Novo Pix: 5 mudanças para pagar sem abrir o banco

Novo Pix: 5 mudanças para pagar sem abrir o banco
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Novo Pix: 5 mudanças para pagar sem abrir o banco, ele permite confirmar compras diretamente no site ou aplicativo da loja.

O Novo Pix por biometria permite confirmar compras diretamente no site ou aplicativo da loja, sem abrir o app do banco em cada pagamento. Após uma vinculação inicial da conta, a transação poderá ser autorizada por reconhecimento facial, impressão digital ou PIN, utilizando a infraestrutura regulada do Open Finance.

Pagar uma compra online com Pix ainda costuma exigir uma pequena maratona digital: copiar o código, abrir o aplicativo bancário, localizar a área de pagamentos, colar a sequência, conferir os dados e autorizar a transferência.

Esse caminho pode começar a mudar.

A Getnet e a Mastercard anunciaram, em julho de 2026, uma solução de Pix por Biometria via Open Finance. A proposta é permitir que o consumidor confirme o pagamento dentro do próprio ambiente da compra, reduzindo redirecionamentos, leitura de QR Code e uso do recurso de copiar e colar.

A novidade chega a um mercado gigantesco. Conforme os dados oficiais do Banco Central, mais de 170 milhões de pessoas físicas utilizam o Pix, o equivalente a aproximadamente 80% da população brasileira. Somente em maio de 2026, o sistema registrou mais de 7 bilhões de transações e movimentou mais de R$ 3 trilhões.

A mudança, portanto, não afeta apenas a forma de pagar. Ela pode transformar o checkout das lojas virtuais, a experiência do consumidor e a disputa entre Pix, cartões e carteiras digitais.

O que é o Novo Pix por biometria

O Novo Pix por biometria é uma solução de iniciação de pagamento que permite autorizar uma compra no ambiente da própria loja virtual.

Em vez de abrir o aplicativo do banco em todas as transações, o consumidor poderá usar reconhecimento facial, impressão digital ou PIN para confirmar o pagamento.

A tecnologia utiliza a chamada jornada sem redirecionamento, desenvolvida dentro do ecossistema do Open Finance. Esse modelo permite que uma instituição autorizada inicie a transação, enquanto o banco no qual o cliente possui conta continua responsável pela validação e pela movimentação do dinheiro.

No caso anunciado pela Getnet e Mastercard, a infraestrutura regulatória e técnica será operada pela Lina OpenX, uma iniciadora de transações de pagamento regulada pelo Banco Central.

Resposta direta: o Novo Pix permite confirmar compras sem entrar no aplicativo bancário a cada pagamento. O banco continua validando a transação, mas a autorização ocorre diretamente no checkout por biometria ou PIN.

A solução foi apresentada inicialmente para grandes operações de comércio eletrônico e deverá funcionar tanto em smartphones quanto em computadores.

Como o Novo Pix funciona na prática

O pagamento por biometria está dividido em dois momentos: a vinculação inicial da conta e as compras seguintes.

Primeiro uso exige vinculação da conta

Na primeira utilização, o consumidor ainda será direcionado ao ambiente seguro de sua instituição financeira.

Nesse momento, o usuário deverá confirmar sua identidade, escolher a conta que deseja vincular e conceder consentimento para que o iniciador de pagamentos possa solicitar futuras transações.

Segundo a orientação publicada pela Getnet, a conta será associada ao dispositivo utilizado pelo consumidor. Também será criado um par de chaves criptográficas para reforçar a proteção da operação.

O usuário poderá definir como método de autenticação:

  • Reconhecimento facial;
  • Impressão digital;
  • PIN de segurança.

Portanto, não é correto dizer que o aplicativo bancário será totalmente eliminado. Ele ainda participa da vinculação inicial da conta, da autorização do consentimento e do gerenciamento do serviço.

Novo Pix: 5 mudanças para pagar sem abrir o banco
Novo Pix: 5 mudanças para pagar sem abrir o banco

Compras seguintes ficam mais rápidas

Depois da vinculação, a experiência muda.

Ao escolher Pix em uma loja compatível, o consumidor poderá conferir os dados da compra e autorizar o pagamento dentro do próprio site ou aplicativo do lojista.

O processo previsto será semelhante a este:

  1. O consumidor escolhe Pix como forma de pagamento.
  2. A loja identifica a conta previamente vinculada.
  3. O valor e o destinatário são apresentados para conferência.
  4. O consumidor confirma a operação por biometria ou PIN.
  5. O banco analisa a solicitação e executa verificações antifraude.
  6. A confirmação retorna imediatamente para o checkout.

