Vorcaro nega senha de celular ao STF em mega investigação

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Empresário do Banco Master recusa dar acesso a aparelho em processo que apura fraude bilionária com BRB. Investigação segue.

Vorcaro se recusa a fornecer senha e investigação avança

O empresário Daniel Bueno Vorcaro, fundador e controlador do Banco Master, se recusou a fornecer a senha do seu telefone celular durante um depoimento sigiloso prestado ao Supremo Tribunal Federal (STF) no contexto de uma investigação que apura irregularidades financeiras estimadas em mais de R$ 12 bilhões.

A recusa ocorreu após a delegada responsável solicitar o acesso ao conteúdo do aparelho apreendido na data da prisão de Vorcaro, em 17 de novembro de 2025. Consultado por seus advogados antes de responder, o executivo alegou que o celular continha mensagens privadas sem relação direta com as apurações, justificando a negativa.

O que está sendo investigado?

A investigação centraliza-se na chamada Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraude na venda de créditos do Banco Master ao Banco Regional de Brasília (BRB). Conforme apurações, carteiras de crédito consignado avaliadas em bilhões de reais estariam envolvidas em transações consideradas irregulares pelos investigadores.

Além disso, o celular apreendido pode conter documentos relevantes, incluindo comunicações ou arquivos relacionados à operação financeira sob escrutínio, razão pela qual equipes da Polícia Federal consideram o aparelho uma peça estratégica.

Relevância do celular e dados sigilosos

Embora Vorcaro tenha negado a senha, a legislação brasileira não impede que, por meios técnicos ou ordens judiciais, o conteúdo seja acessado por peritos. Investigadores avaliam que a recusa pode atrasar a análise ou dificultar alguns aspectos operacionais, mas não bloqueia o prosseguimento da investigação por completo.

Reportagens especializadas também apontam que a Polícia Federal identificou documentos sigilosos de investigações dentro do celular que, segundo peritos, o empresário não deveria ter acesso antecipado, o que alimenta outras frentes da apuração.

Contratos e possíveis conflitos

Entre os itens que despertam atenção da apuração está um contrato milionário firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia ligado à esposa do ministro Alexandre de Moraes, também do STF. Segundo informações em apuração, o acordo teria previsão de pagamento de grandes valores por serviços jurídicos.

Apesar da presença desse ponto na investigação, Vorcaro não foi formalmente questionado sobre esse contrato durante o depoimento que negou a senha do celular.

Resistência estratégica?

Reportagens complementares sugerem que o empresário também tem demonstrado resistência em colaborar de forma ampla em outras partes da investigação, inclusive em relação a eventual delação premiada e falhas reconhecidas pela defesa quanto à exposição de mensagens com autoridades públicas.

Contexto judicial

Vorcaro chegou a ser preso em novembro de 2025 e permaneceu sob custódia por 11 dias, sendo liberado mediante decisão judicial, em meio ao trâmite do caso nos tribunais. O processo foi posteriormente remetido ao STF após determinação do ministro Dias Toffoli devido à intercorrência de documentos sensíveis com Bolsonaro em Brasília, situação que elevou o nível de sigilo e fiscalização do caso.


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Fontes: Mais Região, Folha Destra, Correio Braziliense, Metrópoles e CNN Brasil.

Da Redação.

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