AVC aos 26: 7 sinais que não podem ser ignorados

Jovem Niamh Foster em destaque diante de um ambiente hospitalar e de uma ilustração do cérebro, com a manchete “AVC aos 26: 7 sinais que não podem ser ignorados”.
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O AVC acontece quando o fluxo de sangue para uma área do cérebro é interrompido ou quando um vaso sanguíneo cerebral se rompe. Embora seja mais frequente após os 65 anos, também pode atingir jovens, adultos fisicamente ativos e pessoas sem diagnóstico prévio. Reconhecer rapidamente os sinais pode reduzir mortes e sequelas permanentes.

Aos 26 anos, Niamh Foster era corredora, havia praticado natação competitiva e não conhecia casos de acidente vascular cerebral em sua família. Durante aproximadamente um mês, porém, sentiu dores de cabeça e cansaço persistente.

Como estava mudando de casa e enfrentava um período profissional intenso na Semana de Moda de Londres, acreditou que o corpo estivesse apenas reagindo ao estresse.

Na manhã de 28 de agosto de 2024, depois de uma noite mal dormida, Niamh foi ao banheiro e percebeu que metade de seu rosto estava caída. A jovem também apresentava dificuldade para caminhar e falar.

Os exames revelaram um grande AVC isquêmico e indicaram que ela havia sofrido dez ataques isquêmicos transitórios nas semanas anteriores. A causa estava ligada a uma abertura no coração que ainda não havia sido diagnosticada.

O caso, relatado pela BBC News Brasil, mostra por que associar o AVC exclusivamente à velhice pode atrasar o reconhecimento de uma emergência. Niamh sobreviveu, mas precisou reaprender a andar, falar e realizar tarefas que antes pareciam automáticas.

O que é AVC e por que cada minuto importa?

O acidente vascular cerebral ocorre quando uma parte do cérebro deixa de receber sangue adequadamente. Sem oxigênio e nutrientes, células cerebrais começam a sofrer danos em poucos minutos.

Essa lesão pode comprometer movimentos, linguagem, memória, visão, equilíbrio, raciocínio e funções vitais. As consequências dependem da área cerebral afetada, da extensão do dano e do tempo transcorrido até o atendimento.

O Ministério da Saúde classifica o AVC como uma emergência médica e orienta que, diante de qualquer sinal suspeito, o SAMU seja acionado imediatamente pelo número 192. Quanto mais rápido o atendimento, maiores tendem a ser as possibilidades de sobrevivência e recuperação.

Resposta direta: o AVC é uma emergência neurológica tempo-dependente. Isso significa que esperar os sintomas melhorarem, dormir ou dirigir até o hospital pode consumir um período decisivo para preservar o tecido cerebral.

Existem dois tipos principais de acidente vascular cerebral, além do ataque isquêmico transitório, que funciona como um alerta importante.

CondiçãoO que aconteceCaracterísticas principais
AVC isquêmicoUm coágulo bloqueia o fluxo de sangue para uma região cerebralÉ o tipo mais frequente e pode permitir tratamento para desobstrução da artéria em pacientes selecionados
AVC hemorrágicoUm vaso se rompe e provoca sangramento dentro ou ao redor do cérebroPode aumentar a pressão no crânio e exigir controle intensivo ou intervenção cirúrgica
Ataque isquêmico transitórioHá uma interrupção temporária do fluxo sanguíneoOs sintomas podem desaparecer, mas continuam representando uma emergência e um alerta para AVC futuro

Não é possível descobrir em casa qual tipo está acontecendo. A diferenciação exige avaliação médica e exames de imagem, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética.

Essa distinção é indispensável porque os tratamentos são diferentes. Um medicamento usado para dissolver coágulos em determinados casos de AVC isquêmico, por exemplo, pode ser perigoso quando existe sangramento cerebral.

Os 7 sinais de AVC que exigem atenção imediata

Os sintomas geralmente aparecem de forma súbita. A pessoa pode estar conversando, trabalhando, caminhando ou dormindo e, em poucos instantes, perder uma função que até então estava preservada.

De acordo com os sinais reconhecidos pelo CDC, alterações repentinas na face, força muscular, fala, visão, equilíbrio e coordenação devem ser tratadas como possíveis manifestações de AVC.

