Risco de infarto e AVC pode aumentar durante o inverno, especialmente entre pessoas com hipertensão, diabetes, colesterol elevado ou doenças cardiovasculares. Segundo o Hospital Municipal de Americana, os casos de infarto podem crescer até 30%, enquanto os registros de AVC podem subir até 20% nos períodos mais frios.
As temperaturas mais baixas não provocam apenas desconforto. O frio faz o organismo contrair os vasos sanguíneos para conservar calor, processo conhecido como vasoconstrição. Essa reação pode elevar a pressão arterial e aumentar o esforço exigido do coração.
O alerta foi reforçado pelo Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi, em Americana, diante do maior risco de infarto e AVC no inverno. A preocupação envolve tanto os efeitos diretos da temperatura sobre a circulação quanto mudanças comuns nessa época, como redução da atividade física, menor ingestão de água e consumo de alimentos mais calóricos.
A dimensão do problema cardiovascular exige atenção. A Organização Mundial da Saúde estima que 19,8 milhões de pessoas morreram por doenças cardiovasculares em 2022. Infartos e AVCs responderam por aproximadamente 85% dessas mortes.
No Brasil, o Ministério da Saúde estima entre 300 mil e 400 mil casos de infarto por ano. A cada cinco a sete ocorrências, uma pode resultar em morte. Por isso, reconhecer rapidamente os sintomas e acionar o atendimento de emergência pode mudar o desfecho.
Por que o risco de infarto e AVC aumenta no inverno?
O corpo humano procura manter a temperatura interna estável mesmo quando o ambiente esfria. Para reduzir a perda de calor, os vasos sanguíneos periféricos se contraem. Com menor espaço para o sangue circular, a pressão arterial pode subir.
Esse mecanismo exige que o coração trabalhe com maior intensidade. Em pessoas saudáveis, o organismo normalmente consegue se adaptar. Entretanto, quem apresenta hipertensão, obstruções arteriais, diabetes, colesterol elevado ou histórico de problemas cardíacos pode enfrentar uma sobrecarga mais perigosa.
A Prefeitura de Americana informa que os casos de infarto podem aumentar até 30% durante o inverno, enquanto os registros de AVC podem crescer até 20%. Os números foram apresentados no alerta divulgado pelo Hospital Municipal em julho de 2026.
A frequência cardíaca também pode aumentar para ajudar o organismo a conservar calor. Quando pressão arterial elevada, esforço cardíaco e artérias comprometidas aparecem juntos, o risco de infarto e AVC se torna mais relevante.
Resposta direta: o frio aumenta o risco cardiovascular porque provoca a contração dos vasos sanguíneos, pode elevar a pressão arterial e exige maior esforço do coração. O perigo é mais significativo para pessoas que já apresentam fatores de risco.
Outro ponto é a hidratação. No frio, muitas pessoas sentem menos sede e passam várias horas sem beber água. A redução de líquidos pode deixar o sangue mais concentrado e favorecer condições relacionadas à formação de coágulos.
Isso não significa que toda exposição ao frio resultará em uma emergência. O inverno funciona como um elemento adicional dentro de um conjunto de fatores individuais, ambientais e comportamentais.
Infarto e AVC não são a mesma emergência
Infarto e acidente vascular cerebral envolvem problemas na circulação, mas atingem órgãos diferentes. No infarto, o fluxo sanguíneo para uma parte do coração é interrompido ou severamente reduzido. No AVC, o comprometimento ocorre no cérebro.
A OMS explica que infartos e AVCs costumam ser eventos agudos. Eles podem acontecer quando uma obstrução impede o sangue de chegar ao coração ou ao cérebro. No caso do AVC, também existe a possibilidade de rompimento de um vaso sanguíneo cerebral.
| Emergência | Região afetada | Sinais mais característicos | Conduta imediata |
|---|---|---|---|
| Infarto | Coração | Dor ou pressão no peito, falta de ar, suor frio e mal-estar | Acionar o Samu pelo 192 |
| AVC | Cérebro | Rosto assimétrico, fraqueza de um lado e alteração súbita da fala | Acionar o Samu pelo 192 |
A diferença entre essas emergências não deve levar a pessoa a tentar realizar um diagnóstico em casa. Quando os sintomas são súbitos e compatíveis com infarto ou AVC, a prioridade é buscar socorro.
O Ministério da Saúde define o infarto agudo do miocárdio como a morte de células do músculo cardíaco causada, na maioria dos casos, por uma obstrução que interrompe intensamente o fluxo sanguíneo.
No AVC, sinais neurológicos podem surgir de repente. Alterações na fala, na força, na visão ou no equilíbrio exigem atenção mesmo quando parecem melhorar depois de alguns minutos.