Não será necessário ler um QR Code, copiar uma chave ou alternar repetidamente entre o aplicativo da loja e o aplicativo do banco.

O banco continua aprovando a operação

A facilidade visual pode transmitir a impressão de que o pagamento ocorre apenas entre o consumidor e a loja. Tecnicamente, porém, o banco permanece dentro da operação.

A instituição financeira recebe a solicitação por meio das APIs do Pix, verifica os dados, aplica seus mecanismos de segurança e autoriza ou recusa a transação.

A loja não passa a controlar a conta bancária do consumidor. Ela recebe apenas as informações necessárias para iniciar e confirmar o pagamento, conforme o consentimento concedido pelo usuário.

5 mudanças trazidas pelo Novo Pix

1. O aplicativo bancário deixa de ser uma etapa obrigatória

A mudança mais visível será a possibilidade de concluir compras sem abrir o aplicativo do banco em todas as transações.

Atualmente, o consumidor normalmente precisa sair do ambiente da loja para confirmar o Pix. Essa troca de aplicativos interrompe a jornada de compra e pode causar dificuldades em aparelhos mais antigos, conexões lentas ou situações em que o usuário fecha uma das telas por engano.

Com o Novo Pix, a autorização será incorporada ao checkout.

2. QR Code e copiar e colar podem deixar de ser necessários

O QR Code continuará existindo no ecossistema Pix, assim como o código de copiar e colar. A nova solução não extingue essas modalidades.

A diferença é que elas deixam de ser necessárias nas compras realizadas em estabelecimentos compatíveis com a jornada biométrica.

Em um computador, por exemplo, o consumidor não precisará obrigatoriamente pegar o celular para fotografar o QR Code exibido na tela. A solução anunciada foi desenvolvida para funcionar em computadores e dispositivos móveis.

3. A biometria passa a fazer parte do checkout

Reconhecimento facial e impressão digital já são usados para desbloquear celulares e acessar aplicativos bancários. Agora, esses mecanismos poderão fazer parte da própria experiência de compra.

A autenticação acontece localmente no dispositivo, enquanto o banco valida a transação em tempo real.

Esse detalhe é relevante: a loja não precisa receber uma cópia da impressão digital ou do rosto do consumidor para saber que a autenticação foi concluída.

Definição rápida: a biometria confirma que o usuário autorizado está presente, enquanto as chaves criptográficas e as APIs do Open Finance conectam o checkout à instituição financeira.

4. O consentimento passa a ter papel central

A vinculação da conta não pode ocorrer sem autorização ativa do consumidor.

As regras mais recentes do Banco Central estabelecem que a jornada sem redirecionamento possui uma etapa de vinculação e outra de iniciação da transação. O usuário também deve receber informações sobre o gerenciamento e a revogação dos consentimentos.

Isso significa que o cliente poderá consultar e cancelar autorizações quando deixar de utilizar determinado serviço.

O consentimento não deve ser confundido com uma autorização irrestrita para movimentar a conta. Cada operação continua submetida aos parâmetros de segurança e aos limites definidos no ecossistema Pix.

5. O Pix se aproxima das carteiras digitais

A experiência lembra pagamentos realizados com carteiras digitais e cartões previamente cadastrados.

O consumidor configura o serviço uma vez e, nas compras posteriores, utiliza um mecanismo rápido de autenticação.

A diferença é que a liquidação continua ocorrendo pela infraestrutura do Pix, diretamente a partir da conta selecionada.

Esse movimento é chamado pelo mercado de pagamento invisível: a transação não desaparece, mas as etapas operacionais ficam menos perceptíveis para o consumidor.

Novo Pix, Pix tradicional e Pix por aproximação

Embora os nomes sejam semelhantes, as modalidades atendem a situações diferentes.

CaracterísticaNovo Pix por biometriaPix tradicional onlinePix por aproximação
Ambiente principalSite ou aplicativo da lojaAplicativo bancárioLoja física
AutorizaçãoBiometria ou PIN no checkoutSenha ou biometria no bancoAutenticação no celular ou carteira
QR CodeNão é necessário após vinculaçãoFrequentemente utilizadoNão é necessário
Copiar e colarDispensado em lojas compatíveisMuito comumNão se aplica
Tecnologia principalOpen Finance e APIs do PixAplicativo bancárioNFC e Open Finance
Primeiro cadastroExige vinculação da contaNormalmente não exigePode exigir vinculação à carteira
DisponibilidadeImplantação gradualAmplamente disponívelDepende da instituição e do terminal
Uso prioritárioComércio eletrônicoTransferências e compras onlinePagamentos presenciais

O Pix por aproximação explicado pelo Banco Central usa tecnologia NFC. O consumidor aproxima o celular ou relógio inteligente de um terminal compatível para realizar o pagamento.