1. Um lado do rosto fica caído ou dormente

A assimetria facial é um dos sinais mais conhecidos. Ao sorrir, um dos lados da boca pode não acompanhar o outro. A pessoa também pode sentir dormência na face ou apresentar dificuldade para controlar a saliva.

Foi essa alteração que chamou a atenção de Niamh quando ela se olhou no espelho. Metade do rosto estava visivelmente caída.

Uma forma simples de verificar é pedir que a pessoa sorria. Se o sorriso estiver torto, se um lado não se mover ou se houver perda súbita de sensibilidade, não se deve esperar para observar a evolução.

2. Fraqueza ou dormência em braço ou perna

O AVC pode causar perda repentina de força, formigamento ou dormência, especialmente em apenas um lado do corpo.

A pessoa pode deixar objetos caírem, não conseguir segurar um copo, arrastar uma perna ou sentir que um dos membros ficou pesado. Ao tentar levantar os dois braços, um deles pode descer involuntariamente.

Nem sempre existe paralisia completa. Uma fraqueza aparentemente pequena, quando surge de repente e sem explicação, também merece atenção.

3. Fala enrolada ou dificuldade para compreender

A pessoa pode saber o que deseja dizer, mas não conseguir formar as palavras. Em outros casos, fala frases sem sentido, troca termos ou não compreende perguntas simples.

Essa alteração pode estar relacionada à afasia, um distúrbio da linguagem causado por lesões nas regiões cerebrais responsáveis pela comunicação.

Niamh contou que, durante a recuperação, chegou a responder “Mary-Kate e Ashley”, referindo-se às irmãs Olsen, quando tentava dizer que havia comido macarrão com queijo. A associação incorreta mostrava que seu cérebro ainda estava reorganizando a linguagem.

Para verificar esse sinal, pode-se pedir que a pessoa repita uma frase curta. Palavras incompreensíveis, resposta desconexa ou incapacidade de repetir a frase exigem ação imediata.

4. Alteração repentina da visão

O AVC pode causar visão embaçada, visão dupla ou perda parcial ou total da visão em um ou nos dois olhos.

Algumas pessoas descrevem uma sombra, uma cortina ou uma área escura no campo visual. Outras passam a esbarrar em objetos localizados de um lado porque deixaram de perceber parte do ambiente.

Como alterações visuais também podem ocorrer em outras condições, o contexto é essencial. Quando começam subitamente, especialmente acompanhadas de fraqueza, fala alterada ou desequilíbrio, a suspeita de AVC cresce.

5. Tontura, desequilíbrio ou dificuldade para caminhar

Perder o equilíbrio de maneira inesperada, não conseguir permanecer em pé ou caminhar como se estivesse embriagado pode indicar comprometimento das áreas cerebrais responsáveis pela coordenação.

Niamh relatou que não conseguia andar corretamente ao se levantar. Ainda assim, por ser jovem e saudável, não pensou imediatamente em acidente vascular cerebral.

Essa é uma armadilha comum. Tontura isolada possui diversas causas, mas tontura súbita acompanhada de visão dupla, fala enrolada, fraqueza, dormência ou perda de coordenação deve ser tratada como emergência.

6. Dor de cabeça súbita e muito intensa

Uma dor de cabeça abrupta, descrita como extremamente forte ou diferente das dores habituais, pode estar associada principalmente ao AVC hemorrágico.

Ela pode vir acompanhada de náuseas, vômitos, rigidez no pescoço, confusão, sonolência, desmaio ou alteração visual.

Nem toda dor de cabeça é sinal de AVC. No caso de Niamh, as dores ocorridas durante o mês anterior eram inespecíficas e haviam sido atribuídas ao estresse. O ponto decisivo é observar uma mudança repentina no padrão, sobretudo quando existem outros sinais neurológicos.

7. Confusão, sonolência ou comportamento incomum

O AVC também pode se manifestar como confusão súbita, dificuldade de orientação, redução do nível de consciência ou comportamento diferente do habitual.

A pessoa pode não reconhecer onde está, não conseguir executar uma tarefa simples ou parecer excessivamente sonolenta. Dependendo da área cerebral afetada, os sinais mais conhecidos, como a boca torta, podem não aparecer com a mesma intensidade.