8 sinais de alerta do infarto
A manifestação mais conhecida é a dor no peito. Ela pode ser percebida como aperto, pressão, peso ou queimação e, em alguns casos, irradiar para braços, costas, mandíbula ou pescoço.
Os sinais que justificam atendimento imediato incluem:
- Dor, aperto, pressão ou queimação no peito;
- Dor irradiada para um ou ambos os braços;
- Desconforto nas costas, mandíbula ou pescoço;
- Falta de ar;
- Suor frio e palidez;
- Náuseas ou vômitos;
- Tontura ou sensação de desmaio;
- Mal-estar súbito e intenso.
Nem sempre o quadro segue a apresentação clássica. O Ministério da Saúde informa que, entre idosos, a falta de ar pode ser o principal sintoma. A dor também pode surgir na região abdominal e ser confundida com problemas digestivos.
Pessoas idosas e com diabetes podem apresentar um infarto sem sinais específicos. Isso torna especialmente perigoso ignorar uma falta de ar inesperada, fraqueza intensa ou mal-estar que surgiu de forma repentina.
Alerta essencial: dor ou pressão no peito acompanhada de falta de ar, suor frio, palidez ou sensação de desmaio deve ser tratada como uma possível emergência cardiovascular. O Samu pode ser acionado pelo número 192.
Como reconhecer rapidamente os sinais de AVC
Os sintomas do AVC normalmente aparecem de forma súbita. Uma pessoa pode estar conversando normalmente e, em poucos instantes, apresentar dificuldade para falar, sorrir ou movimentar um dos braços.
Uma verificação simples pode ajudar:
- Peça para a pessoa sorrir e observe se um lado do rosto fica caído.
- Solicite que levante os dois braços e veja se um deles perde força.
- Peça que repita uma frase simples e perceba se a fala está confusa.
- Se houver alguma alteração súbita, acione imediatamente o Samu pelo 192.
Outros sinais incluem perda repentina da visão, formigamento em apenas um lado do corpo, dificuldade para caminhar, perda do equilíbrio, tontura intensa e dor de cabeça súbita sem causa aparente.
A OMS destaca que a fraqueza inesperada na face, no braço ou na perna — principalmente de um lado — está entre os sintomas mais comuns do AVC. Confusão, dificuldade para compreender a fala e alteração visual também podem ocorrer.
Resposta direta: os três sinais mais fáceis de identificar em uma suspeita de AVC são rosto assimétrico, perda de força em um braço e dificuldade para falar. Qualquer um deles exige atendimento de emergência imediato.
É útil observar o horário em que os sintomas começaram ou o último momento em que a pessoa foi vista sem alterações. Essa informação ajuda a equipe de saúde a avaliar as possibilidades de atendimento.
Hospital de Americana adota protocolo para dor no peito
O Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi mantém um protocolo específico para pacientes com suspeita de infarto no Pronto-Socorro Adulto. A prioridade começa ainda na retirada da senha.
O sistema de triagem utilizado pelo controlador de acesso possui uma tecla destinada aos pacientes que relatam dor no peito. Depois da identificação, o atendimento é iniciado imediatamente, reduzindo o tempo de espera.
A avaliação inclui a realização rápida de eletrocardiograma e exames laboratoriais. Esses procedimentos ajudam a confirmar ou descartar condições cardíacas graves e permitem que a equipe defina a conduta necessária com maior agilidade.
A unidade é administrada pelo Grupo Chavantes em gestão compartilhada com a Secretaria Municipal de Saúde de Americana. Segundo a Prefeitura de Americana, o protocolo foi estruturado para diminuir o intervalo entre a chegada do paciente, a investigação clínica e o início do tratamento.

Nos casos de infarto e AVC, tempo significa preservação de funções. Quanto mais cedo a circulação for restabelecida quando clinicamente possível, maiores tendem a ser as chances de reduzir danos ao coração ou ao cérebro.
Por essa razão, a pessoa não deve aguardar o sintoma passar, dirigir sozinha até o hospital ou depender apenas da avaliação de familiares. Acionar o Samu pelo 192 permite receber orientação e mobilizar o recurso de emergência adequado.
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7 cuidados para reduzir o risco de infarto e AVC
A prevenção durante o inverno não depende de uma medida isolada. O resultado vem da continuidade do tratamento e do controle dos fatores de risco ao longo do ano.