Já o Pix por biometria anunciado pela Getnet e Mastercard foi desenvolvido inicialmente para o comércio eletrônico.

O Novo Pix também não deve ser confundido com o Pix Automático. O Pix Automático é voltado a cobranças recorrentes, como mensalidades, assinaturas e contas periódicas. O Pix por biometria simplifica a autorização de compras realizadas pelo consumidor.

O Novo Pix por biometria é seguro?

A proposta combina autenticação biométrica, chaves criptográficas, consentimento do usuário e validação bancária em tempo real.

Na vinculação inicial, o consumidor é levado ao ambiente de sua instituição financeira. É nesse espaço que ele confirma a identidade e autoriza a conexão da conta.

Nas compras posteriores, a autenticação biométrica acontece no dispositivo. O banco recebe a solicitação, verifica a operação e aplica seus mecanismos antifraude antes de liberar o pagamento.

Isso não torna o sistema imune a golpes.

Criminosos ainda podem criar páginas falsas, imitar lojas conhecidas ou induzir a vítima a confirmar um pagamento diferente daquele que pretendia realizar.

A biometria protege a autorização, mas não corrige uma decisão tomada em uma página fraudulenta.

Antes de confirmar uma operação, o consumidor deve verificar:

  • Endereço do site ou aplicativo;
  • Nome do recebedor;
  • Valor da compra;
  • Descrição da transação;
  • Consentimento solicitado;
  • Notificação recebida da instituição financeira.

Também é recomendável manter o sistema operacional atualizado, ativar o bloqueio de tela e não cadastrar a biometria de terceiros no aparelho.

A loja terá acesso ao rosto ou à impressão digital?

A autenticação biométrica ocorre localmente no dispositivo, de acordo com o fluxo descrito pela Getnet. A loja recebe a confirmação necessária para continuar o pagamento, mas não precisa armazenar a característica biométrica usada para desbloquear a operação.

O processamento exato pode variar conforme o aparelho, o iniciador de pagamentos e a instituição financeira participante.

O que muda para lojas e empresas

Para o comércio eletrônico, o principal benefício esperado é a redução de atrito no checkout.

O cliente pode escolher um produto, preencher o endereço e chegar à última etapa da compra, mas abandonar o carrinho quando encontra um processo de pagamento demorado ou confuso.

O Pix tradicional já oferece confirmação rápida. Entretanto, a necessidade de alternar entre telas ainda cria uma interrupção na jornada.

A Getnet e a Mastercard afirmam que o Pix por biometria foi desenvolvido para apoiar o aumento da conversão e reduzir o abandono de carrinho. Até o momento, porém, as empresas não divulgaram dados consolidados de desempenho da nova solução em grandes operações comerciais.

Portanto, a redução do abandono é uma expectativa comercial, não um resultado garantido para todos os negócios.

A eficiência dependerá de fatores como:

  • Facilidade de integração;
  • Quantidade de bancos compatíveis;
  • Clareza das telas de consentimento;
  • Velocidade da autenticação;
  • Taxa de aprovação;
  • Confiança do consumidor;
  • Funcionamento em diferentes aparelhos.

A página comercial da Getnet informa que o Pix por biometria está disponível para o Get Checkout e exige contato para contratação. Isso mostra que a implementação depende da estrutura tecnológica do lojista e não será ativada automaticamente em todos os sites.

Quando o Novo Pix estará disponível

O lançamento da parceria foi anunciado em julho de 2026, com foco inicial em grandes operações de comércio eletrônico.

As primeiras lojas e instituições financeiras compatíveis ainda não haviam sido divulgadas no anúncio inicial.

Por esse motivo, o consumidor não deve esperar que a função apareça imediatamente em todos os aplicativos bancários e sites.

A expansão depende da integração entre quatro participantes principais:

  1. A loja virtual;
  2. A plataforma de checkout;
  3. A iniciadora de pagamentos;
  4. A instituição que mantém a conta do consumidor.

Caso um desses participantes ainda não ofereça suporte à jornada, o pagamento continuará sendo realizado pelos métodos tradicionais.

A tendência é que a disponibilidade avance gradualmente, começando por plataformas de maior volume e chegando posteriormente a outros segmentos.

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O Novo Pix substituirá o cartão?

No curto prazo, a resposta mais provável é não.

Cartões de crédito e Pix atendem a necessidades diferentes. O Pix normalmente utiliza o saldo disponível na conta, enquanto o cartão oferece prazo de pagamento, parcelamento, programas de pontos e mecanismos próprios de contestação.

