Pesquisa BTG/Nexus: 5 números que apertam disputa

Ilustração editorial de Lula e Flávio Bolsonaro frente a frente, com fundo inspirado nas cores do Brasil e manchete sobre os cinco números da pesquisa BTG/Nexus que apertam a disputa presidencial de 2026.
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Pesquisa BTG/Nexus de 3 de agosto mostra Lula com 41% e Flávio Bolsonaro com 37% no primeiro turno.

No segundo turno, o placar é de 46% a 45%, empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos. O avanço de Flávio aumenta a pressão sobre as duas campanhas na reta final.

A corrida presidencial de 2026 entrou em uma fase mais apertada. A nova pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira, 3 de agosto, indica que o senador Flávio Bolsonaro (PL) reduziu a distância para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tanto no primeiro quanto no segundo turno.

O principal dado está no cenário estimulado: Lula aparece com 41%, enquanto Flávio alcança 37%. Na rodada anterior, realizada em 27 de julho, o placar era de 42% a 33%. Isso significa que a vantagem do petista caiu de nove para quatro pontos em uma semana, segundo a série histórica divulgada pela Nexus.

O movimento também aparece na simulação de segundo turno. Lula registra 46% e Flávio, 45%. Como a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, os dois estão tecnicamente empatados. A fotografia do momento não permite prever o vencedor, mas confirma uma disputa nacional altamente competitiva.

Pesquisa BTG/Nexus: os 5 números centrais

A oitava rodada do levantamento reúne cinco indicadores que ajudam a entender por que o cenário ganhou tensão política. A comparação com a rodada anterior é especialmente relevante porque mostra a direção das oscilações, sem transformar variações pontuais em tendência definitiva.

IndicadorRodada de 27 de julhoPesquisa de 3 de agostoVariação
Lula no 1º turno42%41%-1 ponto
Flávio no 1º turno33%37%+4 pontos
Diferença no 1º turno9 pontos4 pontos-5 pontos
Lula no 2º turno47%46%-1 ponto
Flávio no 2º turno43%45%+2 pontos

Os números completos constam no relatório integral da pesquisa BTG/Nexus, que tem 116 páginas e apresenta recortes por sexo, idade, escolaridade, renda, religião e região.

Resposta direta: a mudança mais relevante da pesquisa é o crescimento de quatro pontos de Flávio Bolsonaro no primeiro turno. Lula segue numericamente à frente, mas a diferença caiu para o limite máximo da margem de erro combinada, deixando os líderes em empate técnico.

Flávio cresce, mas Lula preserva a liderança

No cenário estimulado de primeiro turno, a pesquisa registra Lula com 41%, Flávio Bolsonaro com 37%, Ronaldo Caiado (PSD) com 5%, Renan Santos (Missão) com 4% e Romeu Zema (Novo) com 3%.

Augusto Cury (Avante), Cabo Daciolo (Mobiliza) e Samara Martins (UP) aparecem com 1% cada. Rui Costa Pimenta (PCO), Hertz Dias (PSTU), Heró Bezerra (PRTB) e Edmilson Costa (PCB) não pontuaram. Brancos, nulos ou nenhum somam 4%, enquanto 3% não souberam ou não responderam, conforme a publicação da CNN Brasil.

Na modalidade espontânea, quando os entrevistadores não apresentam uma lista de candidatos, Lula tem 36% e Flávio, 28%. Renan Santos marca 3%, Caiado tem 2% e Zema, 1%. Outros nomes somam 2%, votos em branco, nulos ou nenhum representam 6%, e 21% não sabem ou não responderam.

O contraste entre os cenários é importante. A pesquisa espontânea mede lembrança e preferência já consolidada; a estimulada apresenta os nomes e tende a reduzir a indecisão. Por isso, os dois resultados não devem ser comparados como se fossem a mesma pergunta.

O avanço significa uma tendência consolidada?

Ainda não. Uma única rodada mostra uma fotografia do eleitorado entre 31 de julho e 2 de agosto. Para confirmar tendência, é necessário observar uma sequência de levantamentos com metodologia comparável e verificar se o movimento continua nas semanas seguintes.

Pesquisa BTGNexus 5 números que apertam disputa
Pesquisa BTGNexus 5 números que apertam disputa

Mesmo assim, o salto de 33% para 37% é politicamente relevante. Flávio recuperou o patamar de 37% já registrado em 30 de março e interrompeu uma sequência recente em que oscilava entre 33% e 34%. Lula, por sua vez, permanece relativamente estável: variou entre 40% e 42% nas oito rodadas da série.