Por isso, familiares e pessoas próximas cumprem um papel decisivo. Quem conhece o comportamento habitual pode perceber rapidamente que algo mudou.

Como agir diante de uma suspeita de AVC

Quando existe suspeita de AVC, a atitude correta não é esperar para confirmar todos os sintomas. Basta um sinal neurológico repentino para justificar o acionamento do atendimento de emergência.

No Brasil, a orientação é telefonar para o SAMU pelo número 192. Durante a ligação, deve-se informar o que aconteceu, o endereço exato e, se possível, o horário em que a pessoa foi vista bem pela última vez.

Esse horário ajuda a equipe médica a avaliar quais tratamentos podem ser considerados.

  1. Peça para a pessoa sorrir e observe se a face está assimétrica.
  2. Solicite que levante os dois braços e verifique se um deles cai.
  3. Peça que repita uma frase curta e observe a clareza da fala.
  4. Anote o horário em que os sintomas começaram ou quando a pessoa foi vista sem alterações pela última vez.
  5. Ligue imediatamente para o SAMU pelo 192 e siga as orientações da equipe.
  6. Mantenha a pessoa em segurança, preferencialmente deitada de lado se estiver vomitando ou com rebaixamento de consciência.
  7. Separe documentos, lista de medicamentos e informações sobre doenças anteriores.

Não ofereça alimentos, bebidas ou medicamentos. O AVC pode prejudicar a deglutição e aumentar o risco de engasgo. A aspirina também não deve ser administrada por conta própria, pois pode agravar um eventual sangramento cerebral.

Dirigir com a pessoa até o hospital pode parecer mais rápido, mas o transporte especializado permite iniciar cuidados durante o deslocamento e direcionar o paciente para um serviço preparado.

Regra prática: face caída, braço fraco ou fala alterada significam que é hora de ligar para o 192. Não espere todos os sinais aparecerem e não aguarde para saber se passarão sozinhos.

Por que o AVC também acontece em pessoas jovens?

A idade aumenta significativamente o risco de AVC, mas não funciona como uma proteção absoluta para pessoas jovens.

Hipertensão, diabetes, colesterol elevado, tabagismo, obesidade, sedentarismo, uso excessivo de álcool e determinadas doenças cardíacas também podem contribuir para ocorrências antes dos 50 anos.

Entre os pacientes mais jovens, porém, os médicos frequentemente precisam investigar fatores menos tradicionais, como alterações na coagulação, dissecções de artérias, doenças autoimunes, condições genéticas, uso de determinadas substâncias e anomalias cardíacas.

Uma análise divulgada pela American Heart Association destaca que os AVCs isquêmicos vêm aumentando entre adultos com menos de 50 anos e que parte dos casos permanece inicialmente sem uma causa tradicional evidente.

O “buraco no coração” encontrado em Niamh

Os médicos descobriram que Niamh possuía uma abertura entre as câmaras superiores do coração, descrita na reportagem como um “buraco no coração”. A condição é conhecida como forame oval patente, ou FOP.

Durante a vida fetal, existe naturalmente uma comunicação entre os átrios. Após o nascimento, essa passagem costuma se fechar, mas pode permanecer aberta em algumas pessoas.

Na maioria dos casos, o FOP não provoca sintomas e nunca é descoberto. Entretanto, em determinadas circunstâncias, um coágulo pode atravessar essa abertura, alcançar a circulação cerebral e bloquear uma artéria.

Isso não significa que todo paciente com FOP terá AVC nem que todo caso de AVC em jovem é provocado pela condição. A relação precisa ser analisada individualmente por uma equipe médica, considerando exames, histórico e outras possíveis causas.

Niamh realizou uma cirurgia cardíaca aproximadamente sete meses depois do acidente vascular cerebral. A decisão ocorreu após investigação especializada e não representa automaticamente a conduta indicada para todas as pessoas com FOP.

Mulheres podem apresentar fatores específicos

Além dos fatores tradicionais, a avaliação de mulheres jovens pode considerar gravidez, período pós-parto, enxaqueca com aura, terapias hormonais e uso de anticoncepcionais combinados, especialmente quando coexistem tabagismo, hipertensão ou distúrbios de coagulação.

Esses elementos não significam que uma mulher deva suspender medicamentos por conta própria. Eles mostram por que a avaliação de risco precisa considerar o conjunto do histórico clínico, e não apenas idade, peso ou aparência saudável.