O Novo Pix reduz uma das vantagens de experiência dos cartões: a possibilidade de concluir a compra rapidamente usando uma credencial previamente cadastrada.

Por outro lado, ele não cria automaticamente parcelamento, crédito ou benefícios associados aos cartões.

Para compras à vista, o Pix por biometria pode se tornar uma alternativa mais competitiva. Para compras parceladas ou realizadas sem saldo imediato, o cartão continuará tendo uma função distinta.

A maior transformação poderá ocorrer dentro do checkout. Em vez de escolher o Pix apenas por descontos, o consumidor também poderá escolhê-lo pela facilidade.

O que observar antes de ativar o serviço

A praticidade deve vir acompanhada de controle.

Durante a vinculação inicial, o consumidor precisa entender qual empresa está solicitando o consentimento, qual conta será associada e como a autorização poderá ser cancelada.

Também deve verificar se existem limites por transação, prazo de validade do vínculo e regras específicas da instituição financeira.

O Banco Central determina que os participantes apresentem informações suficientes sobre os consentimentos e indiquem onde eles podem ser gerenciados ou revogados.

Caso o consumidor deixe de utilizar uma loja, carteira ou serviço, poderá ser prudente encerrar a vinculação antiga.

Além disso, as notificações do banco devem permanecer ativadas. Mesmo quando a experiência acontece dentro do checkout, o usuário precisa acompanhar as movimentações de sua conta.

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Conclusão

O Novo Pix por biometria representa uma evolução importante na experiência de pagamentos online. Depois da vinculação inicial da conta, o consumidor poderá autorizar compras por reconhecimento facial, impressão digital ou PIN, sem abrir o aplicativo do banco em todas as transações.

A novidade reduz etapas, dispensa QR Code em plataformas compatíveis e aproxima o Pix da agilidade oferecida pelas carteiras digitais.

O banco, porém, continua validando as operações, aplicando controles antifraude e movimentando os recursos. A biometria simplifica a autorização, mas não elimina a necessidade de conferir o valor, o recebedor e a legitimidade da loja.

A implantação será gradual e dependerá da adesão de bancos, iniciadores e plataformas de comércio eletrônico.

Você utilizaria o Novo Pix para pagar compras online? Compartilhe a matéria e deixe sua opinião sobre pagamentos autorizados por biometria.

Aviso Importante

As informações aqui apresentadas são de caráter educativo e não constituem recomendação de investimento. Consulte um profissional financeiro certificado antes de tomar decisões financeiras.


O Pix está prestes a ficar ainda mais rápido nas compras online. Você autorizaria pagamentos usando reconhecimento facial ou impressão digital? Compartilhe a matéria e conte sua opinião.

Fontes:

Banco Central do Brasil
Mastercard
Getnet
Canaltech

Da Redação.


Perguntas frequentes sobre o Novo Pix

O que é o Novo Pix por biometria?

O Novo Pix por biometria permite autorizar compras diretamente no site ou aplicativo da loja. Depois da vinculação inicial da conta, o consumidor confirma o pagamento usando reconhecimento facial, impressão digital ou PIN.

Será preciso abrir o aplicativo do banco?

O aplicativo ou ambiente do banco será necessário durante a primeira vinculação da conta. Nas compras seguintes realizadas em plataformas compatíveis, a autorização poderá acontecer diretamente no checkout.

O Pix por biometria já está disponível em todos os bancos?

Não. A implantação será gradual e as primeiras instituições financeiras e lojas participantes não foram detalhadas no anúncio inicial. A disponibilidade dependerá da integração entre banco, lojista, checkout e iniciador de pagamentos.

O Novo Pix funciona em computador?

Sim. A solução anunciada pela Getnet e Mastercard foi desenvolvida para funcionar em smartphones e computadores. O método de autenticação disponível poderá variar conforme o dispositivo utilizado.

A loja poderá armazenar minha impressão digital?

O fluxo divulgado prevê que a autenticação biométrica aconteça localmente no dispositivo. A loja recebe a confirmação necessária para a transação, mas não precisa armazenar a impressão digital ou a imagem facial usada na autenticação.

Pix por biometria e Pix por aproximação são iguais?

Não. O Pix por biometria foi apresentado inicialmente para compras online dentro do checkout. O Pix por aproximação usa NFC para concluir pagamentos presenciais em terminais compatíveis.

Posso cancelar a vinculação da minha conta?

Sim. Os consentimentos do Open Finance devem possuir mecanismos de gerenciamento e revogação. O usuário deve consultar o banco ou a instituição iniciadora para localizar o ambiente de controle da autorização.

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