Ponto-chave: pesquisa eleitoral não é previsão do resultado. Ela estima as preferências declaradas no período da coleta, dentro de uma margem de erro e de um nível de confiança informados.

Pesquisa mostra empate técnico no segundo turno

Na simulação direta entre Lula e Flávio, o presidente registra 46% e o senador, 45%. Votos em branco, nulos ou em nenhum dos dois somam 8%, enquanto 2% não souberam ou não responderam. Os percentuais podem totalizar 101% por causa de arredondamentos, uma possibilidade prevista na metodologia.

O resultado representa uma mudança em relação à rodada anterior da pesquisa, quando Lula tinha 47% e Flávio, 43%. A vantagem caiu de quatro pontos para apenas um, mantendo os candidatos dentro da margem de erro.

Esse quadro não significa igualdade matemática exata. Significa que, considerando a incerteza amostral de dois pontos, não é possível afirmar estatisticamente quem estaria à frente. O Poder360 também classificou o cenário como empate técnico.

Divisões por sexo, renda, religião e região

Os recortes da pesquisa revelam forças diferentes entre os dois candidatos. Lula lidera entre mulheres por 54% a 37%, enquanto Flávio vence entre homens por 53% a 37%. Por idade, o petista tem vantagem entre eleitores de 16 a 24 anos e entre os que possuem 60 anos ou mais; Flávio lidera nas faixas de 25 a 40 e de 41 a 59 anos.

Na renda familiar de até um salário mínimo, Lula marca 58% contra 32%. Entre quem recebe mais de cinco salários mínimos, Flávio aparece com 50% e Lula com 43%. O senador também lidera entre evangélicos, por 59% a 31%, enquanto Lula vence entre católicos, por 51% a 41%, e entre pessoas sem religião, por 60% a 29%.

Regionalmente, Lula abre vantagem no Nordeste, com 52% contra 39%, e no Sudeste, por 47% a 42%. Flávio lidera no Sul por 57% a 32%. Norte e Centro-Oeste registram 48% para o senador e 44% para o presidente.

Esses cortes devem ser lidos com cautela. A margem de erro de dois pontos vale para o total da amostra. Em subgrupos menores, a incerteza é maior, mesmo quando o relatório não apresenta uma margem específica para cada segmento.

Voto consolidado torna a disputa mais rígida

A pesquisa informa que 75% dos entrevistados que escolheram um candidato no primeiro turno dizem estar com o voto definido. Outros 23% afirmam que ainda podem mudar, e 2% não souberam responder. É o maior nível de decisão consolidada da série BTG/Nexus.

Entre os eleitores de Lula, 83% dizem que não pretendem trocar de candidato. No eleitorado de Flávio, o percentual é de 80%. Nos grupos ideológicos mais identificados, a rigidez é ainda maior: 86% dos lulistas convictos e 85% dos bolsonaristas convictos afirmam estar decididos.

Ao mesmo tempo, a pesquisa aponta rejeição de 49% tanto para Lula quanto para Flávio. Essa combinação — base fiel e rejeição elevada — ajuda a explicar por que a eleição permanece polarizada e por que conquistar eleitores fora dos núcleos tradicionais pode decidir o resultado.

O levantamento também mapeou os perfis políticos: 29% foram classificados como bolsonaristas convictos, 25% como lulistas convictos e 20% como não polarizados. Outros 10% rejeitam simultaneamente Lula e a família Bolsonaro. Há ainda 6% que consideram Bolsonaro uma alternativa e 5% que veem Lula como alternativa.

Em resumo: a pesquisa mostra que as campanhas têm bases amplas, mas pouco espaço para crescer dentro delas. O eleitor potencialmente decisivo está entre os 23% que admitem mudar o voto, os não polarizados e aqueles que rejeitam os dois principais polos.

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Aprovação do governo entra no cálculo eleitoral

O desempenho do governo Lula aparece dividido. A pesquisa registra 47% de aprovação e 48% de desaprovação; 5% não souberam ou não responderam. Na avaliação por conceito, 37% classificam a gestão como ótima ou boa, 18% como regular e 43% como ruim ou péssima.

Os recortes repetem parte das divisões observadas no voto. A aprovação chega a 54% entre mulheres e 39% entre homens. Entre famílias com renda de até um salário mínimo, alcança 63%; acima de cinco salários mínimos, cai para 43%. No Sul, 63% desaprovam o governo, enquanto no Nordeste a aprovação é de 52%.

Esses indicadores ajudam a explicar o equilíbrio eleitoral, mas não determinam automaticamente o voto. Um eleitor pode desaprovar aspectos do governo e ainda preferir Lula diante de uma alternativa específica; também pode aprovar alguma política pública e escolher outro candidato. A relação entre avaliação administrativa e decisão eleitoral é forte, porém não perfeita.

