Messi evita vexame; Suíça elimina a Colômbia

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Messi lidera virada épica, e a Suíça despacha a Colômbia nos pênaltis.

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Argentina renasce no limite, e Suíça faz história na Copa

Durante quase 80 minutos, a atual campeã mundial esteve virtualmente eliminada. O Egito vencia, Lionel Messi havia desperdiçado um pênalti e o goleiro Mostafa Shobeir parecia impossível de ser batido.

Treze minutos depois, a Argentina estava classificada.

Horas mais tarde, a Colômbia pressionou, finalizou mais e contou com uma multidão vestida de amarelo em Vancouver. Nada disso foi suficiente. A Suíça resistiu por 120 minutos e aplicou o golpe definitivo nos pênaltis.

O futebol entregou duas histórias opostas: a Argentina sobreviveu pelo talento e pela reação emocional; a Suíça avançou pela disciplina, pelo controle e pela frieza.

O Egito colocou a Argentina contra as cordas

O primeiro sinal de que a tarde seria perigosa surgiu aos 15 minutos. Marwan Attia encontrou espaço para cruzar, e Yasser Ibrahim subiu para abrir o placar de cabeça.

Quatro minutos depois, a Argentina recebeu a oportunidade ideal para responder. Haissem Hassan derrubou Nicolás Tagliafico dentro da área, mas Messi cobrou sem força suficiente e parou em Mostafa Shobeir.

Foi o segundo pênalti desperdiçado pelo camisa 10 nesta Copa. O goleiro egípcio ainda faria defesas importantes contra Alexis Mac Allister e Julián Álvarez, enquanto uma cobrança de falta de Messi acertaria a trave.

O Egito não se limitou a defender. Com Mohamed Salah articulando as transições e Hassan atacando os espaços, a seleção africana mostrou velocidade, coragem e organização.

Aos 62 minutos, Mostafa Zico chegou a marcar após uma bela jogada, mas o VAR identificou uma falta de Attia sobre Lisandro Martínez na origem do lance. O gol foi anulado.

Cinco minutos depois, porém, não houve salvação para os argentinos: Salah acelerou o contra-ataque, Hassan chegou à linha de fundo e Zico completou para fazer 2 a 0.

Treze minutos que mudaram tudo

Aos 79 minutos, quando o Egito parecia caminhar para uma das maiores zebras da história recente das Copas, Messi encontrou Cristian “Cuti” Romero dentro da área. O zagueiro cabeceou e diminuiu.

A pressão aumentou imediatamente.

Aos 83, depois de uma sequência de disputas envolvendo Lautaro Martínez e Gonzalo Montiel, a bola sobrou para Messi. O camisa 10 finalizou com força e empatou.

O gol representou também o 21º de Messi em Copas do Mundo, ampliando seu recorde pessoal na competição.

A virada foi concluída aos 46 minutos e 55 segundos do segundo tempo. Julián Álvarez recuperou a bola no campo defensivo, Lautaro avançou pela direita e cruzou para Enzo Fernández cabecear na segunda trave.

Da situação de quase eliminação ao placar de 3 a 2, a Argentina marcou três vezes em aproximadamente 13 minutos. Foi uma reação construída por talento, insistência e, sobretudo, pela incapacidade egípcia de controlar os minutos finais.

A arbitragem entrou no centro da tempestade

O resultado não encerrou a discussão.

O Egito reclamou da anulação do primeiro gol de Zico e de dois possíveis contatos dentro da área argentina pouco antes do gol de Enzo Fernández.

No lance mais contestado, Mac Allister puxou discretamente a camisa de Hamdy Fathy. O jogo continuou, Salah perdeu a posse e a Argentina iniciou o contra-ataque que terminaria na virada.

O árbitro francês François Letexier não marcou a penalidade. Jogadores e membros da comissão egípcia protestaram intensamente, resultando em cartões e na expulsão do preparador de goleiros Saafan Elshaghir.

