Filhotes de furão-pequeno são cuidadas no Cetras e passam por reabilitação para voltar à natureza.
Duas pequenas fêmeas de furão-pequeno chegaram ao Cetras de Santa Bárbara d’Oeste com uma história daquelas que parecem cena de documentário: órfãs, frágeis e com poucas semanas de vida, elas perderam a mãe após um atropelamento por maquinário. Agora, recebem cuidados intensivos para tentar voltar à natureza.
O caso foi divulgado pela Prefeitura de Santa Bárbara d’Oeste em 22 de maio de 2026. Segundo o município, os animais chegaram ao centro em abril e estão em fase de reabilitação e desmame, recebendo alimentação frequente e estímulos comportamentais em um recinto adaptado.
O plano: sobreviver, aprender e voltar
A próxima etapa será transferir as filhotes para um espaço maior, onde passarão por estímulos de caça, busca por alimento e redução gradual do contato humano. Esse processo é decisivo: animal silvestre não pode se acostumar com pessoas se a meta é a soltura.
O biólogo Guilherme Cervelle Rubio, da equipe do Cetras, explicou que ainda não há prazo para a reintrodução. A decisão depende do comportamento e do desenvolvimento das filhotes.
Que animal é esse?
O furão-pequeno, nome científico Galictis cuja, é um mamífero carnívoro nativo da América do Sul. Apesar do nome, ele não é o mesmo furão doméstico criado como pet em outros países. No Brasil, sua criação como animal de estimação é proibida, segundo a informação divulgada pelo município.
A espécie ajuda no equilíbrio ambiental ao controlar populações de pequenos roedores, aves e répteis. Embora seja classificada globalmente como de “menor preocupação”, enfrenta ameaças como atropelamentos e perda de habitat.
Cetras já atendeu cerca de 900 animais
Em quase dois anos de funcionamento, o Cetras de Santa Bárbara já atendeu cerca de 900 animais de aproximadamente 80 espécies, com 220 reintroduzidos na natureza e outros 130 transferidos para empreendimentos autorizados.
O centro funciona no Cesb, na Rua da Cachoeira, 1220, bairro São Joaquim, mas não é aberto à visitação.
O detalhe que prende atenção
O mais forte dessa história não é só o resgate. É o que vem depois: manter essas filhotes vivas sem transformá-las em animais dependentes de humanos. É uma corrida silenciosa contra o tempo, onde cada refeição, cada estímulo e cada cuidado define se elas terão condições reais de voltar ao ambiente natural.
Você acha que centros como o Cetras deveriam receber mais investimento público? Comente e compartilhe essa história.
Fonte: Governo de Santa Bárbara d’Oeste.
Da Redação.
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