Rede gaúcha vai fechar 30 lojas em nova reestruturação

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Grupo Herval anuncia fechamento de 29 unidades da marca taQi no RS em resposta à crise no varejo

A tradicional varejista gaúcha Grupo Herval, por meio da marca taQi, confirmou que encerrará cerca de 30 lojas no estado do Rio Grande do Sul.

A seguir, os pontos principais da notícia:

Quantidade e impacto

O fechamento atinge 29 unidades, conforme levantamento da Fecosul (Federação dos Empregados no Comércio de Bens e Serviços do RS).

A empresa atualmente opera 51 lojas no RS antes dessa nova rodada de cortes.

Esse movimento segue a tendência iniciada em 2023, quando foram fechadas 17 lojas — reduzindo o número de 90 para 73 no estado naquele ano.

Razões apontadas pela empresa

O Grupo Herval cita vários fatores como motivadores do fechamento:

A queda nas vendas após a pandemia;

O aumento da inadimplência dos clientes;

O impacto persistente de juros altos, tanto para consumidores quanto para empresas.

Segundo comunicado da empresa, a rede taQi está passando por um processo de “adequação do modelo de vendas”.

Apesar do encerramento de lojas físicas, a empresa afirma que o e-commerce e atendimento presencial nas unidades remanescentes seguirão operando.

Contexto e consequências

Fechar quase 30 lojas de uma só vez não apenas muda a presença física da marca, como exige uma reconstrução logística e operacional. Para os colaboradores das unidades afetadas, isso pode significar demissões ou realocações — já há registro de fechamento e dispensas em unidades da Região Metropolitana.

Além disso, a retirada de lojas pode reduzir o alcance da marca frente à concorrência, sobretudo num setor que inclui materiais de construção, móveis e eletrodomésticos — segmentos afetados pela alta dos juros e pelo menor poder de compra das famílias.

O que isso significa para o mercado

Para o varejo: é mais um exemplo de que redes tradicionais estão reavaliando presença física, custo operacional e rentabilidade das lojas.

Para fornecedores e prestadores de serviço: a retração da rede significa menor volume de demanda, o que pode afetar toda a cadeia de fornecimento regional.

Para consumidores: menos pontos de venda físicos podem reduzir opções locais de atendimento, forçando migração para o digital ou para concorrentes.

Ao grupo: Embora o corte represente risco, a reestruturação pode permitir uma operação mais enxuta e eficiente, focando nos canais com maior retorno.

O caminho à frente

O Grupo Herval precisará trabalhar com estratégia para comunicar às regiões onde as lojas fecharão, minimizar impactos para funcionários, e investir no fortalecimento do e-commerce e novos formatos de operação. Relações com clientes e fornecedores devem ser geridas com transparência para preservar o valor da marca no longo prazo.

A decisão do Grupo Herval de reduzir drasticamente sua rede de lojas da taQi no RS é um claro sinal das transformações em curso no varejo físico brasileiro — pressionado por custos, mudanças de perfil de consumo e exigências digitais. A pergunta que fica: quais serão os próximos passados desse movimento — expansão voltada ao digital ou retração maior ainda da presença física? Fique atento às repercussões e compartilhe sua opinião.


👉 Você trabalha no setor de varejo ou é fornecedor da rede? Conte-nos como esta movimentação pode afetar seu negócio ou sua cidade.

Fonte: Jornal da Cidade Online.

Da Redação.

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