Alemanha e Holanda caem na Copa

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No mata-mata, camisa não joga sozinha: Holanda e Alemanha caíram e Paraguai e Marrocos estão nas oitavas.

O Brasil não passeou. O Brasil sobreviveu.

Em uma Copa do Mundo que já deixou claro que tradição não entra em campo sozinha, a Seleção Brasileira precisou buscar força, disciplina e sangue frio para virar contra o Japão no fim e seguir viva no sonho do hexa.

Mas o Dia 19 da Copa de 2026 não foi apenas sobre a vitória brasileira. Foi também sobre a queda de gigantes, a força dos “azarões” e um recado duro para quem achava que favoritismo bastava: no mata-mata, quem dorme volta para casa.

O dia em que a Copa virou um campo minado

A segunda fase da Copa do Mundo de 2026 começou a mostrar sua face mais cruel.

O Brasil sofreu, mas venceu o Japão por 2 a 1 em Houston. A Alemanha caiu para o Paraguai nos pênaltis, em uma eliminação histórica. E a Holanda, mais uma potência europeia, foi derrubada por Marrocos em outra disputa dramática.

Foi o tipo de rodada que muda o humor de uma Copa.

A partir de agora, não existe mais “jogo controlado”. Existe sobrevivência.

Brasil levou o susto, mas respondeu como seleção grande

A Seleção Brasileira entrou em campo contra o Japão carregando o peso natural da camisa. Do outro lado, uma equipe organizada, veloz e muito bem montada por Hajime Moriyasu.

E o Japão não ficou só na promessa.

Aos 29 minutos do primeiro tempo, Kaishu Sano aproveitou erro brasileiro, avançou e abriu o placar. O gol deixou o Brasil desconfortável, expôs nervosismo e fez a torcida sentir aquele velho frio na barriga de mata-mata.

O primeiro tempo brasileiro foi abaixo do esperado. Pouca criatividade, dificuldade para furar o bloco japonês e um time que parecia preso entre a posse de bola e a falta de agressividade.

Mas Copa se decide também no intervalo.

Carlo Ancelotti mexeu. Endrick entrou. O Brasil passou a empurrar o Japão para trás. E aí apareceu Casemiro.

Casemiro: do erro ao símbolo da reação

Casemiro viveu uma partida de extremos.

No primeiro tempo, sofreu com a velocidade japonesa e viu o Brasil sair atrás. No segundo, apareceu como veterano decisivo. Após cruzamento de Gabriel Magalhães, subiu para empatar de cabeça e recolocar a Seleção no jogo.

Foi mais do que um gol.

Foi o momento em que o Brasil deixou de apenas tentar controlar a partida e passou a assumir o risco de vencer.

A partir dali, a Seleção cresceu. Vinicius Júnior quase marcou em grande jogada individual. Bruno Guimarães ganhou protagonismo na construção. O Japão resistiu como pôde.

Até que veio o golpe final.

Martinelli, o gol do alívio e a sobrevivência brasileira

Quando a prorrogação parecia inevitável, Gabriel Martinelli apareceu.

Aos 50 minutos do segundo tempo, Bruno Guimarães encontrou o atacante dentro da área. Martinelli teve frieza, bateu colocado e marcou o gol da virada.

Brasil 2, Japão 1.

Não foi uma atuação perfeita. Longe disso.

Mas foi uma vitória de mata-mata: sofrida, emocional, pesada e necessária.

A Seleção agora aguarda o vencedor de Costa do Marfim x Noruega para saber quem enfrentará nas oitavas de final. O próximo jogo brasileiro está previsto para domingo, 5 de julho, em Nova Jersey.

Enquete do leitor

Depois do sufoco contra o Japão, o que mais preocupa você na Seleção Brasileira?

A) A defesa
B) A criação no meio-campo
C) A dependência dos talentos individuais
D) Nada: mata-mata é assim mesmo

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Alemanha cai: o mito dos pênaltis acabou

Se a vitória do Brasil foi dramática, a queda da Alemanha foi histórica.

O Paraguai eliminou os alemães nos pênaltis após empate por 1 a 1. Nas cobranças, vitória paraguaia por 4 a 3.

E o dado pesa: foi a primeira vez que a Alemanha perdeu uma disputa de pênaltis em Copas do Mundo.

