Projeto prevê €50 milhões por ataque contra líderes dos EUA e Israel, em meio à guerra com Teerã.
Projeto no Parlamento iraniano prevê recompensa milionária contra líderes dos EUA e de Israel; proposta amplia alerta global em meio à guerra no Oriente Médio
Não é apenas mais uma provocação diplomática.
O Parlamento do Irã analisa uma proposta que prevê o pagamento de €50 milhões, cerca de R$ 290 milhões a R$ 300 milhões, a quem executar um ataque contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. A informação foi divulgada inicialmente por veículos internacionais e repercutida por portais brasileiros como UOL e Diário do Poder.
A proposta teria sido apresentada em meio ao clima de guerra entre Irã, Estados Unidos e Israel, após ataques de fevereiro contra Teerã, que, segundo a Reuters, mataram o então líder supremo iraniano Ali Khamenei e abriram uma nova fase de tensão no Oriente Médio.
Quem anunciou a proposta?
O nome central da articulação é Ebrahim Azizi, presidente da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do Parlamento iraniano. Segundo o Iran International, Azizi afirmou à TV estatal que parlamentares prepararam projetos de “contramedidas” militares e de segurança desde o início da guerra.
A fala também menciona como possíveis alvos Donald Trump, Benjamin Netanyahu e o comandante do Comando Central dos Estados Unidos, almirante Brad Cooper. A justificativa apresentada por parlamentares iranianos seria uma espécie de “ação recíproca” pela morte de Khamenei.
Outro nome citado nas reportagens é Mahmoud Nabavian, parlamentar e clérigo xiita iraniano. Segundo veículos como NDTV e Jerusalem Post, Nabavian teria reforçado que o Parlamento analisaria uma recompensa “significativa” contra Trump e Netanyahu.
O ponto mais importante: ainda não é lei aprovada
Apesar da manchete forte, há uma diferença essencial: as fontes consultadas indicam que o texto está em análise ou preparação no Parlamento iraniano. Até o momento, a apuração disponível aponta para proposta legislativa, não para confirmação de pagamento já efetuado pelo governo iraniano.
Esse cuidado é importante porque o caso mistura três camadas explosivas: propaganda política, guerra psicológica e possível formalização de uma ameaça de Estado.
Na prática, mesmo sem aprovação final, a proposta já tem impacto diplomático. Ela sinaliza que setores do regime iraniano desejam transformar retórica de vingança em política oficial, o que pode aumentar a pressão sobre Washington e Tel Aviv.
Por que isso acende alerta no mundo?
A proposta surge num cenário de tensão extrema.
A Reuters informou que o cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã segue frágil, enquanto Trump declarou recentemente que não teria “muito mais paciência” com Teerã e voltou a pressionar por um acordo envolvendo o programa nuclear iraniano.
O impasse gira em torno de temas estratégicos: enriquecimento de urânio, sanções econômicas, presença militar dos EUA na região, bloqueios e segurança no Estreito de Ormuz.
Ou seja: a recompensa não aparece isolada. Ela entra em uma guerra de nervos em que cada declaração pode funcionar como combustível para uma nova escalada.

Quem são os nomes citados na crise?
Donald Trump
Presidente dos Estados Unidos e figura central da política externa americana contra o Irã. Segundo a Reuters, ele vem pressionando Teerã a aceitar um acordo e já declarou que sua paciência está se esgotando.
Benjamin Netanyahu
Primeiro-ministro de Israel e aliado estratégico dos EUA. Netanyahu defende uma linha dura contra o programa nuclear iraniano e, segundo a Reuters, já afirmou que qualquer acordo precisa desmontar a infraestrutura nuclear do Irã, não apenas congelá-la.
Ebrahim Azizi
Presidente da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do Parlamento iraniano. É apontado como o parlamentar que mencionou a proposta de pagamento de €50 milhões.
Mahmoud Nabavian
Parlamentar iraniano e clérigo xiita. Foi citado por veículos internacionais como defensor de uma recompensa contra Trump e Netanyahu.
Brad Cooper
Almirante americano e comandante do CENTCOM, estrutura responsável por operações militares dos EUA no Oriente Médio. Ele também aparece entre os nomes citados por parlamentares iranianos.
Mojtaba Khamenei
Filho de Ali Khamenei, foi escolhido pela liderança clerical iraniana como sucessor após a morte do pai, segundo a Reuters. Sua ascensão reforçou o domínio da ala mais dura em Teerã.
A guerra agora também é narrativa
O caso não envolve apenas diplomacia tradicional. Ele mostra como a guerra moderna também é travada na comunicação.
Quando um Parlamento discute uma recompensa milionária contra chefes de Estado, a mensagem ultrapassa fronteiras. Ela mira governos, militares, mercados, aliados e a opinião pública global.
Para os Estados Unidos e Israel, a proposta pode ser tratada como ameaça direta. Para setores do regime iraniano, ela aparece como resposta simbólica à morte de Khamenei. Para o restante do mundo, é mais um sinal de que o Oriente Médio continua em uma zona de risco permanente.
O que pode acontecer agora?
Há três cenários principais.
O primeiro é a proposta não avançar formalmente, funcionando mais como pressão política interna e externa.
O segundo é o Parlamento iraniano aprovar algum tipo de medida simbólica ou legislativa, elevando ainda mais a tensão diplomática.
O terceiro, mais grave, é a fala ser interpretada por Washington e Tel Aviv como ameaça institucional, abrindo espaço para novas sanções, ações militares ou medidas de segurança contra autoridades iranianas.
Por enquanto, a informação mais responsável é esta: o projeto existe como proposta em discussão, segundo fontes internacionais, mas não há confirmação de que a recompensa tenha sido oficialmente paga ou operacionalizada.
A notícia é explosiva porque une dinheiro público, guerra, vingança política e ameaça contra dois dos líderes mais protegidos do planeta.
Mas o ponto jornalístico central é separar o impacto da manchete do fato apurado: o Parlamento iraniano analisa uma proposta de recompensa milionária contra Trump e Netanyahu, em um momento de tensão extrema com Estados Unidos e Israel.
E se essa proposta avançar, o caso pode deixar de ser apenas retórica radical para se tornar um dos episódios diplomáticos mais graves da atual crise no Oriente Médio.
Você acha que essa proposta é apenas provocação política ou pode empurrar Irã, EUA e Israel para uma nova escalada? Comente sua opinião e compartilhe esta matéria.
Fontes: Iran International, UOL, Diário do Poder, NDTV, Reuters e Jerusalem Post.
Da Redação.
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