Neymar vai à Copa; Ancelotti corta badalados

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Lista final tem Vini Jr., Endrick e Raphinha, mas ausência de João Pedro acende debate antes do hexa.

Neymar está dentro. João Pedro ficou fora. E Carlo Ancelotti acaba de colocar o Brasil oficialmente em modo Copa do Mundo.

A Seleção Brasileira já tem os 26 jogadores convocados para disputar a Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, Canadá e México. O anúncio foi feito nesta segunda-feira, 18 de maio de 2026, no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, em evento organizado pela CBF e acompanhado por grande cobertura nacional e internacional.

A lista mistura experiência, juventude, nomes consagrados e escolhas que já começaram a dividir opiniões nas redes sociais. O principal personagem da convocação é Neymar, atualmente no Santos, chamado pela primeira vez por Ancelotti e confirmado para disputar sua quarta Copa do Mundo.

Mas a convocação também tem cortes pesados. O atacante João Pedro, do Chelsea, que vinha sendo lembrado em listas anteriores do treinador, ficou fora. A decisão abriu um debate imediato: Ancelotti preferiu equilíbrio, hierarquia e confiança tática — ou deixou escapar um nome em grande fase?

A lista completa dos 26 convocados

Goleiros

Alisson, do Liverpool; Ederson, do Fenerbahçe; e Weverton, do Grêmio.

Defensores

Alex Sandro, do Flamengo; Bremer, da Juventus; Danilo, do Flamengo; Douglas Santos, do Zenit; Gabriel Magalhães, do Arsenal; Ibañez, do Al-Ahli; Léo Pereira, do Flamengo; Marquinhos, do PSG; e Wesley, da Roma.

Meio-campistas

Bruno Guimarães, do Newcastle; Casemiro, do Manchester United; Danilo Santos, do Botafogo; Fabinho, do Al-Ittihad; e Lucas Paquetá, do Flamengo.

Atacantes

Endrick, do Lyon; Gabriel Martinelli, do Arsenal; Igor Thiago, do Brentford; Luiz Henrique, do Zenit; Matheus Cunha, do Manchester United; Neymar, do Santos; Raphinha, do Barcelona; Rayan, do Bournemouth; e Vini Jr., do Real Madrid.

O peso de Neymar: convocado, mas sem vaga garantida

A volta de Neymar é o ponto mais explosivo da lista. O camisa 10 não vestia a Seleção desde 17 de outubro de 2023, quando sofreu uma grave lesão no joelho esquerdo contra o Uruguai, pelas Eliminatórias. Agora, retorna em um momento decisivo, cercado por expectativa, cobrança e desconfiança física.

Ancelotti, porém, tentou cortar o clima de idolatria automática. O treinador afirmou que Neymar não foi chamado para ser apenas reserva, mas também não tem titularidade garantida. Segundo ele, “o treino vai decidir” e o atacante “vai jogar se merecer jogar”.

A frase é cirúrgica. Ancelotti sabe que Neymar ainda carrega o maior peso simbólico da Seleção, mas também sabe que o Brasil não pode entrar em mais uma Copa dependendo emocionalmente de um único jogador.

A ausência que mais chamou atenção

Se Neymar foi a confirmação mais barulhenta, João Pedro foi a ausência mais comentada. O atacante do Chelsea havia sido chamado em três das cinco convocações anteriores do italiano, mas não entrou na lista final.

Também ficaram fora nomes que apareceram na última Data Fifa antes da convocação definitiva, como Hugo Souza, Bento, Kaiki, Andrey Santos e Gabriel Sara. A lista final mostra que Ancelotti optou por um grupo com líderes já testados, jogadores de confiança e jovens com potencial de explosão, como Endrick e Rayan.

O Brasil de Ancelotti: menos oba-oba, mais controle

Essa convocação revela um traço claro do treinador italiano: Ancelotti não montou uma seleção só para agradar torcida. Montou um elenco para competir.

