Em votação de 11 a 7, o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados decide arquivar denúncia por quebra de decoro parlamentar
O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados decidiu, em votação de 11 votos a 7, arquivar o processo que pedia a cassação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
A denúncia havia sido apresentada pelo Partido dos Trabalhadores (PT) e acusava Eduardo de quebra de decoro parlamentar ao supostamente atuar no exterior — em especial nos Estados Unidos — em defesa de sanções contra instituições brasileiras, visando “desestabilizar instituições republicanas” do Brasil.
Principais pontos da decisão
O parecer favorável ao arquivamento foi apresentado pelo deputado Marcelo Freitas (União–MG), aliado de Bolsonaro, que sustentou que a denúncia se baseava em “premissa equivocada” que é garantida a imunidade e o direito de manifestação dos parlamentares.
Por outro lado, o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), criticou fortemente a decisão, chamando-a de “vergonha” e acusando-a de blindar o deputado.
O arquivamento não encerra a atuação sobre Eduardo Bolsonaro: ele ainda responde a três outras representações no Conselho de Ética, analisadas pela Presidência da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Além disso, o caso está ligado a investigação da Procuradoria‑Geral da República (PGR) junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), que denunciou o deputado por suposto crime de coação no curso do processo, ao tentar influenciar sanções norte-americanas contra autoridades e produtos brasileiros.
O que muda agora?
Com o arquivamento, o processo específico que pedia a cassação de Eduardo Bolsonaro deixa de avançar — mas a possibilidade de ressurgimento ainda existe: caso a oposição consiga reunir 51 assinaturas de deputados, o processo pode retornar ao Plenário da Câmara.
Enquanto isso, o deputado segue respondendo às demais representações no Conselho, o que mantém viva a possibilidade de sanções ou novo processo.
Por que isso importa?
A decisão marca um momento relevante para o cenário político brasileiro: ao arquivar o processo, o Conselho de Ética envia uma mensagem sobre como serão tratadas denúncias de parlamentares com atuação no exterior e relações com sanções internacionais.
Além disso, o episódio reforça o embate entre base aliada e oposição no Congresso, especialmente no que diz respeito a imunidade parlamentar e limites de atuação fora do país.
Em resumo
Denúncia por quebra de decoro parlamentar arquivada por 11 x 7.
Denúncia questionava atuação de Eduardo Bolsonaro nos EUA em defesa de sanções contra instituições brasileiras.
Arquivamento não impede recurso ao Plenário nem encerra outros processos em curso.
Tensão política entre oposição e aliados sobre imunidade parlamentar e atuação internacional de deputados.
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Fonte: CLM Brasil.
Da Redação.
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