A seleção alemã, acostumada a ser sinônimo de frieza, método e eficiência, viu o Paraguai resistir, lutar e transformar a cobrança final em um terremoto esportivo.

O goleiro Orlando Gill virou personagem da noite. Defendeu cobranças importantes e colocou a seleção paraguaia em um novo patamar emocional dentro da competição.

O Paraguai não venceu por brilho ofensivo. Venceu por coragem, organização e resistência.

Em mata-mata, isso também é futebol.

O recado é claro: potência que entra mole, cai

A queda alemã escancara uma verdade incômoda para as grandes seleções: reputação não ganha jogo.

A Alemanha teve mais volume. Teve pressão. Teve camisa. Teve tradição.

Mas o Paraguai teve alma competitiva.

E em Copa do Mundo, quando o jogo vai para o limite, alma e disciplina podem derrubar qualquer gigante.

Marrocos faz a Europa tremer de novo

Mais tarde, outro choque.

Marrocos eliminou a Holanda nos pênaltis após empate por 1 a 1. A seleção africana venceu a disputa por 3 a 2 e avançou para enfrentar o Canadá.

A Holanda saiu na frente com Cody Gakpo. Marrocos buscou o empate nos acréscimos com Issa Diop e levou a decisão para os pênaltis.

Na hora da verdade, Yassine Bounou voltou a ser gigante. Ismael Saibari converteu a cobrança decisiva e colocou Marrocos mais uma vez no centro das atenções do futebol mundial.

Desde 2022, quando chegou à semifinal, Marrocos deixou de ser surpresa folclórica. Virou projeto competitivo.

E agora o mundo precisa admitir: o futebol africano já não pede licença. Ele bate de frente.

Termômetro da Copa

Brasil: sobreviveu, mas precisa melhorar.
Paraguai: virou símbolo de raça sul-americana.
Marrocos: confirmou que não é zebra, é realidade.
Alemanha: volta para casa com crise e perguntas duras.
Holanda: caiu no velho drama dos pênaltis.

O que essa rodada revela sobre a Copa de 2026

A Copa de 2026 está premiando seleções com três características claras:

1. Organização defensiva
Japão, Paraguai e Marrocos mostraram que fechar espaços ainda é arma poderosa contra favoritos.

2. Transição rápida
Quem rouba a bola e agride com velocidade cria pânico em seleções mais técnicas.

3. Controle emocional
No mata-mata, o jogo muda em segundos. Quem perde a cabeça perde a Copa.

O Brasil ainda está vivo porque conseguiu reagir. A Alemanha caiu porque não transformou domínio em classificação. A Holanda pagou caro por não matar o jogo.

O alerta para Ancelotti

A classificação brasileira não pode esconder os problemas.

O Brasil sofreu para criar no primeiro tempo, cometeu erro decisivo na saída de bola e dependeu de uma reação emocional para virar. Isso mostra força, mas também acende alerta.

Contra adversários mais letais, esse tipo de oscilação pode custar caro.

A boa notícia é que o elenco tem peças capazes de mudar o jogo. Martinelli entrou e decidiu. Endrick deu nova energia. Bruno Guimarães apareceu em momento-chave. Casemiro mostrou liderança.

A má notícia é que o Brasil ainda precisa entregar 90 minutos de autoridade, não apenas 45 minutos de reação.

A pergunta que fica

O Brasil venceu porque foi superior ou porque soube sofrer?

Talvez as duas coisas.

E talvez seja exatamente isso que uma Copa exige.

O torcedor quer espetáculo, mas mata-mata não é desfile. Mata-mata é trincheira. É detalhe. É erro punido. É estrela aparecendo no minuto final.

O Brasil segue vivo. Mas a rodada deixou um aviso para todos: nesta Copa, ninguém está seguro.

Nem Alemanha.

Nem Holanda.

Nem o Brasil, se achar que a camisa resolve sozinha.

Confira os jogos de hoje:

13:00 – Costa do Marfim x Noruega
17:00 – França x Suécia
21:00 – México x Equador


E você: o Brasil mostrou força de campeão ou escapou por detalhe? Comente sua opinião e compartilhe com quem sofreu até o último minuto.

Fonte: FIFA.

Da Redação.

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