Uma pessoa pode praticar esportes e ainda carregar uma alteração cardíaca silenciosa. Também pode possuir pressão alta sem sintomas. Saúde aparente e condicionamento físico não eliminam a necessidade de investigar manifestações neurológicas súbitas.

AVC aos 26: 7 sinais que não podem ser ignorados
AVC aos 26: 7 sinais que não podem ser ignorados

Ataques isquêmicos transitórios não devem ser ignorados

Niamh descobriu posteriormente que havia sofrido dez ataques isquêmicos transitórios antes do AVC de maior extensão.

O ataque isquêmico transitório, conhecido como AIT ou “mini-AVC”, acontece quando o fluxo sanguíneo cerebral é temporariamente interrompido. Os sintomas podem durar poucos minutos ou horas e desaparecer completamente.

O desaparecimento, no entanto, não torna o episódio inofensivo.

Ataque isquêmico transitório é um sinal de alerta: mesmo quando a fala, força ou visão voltam ao normal, a pessoa continua precisando de avaliação emergencial. No início, não é possível distinguir um AIT de um AVC completo apenas observando os sintomas.

Um dos erros mais perigosos é concluir que “não era nada” porque a pessoa melhorou. O AIT pode anteceder um acidente vascular cerebral e oferece uma oportunidade para identificar e tratar fatores de risco.

A investigação pode incluir exames de imagem do cérebro e das artérias, eletrocardiograma, monitoramento cardíaco, avaliação do coração e exames laboratoriais. A combinação depende da história clínica e da suspeita médica.

Recuperação do AVC vai além de voltar a andar

Niamh permaneceu internada durante dez dias. Depois, iniciou um processo de reabilitação que envolveu fisioterapia, terapia ocupacional e acompanhamento da comunicação.

Ela reaprendeu a caminhar, falar e correr. Oito meses após o AVC e poucas semanas depois da cirurgia cardíaca, completou a Maratona de Manchester com o apoio da irmã e após receber autorização médica.

A conquista física, entretanto, não encerrou a recuperação.

Niamh ainda convive com fadiga, dificuldades de memória, alterações de mobilidade e afasia. Situações sociais que antes eram naturais podem se tornar mentalmente exaustivas.

Essa realidade ajuda a combater outro mito: o de que uma pessoa está totalmente recuperada apenas porque voltou a sorrir, conversar ou caminhar.

Fadiga pós-AVC

A fadiga neurológica pode persistir mesmo depois de uma noite completa de sono. Atividades simples exigem maior esforço porque o cérebro está criando novas estratégias para executar funções prejudicadas.

Isso explica por que o sobrevivente pode precisar de pausas, ambientes menos estimulantes e retorno gradual às atividades profissionais e sociais.

Afasia e memória

A afasia não significa perda de inteligência. A pessoa pode compreender a situação e ter ideias claras, mas encontrar dificuldade para acessar palavras, organizar frases, ler ou escrever.

Interromper, completar todas as frases ou falar com o sobrevivente como se fosse uma criança pode aumentar a frustração. Comunicação pausada, perguntas objetivas e tempo para resposta costumam facilitar a interação.

Recuperação não é uma linha reta

Avanços e períodos de estagnação podem se alternar. Um dia produtivo pode ser seguido por outro de exaustão, sem que isso represente necessariamente uma regressão permanente.

Aos 28 anos, Niamh passou a trabalhar na Stroke Association, apoiando pessoas que sofreram AVC e enfrentam dificuldades de comunicação. Segundo ela, a experiência trouxe um novo propósito, mas também mostrou que ser jovem não torna a recuperação simples ou rápida.

AVC aos 26: 7 sinais que não podem ser ignorados
AVC aos 26: 7 sinais que não podem ser ignorados

Como reduzir o risco de AVC ao longo da vida

Parte dos fatores de risco não pode ser modificada, como idade, histórico familiar e algumas condições congênitas. Outros podem ser acompanhados e controlados.

A hipertensão é um dos principais fatores relacionados ao AVC e frequentemente não provoca sintomas. Por isso, medir a pressão apenas quando existe mal-estar pode permitir que o problema permaneça silencioso durante anos.