As principais medidas são:
- Acompanhar regularmente a pressão arterial;
- Manter diabetes e colesterol controlados;
- Usar corretamente os medicamentos prescritos;
- Beber água mesmo quando a sensação de sede diminuir;
- Evitar exposição prolongada a temperaturas muito baixas;
- Manter alimentação equilibrada e controlar o excesso de sal;
- Praticar atividade física compatível com a condição individual.
A OMS aponta alimentação inadequada, sedentarismo, tabagismo e consumo prejudicial de álcool entre os principais fatores comportamentais associados às doenças cardiovasculares. Esses hábitos podem se manifestar clinicamente como hipertensão, glicemia elevada e alterações do colesterol.
O Ministério da Saúde informa que pessoas com diabetes e hipertensão apresentam de duas a quatro vezes mais chances de sofrer um infarto. Isso reforça por que o acompanhamento dessas condições precisa continuar mesmo quando não existem sintomas.
Interromper remédios por conta própria é um erro especialmente arriscado. A ausência de sintomas não significa necessariamente que pressão arterial, glicemia ou colesterol estejam controlados.
A hidratação também merece atenção prática. Em vez de depender somente da sede, a pessoa pode distribuir a ingestão de água ao longo do dia, respeitando eventuais restrições estabelecidas em seu tratamento.
Atendimento rápido pode preservar coração e cérebro
O maior risco de infarto e AVC no inverno exige atenção, mas não deve gerar pânico. A orientação mais útil é conhecer os sinais, controlar as condições preexistentes e não perder tempo diante de alterações repentinas.
O frio pode aumentar a pressão arterial, elevar a demanda do coração e contribuir para a desidratação. Somados a hipertensão, diabetes, colesterol alto e sedentarismo, esses fatores ajudam a explicar o crescimento observado nos eventos cardiovasculares durante os meses frios.
O Hospital Municipal de Americana possui um protocolo para agilizar o atendimento de pessoas com dor no peito, mas a resposta começa antes da chegada à unidade: reconhecer os sintomas e acionar o Samu pelo 192.
Compartilhe estas informações com familiares e pessoas que convivem com fatores de risco. Saber identificar um infarto ou AVC pode tornar a reação mais rápida em um momento decisivo.
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Aviso Importante
As informações deste artigo têm caráter exclusivamente informativo e educativo, não substituindo a avaliação ou orientação de um profissional de saúde. Consulte sempre um médico antes de tomar qualquer decisão sobre seu tratamento ou diagnóstico.
Você saberia reconhecer os primeiros sinais de um infarto ou AVC? Compartilhe esta matéria com sua família — essa informação pode ajudar alguém a agir rapidamente.
Fontes
- Prefeitura de Americana
- Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi
- Ministério da Saúde
- Organização Mundial da Saúde
- Instituto Nacional de Cardiologia
Da Redação.
Perguntas frequentes
O risco de infarto realmente aumenta no inverno?
Sim. O Hospital Municipal de Americana informa que os casos de infarto podem aumentar até 30% durante o inverno. O frio pode contrair os vasos sanguíneos, elevar a pressão arterial e aumentar a carga de trabalho do coração.
Quanto o risco de AVC pode aumentar durante o frio?
Segundo o alerta divulgado pela Prefeitura de Americana, os registros de AVC podem crescer até 20% no inverno. O risco não é igual para todos e tende a ser maior entre pessoas com hipertensão, diabetes, colesterol alto ou doença cardiovascular.
Quais são os primeiros sinais de um infarto?
Os sinais mais frequentes são pressão ou dor no peito, falta de ar, suor frio, palidez, náusea e tontura. O desconforto pode irradiar para braços, costas, mandíbula ou pescoço.
Como saber rapidamente se uma pessoa pode estar tendo um AVC?
Peça para a pessoa sorrir, levantar os dois braços e repetir uma frase. Rosto assimétrico, perda de força em um braço ou alteração súbita da fala justificam o acionamento imediato do Samu pelo 192.
O que fazer diante de uma suspeita de infarto ou AVC?
Acione imediatamente o Samu pelo número 192 e informe os sintomas observados. Não espere a melhora espontânea nem ofereça medicamentos sem orientação da equipe de emergência.
Beber pouca água aumenta o risco cardiovascular no inverno?
A menor ingestão de líquidos pode favorecer a desidratação e deixar o sangue mais concentrado. A hidratação regular integra os cuidados preventivos, exceto quando existe uma restrição individual estabelecida pela equipe de saúde.
Quem apresenta maior risco durante o inverno?
Pessoas com hipertensão, diabetes, colesterol elevado, histórico de infarto ou AVC, doença cardíaca e idade avançada precisam de atenção redobrada. O risco também pode aumentar quando há sedentarismo, alimentação inadequada ou interrupção de medicamentos.
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