Israel celebra retorno de 20 reféns e início de nova fase diplomática
Após dois anos de angústia e negociações intensas, os últimos 20 reféns israelenses mantidos pelo Hamas foram libertados nesta segunda-feira, 13 de outubro. A libertação marca o fim de um dos capítulos mais dolorosos do conflito entre Israel e o grupo extremista palestino, iniciado com o ataque terrorista de 2023.
A libertação dos reféns
Nas primeiras horas da manhã, sete reféns foram entregues diretamente às Forças de Defesa de Israel (IDF), entre eles Eitan Mor, Gali e Ziv Berman, Matan Angrest, Guy Guilboa-Dalal, Alon Ohel e Omri Meiran. Pouco depois, outros 13 reféns foram transferidos à custódia da Cruz Vermelha e encaminhados às forças israelenses e à Agência de Segurança de Israel (ISA) na Faixa de Gaza.
After 738 days in captivity in Gaza, Matan, Gali, Ziv, Alon, Eitan, Omri and Guy are coming home. 🇮🇱 pic.twitter.com/gklAwKhG1u
— Israel Defense Forces (@IDF) October 13, 2025
Todos os reféns já estão em território israelense e foram levados à base militar de Re’im, no sul do país, onde reencontraram seus familiares. O processo de recepção incluiu avaliações médicas iniciais, apoio psicológico e posterior transferência para hospitais em Tel-HaShomer, Tel-Aviv e Petah Tikva. As unidades hospitalares envolvidas são Sheba, Ichilov e Beilinson.
It’s official: There are no more living Israeli hostages in Hamas captivity. pic.twitter.com/qa1Lh4vhhv
— Israel Defense Forces (@IDF) October 13, 2025
Mediação internacional e logística da operação
A operação de resgate foi coordenada em duas fases. Na primeira, a Cruz Vermelha Internacional atuou como mediadora entre o Hamas e o Exército de Israel, organizando o transporte dos reféns até um ponto de encontro seguro. Na segunda fase, as IDF assumiram a custódia e conduziram os sobreviventes até a base militar.
Além dos reféns vivos, metade dos 28 corpos de vítimas que morreram sob controle do Hamas também começou a ser repatriada. Entre eles, está o corpo de um soldado israelense morto em 2014 na Faixa de Gaza. A devolução dos demais corpos ocorrerá em etapas futuras, conforme o acordo de trégua.
Os restantes 13 reféns vivos já foram libertados pelos terroristas do Hamas e estão agora sob os cuidados da Cruz Vermelha. Restam agora os corpos dos reféns executados pelos terroristas. pic.twitter.com/S8SJ8meR5g
— Hoje no Mundo Militar (@hoje_no) October 13, 2025
Acordo de cessar-fogo e libertações mútuas
A libertação dos reféns faz parte de um acordo de cessar-fogo mediado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A proposta, composta por 20 pontos, inclui ainda a libertação de 250 prisioneiros palestinos e a soltura de 1.700 civis de Gaza detidos por Israel desde o início do conflito.
Trump chegou a Israel nesta segunda-feira e foi recebido no Aeroporto Ben Gurion pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e pelo presidente Isaac Herzog. A visita reforça o papel dos EUA como principal articulador da trégua e da retomada de negociações diplomáticas.
Repercussão e emoção em Israel
O clima em Israel é de comoção e alívio. No sábado anterior, milhares de israelenses se reuniram na Praça dos Reféns, em Tel-Aviv, vestindo camisetas com fotos dos sequestrados e acompanhando a contagem regressiva dos 735 dias desde os ataques do Hamas.
Einav Zangauker, mãe do refém Matan Zangauker, expressou sua emoção: “Sinto uma emoção imensa, não tenho palavras para descrevê-la — para mim, para nós, para todo Israel, que quer que os reféns voltem para casa e espera ver todos regressarem”.
Próximos passos: cúpula de paz no Egito
Após sua visita a Israel, Donald Trump seguirá para Sharm el-Sheikh, no Egito, onde presidirá uma cúpula de paz ao lado do presidente egípcio Abdul Fatah Al-Sisi. O encontro reunirá líderes globais como Antonio Guterres (ONU), Keir Starmer (Reino Unido), Emmanuel Macron (França), Pedro Sánchez (Espanha), Giorgia Meloni (Itália) e Recep Tayyip Erdogan (Turquia).
O governo israelense, no entanto, informou que não participará da reunião, assim como representantes do Hamas. A ausência de ambos os lados levanta dúvidas sobre a efetividade da cúpula, embora diplomatas esperem que o evento contribua para um acordo político duradouro e o eventual desarmamento do Hamas.
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🇮🇱🕊️ Emoção, diplomacia e esperança marcam o fim de um ciclo de dor.
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Fonte: Revista Oeste
Da Redação.
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