A prevenção envolve um conjunto de atitudes:

  • Acompanhar regularmente a pressão arterial;
  • Controlar diabetes e colesterol;
  • Não fumar e buscar apoio para abandonar o cigarro;
  • Praticar atividade física compatível com a condição de saúde;
  • Manter alimentação equilibrada;
  • Evitar consumo excessivo de álcool;
  • Investigar palpitações, desmaios ou alterações cardíacas;
  • Utilizar medicamentos prescritos corretamente;
  • Realizar acompanhamento clínico quando existirem fatores de risco.

Também é necessário abandonar a ideia de que apenas pessoas idosas, sedentárias ou com obesidade sofrem AVC. Esse estereótipo pode fazer jovens minimizarem sintomas e até influenciar a maneira como familiares interpretam uma emergência.

Reconhecer o risco não significa viver com medo. Significa saber agir quando o corpo apresenta uma perda neurológica repentina.

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Conclusão

O caso de Niamh Foster mostra que o AVC pode acontecer em qualquer idade, inclusive com pessoas jovens, ativas e sem histórico familiar conhecido.

Face caída, perda de força, alteração da fala, dificuldade visual, desequilíbrio, dor de cabeça súbita e confusão são sinais que não devem ser ignorados. Mesmo quando desaparecem, podem indicar um ataque isquêmico transitório.

A recuperação pode envolver desafios invisíveis, como afasia, fadiga e problemas de memória. Por isso, sobreviver não significa retornar imediatamente à vida anterior.

Compartilhar informações corretas sobre AVC pode ajudar outras pessoas a reconhecer uma emergência. Se esta matéria trouxe algo que você não sabia, envie-a para familiares e amigos. Informação rápida também pode salvar tempo — e, nessa situação, tempo significa cérebro.

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Aviso Importante

As informações deste artigo têm caráter exclusivamente informativo e educativo, não substituindo a avaliação ou orientação de um profissional de saúde. Consulte sempre um médico antes de tomar qualquer decisão sobre seu tratamento ou diagnóstico.


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Fontes:

  • BBC News Brasil
  • Ministério da Saúde
  • Centers for Disease Control and Prevention
  • American Heart Association

Da Redação.


Perguntas frequentes sobre

AVC pode acontecer em pessoas jovens?

Sim. Embora o risco aumente com a idade, o AVC também pode atingir adultos jovens, adolescentes e crianças. Alterações cardíacas, problemas de coagulação, doenças vasculares, fatores genéticos e condições tradicionais, como hipertensão e diabetes, podem estar envolvidos.

Quais são os primeiros sinais de um AVC?

Os sinais mais comuns são face caída, fraqueza ou dormência em um lado do corpo, fala enrolada, confusão, alteração visual, perda de equilíbrio e dor de cabeça súbita. O aparecimento repentino de apenas um desses sintomas já exige atendimento emergencial.

O que fazer quando uma pessoa apresenta sinais de AVC?

Anote o horário de início dos sintomas e ligue imediatamente para o SAMU pelo número 192. Não ofereça alimentos, bebidas, aspirina ou outros medicamentos e não espere os sinais desaparecerem.

Dor de cabeça sempre aparece durante um AVC?

Não. Muitos casos de AVC acontecem sem dor de cabeça. Quando ocorre, a dor pode ser súbita, intensa e diferente do padrão habitual, especialmente em determinados casos de hemorragia cerebral.

O que é um mini-AVC?

“Mini-AVC” é o nome popular do ataque isquêmico transitório. Os sintomas podem desaparecer rapidamente, mas o episódio continua sendo uma emergência porque pode anteceder um AVC e não pode ser diferenciado com segurança sem avaliação médica.

Uma pessoa saudável e atleta pode sofrer AVC?

Sim. Atividade física reduz vários riscos cardiovasculares, mas não elimina alterações congênitas, doenças cardíacas silenciosas, distúrbios de coagulação ou outros fatores. Foi o que ocorreu com Niamh Foster, corredora e ex-nadadora competitiva.

É possível se recuperar totalmente de um AVC?

Algumas pessoas recuperam grande parte ou todas as funções, enquanto outras ficam com limitações permanentes. O resultado depende da área afetada, extensão da lesão, rapidez do atendimento, tratamento recebido e processo de reabilitação.

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