Após pressão popular e desgaste político, governo zera imposto federal sobre compras internacionais de até US$ 50.
A “taxa das blusinhas” caiu. O imposto federal de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, que virou símbolo de desgaste para o governo Lula, será zerado por medida provisória assinada nesta terça-feira, 12 de maio de 2026. A mudança passa a valer a partir de quarta-feira, 13, segundo veículos nacionais.
A decisão atinge diretamente compras feitas em plataformas como Shein, Shopee, AliExpress e Temu, muito usadas por consumidores que buscam roupas, acessórios, itens de casa e pequenos eletrônicos.
O que muda na prática?
O consumidor deixa de pagar o Imposto de Importação federal de 20% nas compras internacionais de até US$ 50.
Mas atenção: isso não significa compra totalmente sem imposto. O ICMS estadual continua existindo, como já explica a Receita Federal no modelo do Remessa Conforme.
Ou seja: o carrinho pode ficar mais barato, mas não necessariamente “livre de taxa”.
A taxa nasceu com apoio do governo e virou problema político
A cobrança entrou em vigor em 1º de agosto de 2024. A Receita Federal já havia explicado que compras de até US$ 50 passariam a pagar 20% de imposto federal dentro do Programa Remessa Conforme.
O ponto sensível é político: a medida foi defendida pela equipe econômica como forma de dar mais equilíbrio ao varejo nacional diante das plataformas estrangeiras. Depois, virou munição contra o próprio governo.
Segundo o Poder360, pesquisas internas apontavam a cobrança como uma das medidas mais impopulares da gestão, e o Planalto já estudava a reversão como forma de reduzir desgaste.
Varejo comemora? Não exatamente
A decisão agrada consumidores, mas provoca reação de setores produtivos. Entidades como Abvtex, Fiemg, Abit e CNI criticaram o fim da cobrança e afirmaram que a medida pode favorecer plataformas estrangeiras e pressionar empregos no Brasil.
Na prática, o debate tem dois lados:
Para o consumidor: preço menor e mais acesso a produtos baratos.
Para o varejo nacional: risco de concorrência desigual com gigantes estrangeiras.
O Congresso ainda entra nessa história
Como a mudança será feita por medida provisória, ela tem efeito imediato, mas precisa ser analisada pelo Congresso para continuar valendo. Esse será o próximo capítulo da disputa.
Por que isso importa para Americana e região?
Porque o impacto chega ao bolso do consumidor e também ao comércio local. Em cidades com forte presença de lojas físicas, confecção, moda, pequenos lojistas e revendedores, a queda da taxa pode mexer no comportamento de compra.
O consumidor pode voltar a comprar mais em plataformas internacionais. Já o comércio local terá que reforçar diferenciais como pronta entrega, atendimento, troca facilitada, confiança e relacionamento.
A queda da “taxa das blusinhas” é mais do que uma mudança tributária. É um recuo político, uma resposta ao consumidor e um novo embate entre governo, varejo nacional e plataformas internacionais.
A pergunta agora é: o alívio no bolso compensa o possível impacto no comércio brasileiro?
Você acha que o fim da taxa ajuda o consumidor ou prejudica o comércio local? Comente sua opinião e compartilhe com quem compra em sites internacionais.
Fontes: Poder360; CNN Brasil; Receita Federal; Ministério da Fazenda; Exame; A Cidade On Campinas; Reuters Fact Check.
Da Redação.
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