A Federação Egípcia de Futebol apresentou uma queixa formal à FIFA, solicitando investigação sobre a arbitragem e o afastamento do quarteto francês das próximas partidas.

A reclamação precisa ser noticiada, mas não pode ser transformada automaticamente em prova de favorecimento. Uma denúncia formal abre um questionamento institucional; não confirma, por si só, que houve manipulação ou direcionamento do resultado.

Colômbia pressiona, mas não transforma volume em gol

Em Vancouver, Suíça e Colômbia protagonizaram uma partida completamente diferente.

O confronto foi travado, físico e tático. A Colômbia tentou assumir o controle, enquanto os suíços mantiveram linhas compactas e evitaram oferecer espaços.

Gustavo Puerta criou uma das melhores oportunidades do primeiro tempo, obrigando Gregor Kobel a realizar grande defesa. Na prorrogação, Jhon Lucumí cabeceou no travessão e ficou a centímetros de classificar os colombianos.

A seleção dirigida por Néstor Lorenzo terminou com 15 finalizações, mas colocou apenas três no alvo. O dado resume o principal problema colombiano: houve intenção e presença ofensiva, mas faltaram precisão e contundência.

Kobel e Rubén Vargas decretam o fim colombiano

Depois de 120 minutos sem gols, a decisão foi para os pênaltis.

Davinson Sánchez acertou o travessão. Gregor Kobel defendeu a cobrança de Cucho Hernández. Pelo lado suíço, Manuel Akanji também desperdiçou, chutando por cima.

Rubén Vargas ficou com a responsabilidade de fechar a disputa. O atacante cobrou no canto, garantiu a vitória suíça por 4 a 3 e provocou uma explosão de comemoração no gramado do BC Place.

A classificação colocou a Suíça nas quartas de final de uma Copa pela primeira vez desde 1954.

O resultado também encerrou o sonho colombiano de repetir ou superar a campanha de 2014, quando a seleção chegou às quartas no Brasil. A equipe deixa o torneio com bom desempenho coletivo, mas novamente punida pela falta de eficiência em uma partida decisiva.

A estratégia suíça funcionou sem sua principal revelação

A Suíça entrou em campo desfalcada de Johan Manzambi, atacante de 20 anos que havia acumulado três gols e duas assistências no torneio antes de sofrer uma lesão no joelho.

Sem uma de suas principais válvulas de contra-ataque, o técnico Murat Yakin reformulou a estratégia. A equipe recuou, controlou o ritmo e evitou se expor diante da velocidade colombiana.

Foi um plano pouco espetacular, mas eficiente. No mata-mata, desempenho artístico não vale mais do que classificação. A Suíça compreendeu isso melhor e suportou a pressão até o momento em que a frieza passou a decidir.

Argentina e Suíça: talento contra disciplina

A Argentina enfrentará a Suíça no sábado, 11 de julho, às 22h, pelo horário de Brasília, em Kansas City.

O duelo apresenta um contraste evidente.

A seleção de Lionel Scaloni mostrou poder de reação, mas também expôs fragilidades defensivas preocupantes. O Egito encontrou espaço para contra-atacar, marcou duas vezes e esteve próximo de ampliar.

A Suíça, por outro lado, demonstrou organização e força mental, mas criou pouco diante da Colômbia. Contra a Argentina, terá de fazer mais do que apenas sobreviver.

Messi chega às quartas depois de viver uma partida completa: perdeu pênalti, acertou a trave, deu assistência, marcou e terminou chorando de alívio. Kobel chega fortalecido pela defesa decisiva na disputa de penalidades.

De um lado, o talento argentino que consegue transformar caos em gol. Do outro, uma seleção suíça que tornou a paciência, a disciplina e a frieza suas maiores armas.


A Argentina venceu por mérito ou o Egito foi prejudicado pela arbitragem? E quem avança no duelo entre Messi e a disciplinada Suíça? Deixe sua opinião nos comentários, compartilhe esta matéria e acompanhe a cobertura completa da Copa do Mundo no PodemFoco News.

Fonte: FIFA.

Da Redação.

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