Outro dado da pesquisa reforça a intensidade da campanha: 74% dos brasileiros dizem ter interesse razoável ou muito interesse nas eleições de outubro. Além disso, 96% afirmam que já decidiram ou provavelmente comparecerão para votar.

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Como a pesquisa foi realizada

A Nexus entrevistou 2.002 eleitores com 16 anos ou mais, por telefone, entre 31 de julho e 2 de agosto de 2026. A amostra cobre as 27 unidades da Federação, com distribuição proporcional por região.

A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. As cotas foram controladas por sexo, idade, escolaridade, tipo de telefonia e DDD, utilizando referências da PNAD Contínua de 2024 e dados do Tribunal Superior Eleitoral de junho de 2026.

O estudo foi contratado pelo BTG Pactual, custou R$ 164.888,89 e está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-02874/2026. O estatístico responsável é Neale El-Dash, registro CONRE 8656-A.

Três cuidados para interpretar os números

  1. Observe a margem de erro. Diferenças pequenas podem representar empate técnico, como ocorre no segundo turno entre Lula e Flávio.
  2. Compare pesquisas equivalentes. Mudanças de instituto, método, questionário ou cenário podem produzir resultados diferentes.
  3. Acompanhe a série histórica. Tendências consistentes dependem de várias rodadas, não de uma oscilação isolada.

O que muda na corrida presidencial

A nova pesquisa aumenta a pressão estratégica sobre os dois líderes. Flávio ganha impulso político ao reduzir a distância no primeiro turno e atingir 45% no confronto direto. Lula preserva a liderança numérica, mas precisa impedir que a vantagem continue diminuindo durante a campanha oficial.

Para os demais candidatos, os números mostram uma barreira clara. Caiado, Renan Santos e Zema somam 12% no cenário estimulado, enquanto Lula e Flávio concentram juntos 78%. Ainda assim, esses eleitores podem ser decisivos em um eventual segundo turno, especialmente em uma disputa separada por apenas um ponto.

A pesquisa BTG/Nexus, portanto, não define o resultado de outubro. Ela confirma um ambiente de alta polarização, bases consolidadas e margem reduzida para erros. As próximas rodadas indicarão se o avanço de Flávio Bolsonaro foi pontual ou se marca uma mudança duradoura na eleição de 2026.

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Aviso Importante

Pesquisas eleitorais representam a opinião dos entrevistados no período da coleta e não constituem previsão do resultado da eleição. Os percentuais devem ser interpretados em conjunto com a metodologia, a margem de erro, o nível de confiança e o registro na Justiça Eleitoral.


A disputa presidencial ficou mais apertada. Leia os números completos, compartilhe a análise e diga: o avanço de Flávio é tendência ou oscilação?

Fontes:

Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados; Tribunal Superior Eleitoral; CNN Brasil; Poder360.

Da Redação.


Perguntas frequentes sobre a pesquisa BTG/Nexus

Quem lidera a pesquisa para presidente em agosto de 2026?

Lula lidera numericamente o cenário estimulado de primeiro turno com 41%, seguido por Flávio Bolsonaro com 37%. Como a diferença é de quatro pontos e a margem de erro é de dois pontos para cada lado, os dois estão no limite do empate técnico.

Lula e Flávio Bolsonaro estão empatados no segundo turno?

Sim, tecnicamente. A pesquisa registra Lula com 46% e Flávio com 45%, uma diferença de um ponto que está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

Quanto Flávio Bolsonaro cresceu na pesquisa?

Flávio avançou quatro pontos no primeiro turno, passando de 33% em 27 de julho para 37% em 3 de agosto. No segundo turno contra Lula, subiu dois pontos, de 43% para 45%.

Qual é a margem de erro do levantamento?

A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa ouviu 2.002 eleitores por telefone em todas as regiões do país.

Quando a pesquisa BTG/Nexus foi realizada?

As entrevistas ocorreram entre 31 de julho e 2 de agosto de 2026. A divulgação foi feita em 3 de agosto, e o registro no TSE é BR-02874/2026.

Qual é a rejeição de Lula e Flávio Bolsonaro?

Os dois candidatos registram 49% de rejeição na pesquisa. O empate nesse indicador mostra que ambos enfrentam resistência elevada fora de suas bases mais fiéis.

Pesquisa eleitoral prevê quem vai ganhar?

Não. Uma pesquisa estima as preferências declaradas durante a coleta, dentro de limites estatísticos. Campanha, debates, notícias e decisões dos eleitores podem mudar o cenário até o dia da votação.

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