O Brasil terá laterais experientes, zagueiros fortes fisicamente, um meio-campo de imposição e um ataque com velocidade, talento individual e juventude. A presença de Casemiro, Marquinhos, Alisson, Fabinho e Neymar dá casca. A entrada de Endrick, Rayan, Wesley e Igor Thiago aponta para renovação.

É uma Seleção que tenta equilibrar dois mundos: a memória afetiva do torcedor e a necessidade fria de sobreviver a uma Copa cada vez mais longa, física e imprevisível.

O gancho regional: Fabinho e a emoção em Valinhos

A convocação também mexeu com a região de Campinas. Fabinho, volante do Al-Ittihad, tem forte ligação com Campinas e Valinhos. Familiares se reuniram em Valinhos para acompanhar o anúncio e celebraram a presença do jogador em sua segunda Copa do Mundo.

Segundo o ge Campinas, Fabinho cresceu na região, passou pela base do Guarani e foi formado pelo Paulínia antes de seguir carreira internacional. A trajetória passa por Rio Ave, Real Madrid Castilla, Mônaco, Liverpool e Al-Ittihad.

Para o torcedor do interior paulista, esse é um detalhe poderoso: o sonho do hexa também passa por histórias que começaram longe dos grandes holofotes.

O caminho do Brasil até a estreia

A preparação começa oficialmente no dia 27 de maio, na Granja Comary, em Teresópolis. Antes da Copa, a Seleção fará dois amistosos: contra o Panamá, em 31 de maio, no Maracanã, e contra o Egito, em 6 de junho, em Cleveland, nos Estados Unidos.

Na fase de grupos, o Brasil está no Grupo C. A estreia será contra Marrocos, no dia 13 de junho, às 19h, em Nova Jersey. Depois, a Seleção enfrenta o Haiti, em 19 de junho, às 21h30, na Filadélfia, e fecha a primeira fase contra a Escócia, em 24 de junho, às 19h, em Miami.

Ainda pode mudar?

Sim, mas com limite. Segundo o ge, os 26 nomes saíram de uma pré-lista de 55 atletas enviada à Fifa. As seleções podem trocar jogadores até a véspera da estreia em caso de lesão, desde que o substituto esteja na pré-lista. Depois disso, a exceção fica restrita aos goleiros, em caso de problema físico comprovado.

Ou seja: a lista está definida, mas a Copa ainda pode mudar destinos.

Ancelotti chega respaldado até 2030

Outro ponto importante: Ancelotti chega à Copa com contrato renovado até 2030. A CBF confirmou a ampliação do vínculo do treinador, que assumiu a Seleção em 2025 e agora terá a missão de recolocar o Brasil no topo do futebol mundial.

Na prática, a mensagem é clara: a CBF não quer que a Copa de 2026 seja apenas uma aposta de curto prazo. Quer transformar Ancelotti no comandante de um ciclo.

O hexa começa sob pressão

O Brasil é o único país presente em todas as edições da Copa do Mundo e vai disputar sua 23ª participação no torneio. A missão é encerrar um jejum que incomoda desde 2002: levantar novamente a taça e conquistar o tão sonhado hexacampeonato.

A pergunta agora é inevitável: essa lista é forte o suficiente para devolver o Brasil ao topo?

Com Neymar, Vini Jr., Raphinha, Endrick, Casemiro, Marquinhos e Alisson, talento não falta. Mas Copa do Mundo nunca foi vencida apenas com nomes. Vence quem aguenta pressão, quem decide nos detalhes e quem transforma grupo em time.

E essa será a verdadeira prova de Carlo Ancelotti.


E você, aprovou a convocação de Ancelotti? Neymar deveria ser titular ou começar no banco? Comente sua opinião e acompanhe o PodemFoco News para mais atualizações da Copa do Mundo.

Fontes: CBF, GE, CNN Brasil, Todo Dia, GE Campinas e Reuters.

Da Redação.

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