonaro. Para 52% dos entrevistados, a decisão foi errada; 41% a consideraram correta. Entre independentes, 50% avaliaram que houve exagero institucional, de acordo com a análise divulgada pelo instituto.
No campo governista, a aprovação do trabalho de Lula permaneceu em 48%, ante 47% de desaprovação. Entre os independentes, porém, a aprovação caiu de 45% para 42%, enquanto a desaprovação foi de 45% para 47%. A mudança é compatível com o recuo eleitoral observado nesse segmento, embora não estabeleça uma relação causal automática.
Rejeição e voto consolidado também entraram no radar
A disputa não depende apenas da intenção de voto atual. A pesquisa mostra mudança nos indicadores de potencial e rejeição dos dois principais concorrentes.
Flávio Bolsonaro passou de 38% para 41% no grupo que declara conhecê-lo e admitir votar nele. Sua rejeição caiu de 57% para 54%. Além disso, a parcela de seus eleitores que considera o voto definitivo avançou de 62% para 68%.
Lula aparece com potencial de voto de 45%, ante 47% em julho. Sua rejeição subiu de 50% para 52%. Entre os que já declaram voto no presidente, 77% dizem que a decisão é definitiva, índice superior ao registrado pelo adversário.
Esses números criam um quadro mais complexo do que a manchete isolada sugere. Lula tem maior intenção de voto e base mais convicta. Flávio, por outro lado, apresentou melhora simultânea no potencial, na rejeição e na consolidação de seus apoiadores.
A cobertura da Folha de S.Paulo também aponta que a diferença de rejeição entre os dois caiu para dois pontos: 52% afirmam que não votariam em Lula e 54% rejeitam Flávio. Em julho, a distância era de sete pontos.
Como comparar pesquisas eleitorais
Uma pesquisa eleitoral não deve ser comparada mecanicamente com outra. Institutos podem utilizar questionários, amostras, datas e formas de coleta diferentes. A tendência fica mais confiável quando várias pesquisas independentes apontam movimento semelhante ao longo do tempo.
Dois dias antes da Quaest, a Nexus/BTG mostrou Lula com 41% e Flávio com 37% no primeiro turno. No confronto direto, os percentuais foram de 46% e 45%, caracterizando empate técnico. A Reuters destacou o estreitamento da disputa, mas os números não devem ser misturados como se pertencessem à mesma série histórica.
| Pesquisa nacional | Primeiro turno | Segundo turno | Observação |
| Genial/Quaest, 5 de agosto | Lula 39% x Flávio 30% | Lula 44% x Flávio 39% | Liderança de Lula fora da margem geral no confronto direto |
| Nexus/BTG, 3 de agosto | Lula 41% x Flávio 37% | Lula 46% x Flávio 45% | Empate técnico no segundo turno |
A leitura conjunta indica uma eleição competitiva, mas não autoriza declarar vencedor. A Quaest mostra Lula numericamente à frente; a Nexus registra empate técnico no segundo turno. O ponto comum é que Flávio reduziu distâncias recentes e consolidou-se como principal adversário do presidente.
Leia também: Pesquisa BTG/Nexus: 5 números que apertam disputa
Metodologia da Genial/Quaest
A pesquisa ouviu presencialmente 2.004 eleitores com 16 anos ou mais entre 31 de julho e 3 de agosto de 2026. O nível de confiança informado é de 95%, e a margem máxima de erro para o total da amostra é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-06591/2026. O registro permite consultar informações metodológicas e reforça a rastreabilidade dos dados divulgados durante o período eleitoral.
A margem de erro não significa que cada resultado obrigatoriamente varie dois pontos. Ela representa uma estimativa estatística associada à amostra. Recortes menores, como o dos independentes, exigem cautela adicional porque reúnem menos entrevistas do que o universo total.
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Conclusão
A pesquisa de agosto acendeu um alerta para a campanha de Lula: a vantagem entre os independentes caiu de 13 para quatro pontos, após o presidente recuar sete pontos nesse segmento. Flávio Bolsonaro também melhorou no cenário nacional, reduziu rejeição e ampliou a parcela de eleitores convictos.
Ainda assim, Lula permanece à frente na Genial/Quaest, com 39% a 30% no primeiro turno e 44% a 39% no segundo. O retrato mais preciso, portanto, não é de virada consumada, mas de disputa em processo de estreitamento. Compartilhe esta análise e acompanhe as próximas rodadas para verificar se o movimento se consolida ou foi apenas uma oscilação pontual.
Aviso Importante
Pesquisas eleitorais representam a opinião dos entrevistados no período da coleta e não constituem previsão do resultado das urnas. Subgrupos internos podem ter margem de erro superior à informada para a amostra total.
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Fontes:
Quaest, Genial Investimentos, Tribunal Superior Eleitoral, Folha de S.Paulo, Reuters, Nexus/BTG Pactual
Da Redação.
Perguntas frequentes
Quanto Lula perdeu entre os eleitores independentes?
Lula perdeu sete pontos entre os independentes na simulação de segundo turno da Genial/Quaest. O presidente passou de 40% em julho para 33% em agosto de 2026.
Quanto Flávio Bolsonaro tem entre os independentes?
A página oficial da Quaest registra Flávio Bolsonaro com 29% entre independentes em agosto, ante 27% em julho. Algumas reportagens publicaram 30%, mas esta matéria adota o número divulgado pela fonte primária.
Qual é o resultado geral do segundo turno?
Na simulação nacional de segundo turno, Lula aparece com 44% e Flávio Bolsonaro com 39%. Brancos, nulos e entrevistados que dizem não votar somam 13%, enquanto 4% estão indecisos.
Lula e Flávio Bolsonaro estão tecnicamente empatados?
Na Genial/Quaest, a diferença nacional de cinco pontos supera a margem máxima geral de dois pontos para cada lado. Já a Nexus/BTG divulgada dois dias antes apontou empate técnico, com 46% para Lula e 45% para Flávio.
Quem são os eleitores independentes na pesquisa?
São entrevistados que não se classificam como lulistas, bolsonaristas, de esquerda ou de direita. Esse grupo pode mudar de preferência conforme avaliação de governo, economia, rejeição e acontecimentos da campanha.
Qual foi a metodologia da pesquisa?
A Quaest entrevistou presencialmente 2.004 eleitores entre 31 de julho e 3 de agosto de 2026. A margem máxima de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
Qual é o registro da pesquisa no TSE?
A pesquisa Genial/Quaest está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-06591/2026. O registro identifica oficialmente os dados divulgados em 5 de agosto de 2026.
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