SEGREDOS DE FAMÍLIA TOMAM O MAC EM SESSÃO GRÁTIS

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Premiado em Gramado, drama expõe crises íntimas e será exibido nesta segunda em Americana

Uma revelação familiar, um casamento pressionado e uma mulher tentando sustentar todos os papéis ao mesmo tempo.

Nesta segunda-feira, 13 de julho de 2026, o público de Americana poderá assistir gratuitamente a um dos filmes brasileiros mais premiados dos últimos anos.

O Museu de Arte Contemporânea de Americana recebe, às 19h30, uma sessão especial de “Como Nossos Pais”, drama dirigido pela cineasta Laís Bodanzky e protagonizado por Maria Ribeiro.

A exibição integra o Pontos MIS, programa que leva produções cinematográficas, oficinas e ações culturais para municípios do Estado de São Paulo. A entrada será gratuita e a classificação indicativa divulgada para a sessão é de 12 anos.

O FILME COMEÇA COM UMA FAMÍLIA — E RAPIDAMENTE DESMONTA AS APARÊNCIAS

Lançado em 2017, “Como Nossos Pais” acompanha a história de Rosa, interpretada por Maria Ribeiro.

Ela tenta ser uma profissional eficiente, uma mãe presente, uma filha dedicada e uma esposa capaz de manter o casamento funcionando.

O problema é que, quanto mais tenta atender às expectativas de todos, maior se torna a sensação de fracasso.

A rotina aparentemente controlada começa a desmoronar depois que sua mãe, Clarice, vivida por Clarisse Abujamra, revela um segredo capaz de alterar a maneira como Rosa enxerga sua família, suas escolhas e a própria identidade.

Ao mesmo tempo, o casamento com Dado, personagem de Paulo Vilhena, enfrenta problemas de comunicação, frustrações acumuladas e cobranças que já não podem mais ser ignoradas.

POR QUE ESSA HISTÓRIA AINDA INCOMODA?

O filme não apresenta uma família idealizada.

Ele coloca diante do espectador uma realidade comum em muitos lares: pessoas que vivem sob o mesmo teto, mas que deixaram de conversar verdadeiramente.

A trama aborda:

Pressões dentro da família

Rosa está cercada por expectativas. A mãe espera uma postura, o marido segue seus próprios caminhos, as filhas exigem presença e o trabalho consome sua energia.

Crise conjugal

O casamento aparece desgastado pela ausência de diálogo e pela dificuldade de dividir responsabilidades, desejos e projetos de vida.

Conflito entre gerações

A protagonista está presa entre os valores herdados dos pais e as exigências da geração que está criando.

Consequências dos segredos

A revelação feita pela mãe mostra como verdades escondidas podem atravessar décadas e modificar relacionamentos inteiros.

O resultado é uma obra que provoca uma pergunta desconfortável: quantas famílias continuam juntas apenas porque ninguém tem coragem de dizer o que realmente pensa?

SEIS PRÊMIOS EM UMA DAS PRINCIPAIS VITRINES DO CINEMA NACIONAL

“Como Nossos Pais” foi o grande vencedor entre os longas brasileiros do 45º Festival de Cinema de Gramado, realizado em 2017.

A produção conquistou seis Kikitos:

melhor filme;
melhor direção para Laís Bodanzky;
melhor atriz para Maria Ribeiro;
melhor ator para Paulo Vilhena;
melhor atriz coadjuvante para Clarisse Abujamra;
melhor montagem para Rodrigo Menecucci.

O longa também integrou a mostra Panorama Special do Festival Internacional de Cinema de Berlim, ampliando sua projeção fora do Brasil.

ELENCO REÚNE NOMES CONHECIDOS DO PÚBLICO

Além de Maria Ribeiro, Paulo Vilhena e Clarisse Abujamra, a produção reúne nomes como:

Jorge Mautner, no papel de Homero;
Sophia Valverde, como Nara;
Annalara Prates, como Juliana;
Felipe Rocha, como Pedro;
Herson Capri, como Roberto.

A direção é de Laís Bodanzky, cineasta responsável por produções reconhecidas como “Bicho de Sete Cabeças”, “As Melhores Coisas do Mundo” e “Chega de Saudade”.

Segundo o MIS, “Como Nossos Pais” foi o filme brasileiro mais premiado de 2017 e teve sua estreia internacional na 67ª edição do Festival de Berlim.

CULTURA GRATUITA, MAS COM VALOR

A sessão também chama atenção para uma questão maior: o acesso da população ao cinema nacional fora dos grandes circuitos comerciais.

O Pontos MIS mantém Americana entre as cidades parceiras de 2026. O programa oferece sessões, oficinas, palestras, exposições e ações de formação cultural, buscando criar novos públicos e ocupar equipamentos municipais com atividades regulares.

Para o secretário municipal de Cultura e Turismo, Vinicius Ghizini, a exibição de produções nacionais ajuda a garantir acesso à cultura, à educação e à representação da identidade brasileira.

Em tempos de entretenimento rápido, vídeos descartáveis e consumo solitário pelas telas dos celulares, uma sessão presencial e gratuita oferece algo que o algoritmo não consegue substituir: a experiência coletiva de assistir, refletir e conversar sobre uma história.

A programação oficial consultada não informa necessidade de retirada antecipada de ingresso. Por isso, chegar com antecedência pode evitar transtornos, especialmente em caso de limitação de lugares.

UMA NOITE PARA OLHAR PARA A PRÓPRIA CASA

“Como Nossos Pais” não oferece respostas fáceis.

O filme provoca o público a observar os conflitos escondidos pela rotina, o preço das expectativas impossíveis e a importância do diálogo dentro da família.

A sessão desta segunda-feira oferece ao público de Americana uma oportunidade gratuita de conhecer uma produção reconhecida dentro e fora do país — e talvez sair do MAC pensando menos na vida dos personagens e mais nas conversas que ainda precisam acontecer dentro de casa.


Você acredita que a falta de diálogo é hoje uma das maiores ameaças às famílias?
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Fonte: Governo de Americana.

Da Redação.

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