Operação contra fogo liga alerta em Santa Bárbara

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Cidade entra em força-tarefa até setembro para evitar incêndios, queimadas e riscos da estiagem.

Santa Bárbara d’Oeste entrou oficialmente em estado de atenção preventiva contra um dos maiores riscos do período de estiagem: incêndios em áreas verdes, queimadas irregulares, baixa umidade e impactos diretos na saúde da população.

A Prefeitura iniciou, em 1º de maio, a Operação Estiagem 2026 – São Paulo Sem Fogo, regulamentada pelo Decreto Municipal nº 7.761, de 30 de abril de 2026, assinado pelo prefeito Rafael Piovezan. A medida segue até 30 de setembro, podendo ser prorrogada caso as condições climáticas exijam.

O alerta foi ligado: por que isso importa agora?

O período entre maio e setembro costuma reunir uma combinação perigosa: baixa umidade relativa do ar, queda brusca de temperatura, redução da vazão dos mananciais e aumento de incêndios em áreas com cobertura vegetal. É exatamente esse cenário que a operação pretende antecipar, monitorar e conter antes que vire emergência.

Na prática, Santa Bárbara passa a trabalhar com três frentes principais: monitoramento climático, previsão meteorológica e vistorias de campo. Esses parâmetros serão usados para definir quando a cidade entra em estado de atenção, alerta ou emergência.

Quem está no comando da operação?

No município, a coordenação fica com a Secretaria Municipal de Segurança, Trânsito e Defesa Civil, por meio da Divisão de Defesa Civil. A pasta é comandada por Rômulo Gobbi, secretário responsável pela área, conforme cadastro oficial da Prefeitura.

O decreto também cria um Comitê Gestor da Operação Estiagem 2026, com participação de várias áreas da administração municipal, entre elas: Segurança, Obras e Serviços, Desenvolvimento Social, Meio Ambiente, Saúde, Governo, Planejamento, Desenvolvimento Econômico, Educação, Fazenda, Administração, Justiça e Relações Institucionais, além do DAE – Departamento de Água e Esgoto.

Ou seja: não é uma ação isolada da Defesa Civil. É uma operação transversal, com impacto em saúde pública, meio ambiente, fiscalização urbana, assistência social, abastecimento e segurança.

O ponto mais sensível: queimadas podem gerar penalidades

A parte mais dura da operação está nas denúncias e fiscalizações. Segundo o decreto, ocorrências de incêndio recebidas pela Defesa Civil deverão ser encaminhadas com urgência aos setores de fiscalização da administração municipal para vistoria, providências e possível aplicação de penalidades.

O texto também prevê que, constatadas queimadas em materiais orgânicos ou inorgânicos durante a estiagem, os órgãos integrantes do comitê poderão encaminhar relatórios para aplicação de penalidades. Além disso, os índices de umidade relativa do ar poderão ser considerados agravantes.

Em linguagem direta: colocar fogo em terreno, lixo, mato seco ou resíduos pode deixar de ser “problema de vizinhança” e virar caso de fiscalização.

Os três níveis de alerta da baixa umidade

A operação estabelece três níveis relacionados à umidade relativa do ar:

Estado de Atenção: entre 20% e 30% de umidade, com emissão de alerta e vistoria em áreas já identificadas.

Estado de Alerta: entre 12% e 20% de umidade, também com emissão de alerta e vistoria de campo.

Estado de Emergência: abaixo de 12%, com emissão de alerta e acionamento do plano de chamada.

Além disso, o decreto fixa 13°C como parâmetro para emissão de alerta em caso de queda brusca de temperatura. Também prevê comunicação de cuidados quando o índice de raios ultravioletas atingir 8 ou mais, com base em dados de previsão do tempo e estudos climáticos.

A operação local faz parte de uma estratégia estadual

A ação em Santa Bárbara está alinhada à Operação São Paulo Sem Fogo, estratégia do Governo do Estado para prevenir e combater incêndios florestais. Segundo a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística de São Paulo, a iniciativa envolve órgãos como Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar Ambiental, Fundação Florestal, CETESB, DER, prefeituras e concessionárias de rodovias.

A Semil também informa que os municípios são considerados órgãos locais do Sistema Estadual de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais, com competência para atuar em prevenção, controle, fiscalização e combate em áreas com cobertura vegetal.

Por que o assunto merece atenção da população?

Porque incêndio em vegetação raramente começa grande. Muitas vezes, nasce de uma atitude pequena: descarte irregular, bituca de cigarro, queima de lixo, limpeza de terreno com fogo ou descuido em área seca.

O problema é que, com baixa umidade e vento, o fogo pode se espalhar rapidamente, atingir áreas urbanas, comprometer a qualidade do ar, afetar crianças, idosos, pessoas com deficiência, moradores com problemas respiratórios e até pressionar serviços públicos.

O decreto municipal deixa claro que os órgãos envolvidos deverão priorizar ações de proteção a crianças, adolescentes, pessoas idosas e pessoas com deficiência em situação de risco ou desastre.

Tecnologia, dados e monitoramento entram no jogo

A operação prevê articulação com órgãos técnicos como REDEC I/5, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Militar Ambiental, CEPAGRI/Unicamp, CIIAGRO/IAC, CETESB, CEMADEN, CPTEC/INPE, entre outros.

Isso mostra que o combate ao fogo deixou de ser apenas reação. A estratégia agora passa por dados climáticos, alerta antecipado, monitoramento de áreas críticas e fiscalização mais rápida.

O histórico recente reforça o tamanho do risco

Em 2025, o Governo de São Paulo divulgou que a Operação SP Sem Fogo registrou queda expressiva nos indicadores estaduais. Entre junho e outubro de 2025, houve redução de 91% na área queimada em unidades de conservação e queda de 50% no número de focos detectados em comparação com 2024.

Em agosto de 2025, o estado também informou queda de 86% nos focos de incêndio em relação ao mesmo mês do ano anterior, usando dados do programa Queimadas do INPE.

Esses números ajudam a explicar por que os municípios estão antecipando ações antes do auge da estiagem.

O que o morador deve fazer?

A recomendação é objetiva: não coloque fogo em lixo, mato, restos de poda, entulho ou terreno vazio. Em caso de fumaça, foco de incêndio ou queimada irregular, o morador deve acionar os canais oficiais de emergência e fiscalização do município.

Também vale redobrar cuidados com hidratação, exposição ao sol, crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios nos dias de umidade baixa.

A cidade quer agir antes do fogo

A Operação Estiagem 2026 em Santa Bárbara d’Oeste não é apenas uma campanha ambiental. É uma resposta preventiva a um período crítico que combina seca, risco de incêndio, impacto na saúde e pressão sobre os serviços públicos.

A pergunta que fica é direta: a cidade vai conseguir prevenir antes que o fogo apareça?

A resposta depende da fiscalização, da articulação entre os órgãos públicos e, principalmente, da atitude da população.


Você já viu algum terreno com mato alto, descarte irregular ou risco de queimada no seu bairro?
Comente sua região e compartilhe esta matéria para alertar mais moradores de Santa Bárbara d’Oeste.

Fonte: Governo de Santa Bárbara d’Oeste.

Da Redação.

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