GSI põe “Fulano” na segurança de Lula

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Portaria oficial trouxe nomes genéricos e GSI prometeu corrigir no próximo DOU

Imagine abrir o Diário Oficial da União e encontrar, em uma portaria ligada à segurança do presidente da República, dois nomes que parecem ter saído de uma minuta esquecida: “Fulano de Tal” e “Cicrano de Tal”.

Não foi meme. Não foi print falso. Foi publicação oficial.

A portaria do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, o GSI, designou três militares para funções de assistente na Secretaria de Segurança Presidencial. Um deles aparece com nome real: 1º SG MB Márcio Adriano de Jesus Leite, da Marinha. Os outros dois surgem como Maj EB Fulano de Tal e 1º Ten PMDF Cicrano de Tal.

O episódio, no mínimo constrangedor, acendeu uma pergunta simples: como nomes genéricos foram parar em um ato oficial de um dos setores mais sensíveis do governo federal?

O que aconteceu

A Portaria nº 172, datada de 19 de junho de 2026, foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira, 22 de junho.

O texto determina que os militares listados passem a exercer a função de assistente na Secretaria de Segurança Presidencial do GSI. Também prevê que eles passem a ocupar Gratificação de Representação da Presidência da República, código Nível IV, sendo dispensados das funções ou gratificações anteriores.

O documento foi assinado por Vinícius Damasceno do Nascimento, diretor do Departamento de Gestão da Secretaria-Executiva do GSI.

O problema está exatamente na lista de designados.

Em vez de dois nomes completos, a publicação trouxe expressões usadas normalmente como exemplo, rascunho ou preenchimento provisório: “Fulano de Tal” e “Cicrano de Tal”.

Por que isso chama tanta atenção?

Porque não se trata de qualquer repartição.

O GSI é o órgão responsável por dar assistência ao presidente em temas militares e de segurança. Também atua na proteção do presidente, do vice-presidente, de familiares, dos palácios presidenciais, das residências oficiais e em ações de prevenção e gerenciamento de crises.

Ou seja: a falha apareceu dentro de uma estrutura que, por definição, opera com protocolo, sigilo, checagem, risco e precisão.

É justamente aí que o caso ganha peso jornalístico. O erro pode até ser administrativo, mas ocorreu em uma área em que a margem para descuido deveria ser mínima.

Os nomes que aparecem na portaria

Segundo a publicação, a lista traz:

1º SG MB Márcio Adriano de Jesus Leite
Militar da Marinha, identificado nominalmente no documento.

Maj EB Fulano de Tal
Suposto major do Exército Brasileiro, mas registrado com nome genérico.

1º Ten PMDF Cicrano de Tal
Suposto primeiro-tenente da Polícia Militar do Distrito Federal, também registrado com nome genérico.

A leitura mais provável, até que haja retificação oficial, é que os nomes fictícios tenham permanecido em uma minuta, modelo interno ou documento preparatório enviado para publicação sem revisão final adequada.

O que o GSI disse

Após a repercussão, o GSI informou que identificou o ocorrido e que a publicação será retificada no próximo Diário Oficial da União.

A resposta confirma que houve falha, mas ainda deixa uma lacuna importante: quem eram os nomes corretos? E em qual etapa a checagem falhou?

Até a retificação, a portaria publicada segue como registro público de um erro raro, chamativo e politicamente sensível.

O ponto central: erro simples ou sintoma de descuido?

É aqui que o caso deixa de ser apenas curioso.

Todo governo pode cometer erro material. O problema é quando o erro envolve documento oficial, nomeação, segurança presidencial e gratificação pública.

Uma portaria não é postagem de rede social. Ela produz efeito administrativo. Por isso, qualquer falha em nomes, cargos, funções ou gratificações precisa ser tratada com transparência.

A pergunta que fica é direta: se nomes genéricos passaram pela revisão, quais filtros falharam antes da publicação?

O que pode acontecer agora

O caminho mais provável é a publicação de uma retificação no Diário Oficial da União com os nomes corretos dos militares designados.

A retificação deve corrigir formalmente o erro e substituir os termos genéricos pelos nomes reais. Ainda assim, o episódio já entrou para a lista de gafes oficiais que viralizam justamente por misturar burocracia, segurança presidencial e um detalhe impossível de ignorar.

Por que isso importa para o cidadão

Porque o Diário Oficial é onde o governo formaliza decisões, nomeações, exonerações, contratos, gastos, regras e atos administrativos.

Quando um erro desse tipo aparece, a discussão não é apenas sobre “Fulano” e “Cicrano”. É sobre controle, revisão e responsabilidade dentro da máquina pública.

E quando o assunto toca a segurança presidencial, a cobrança por rigor é ainda maior.

O GSI publicou uma portaria com dois nomes genéricos em funções ligadas à Segurança Presidencial.

O documento menciona Márcio Adriano de Jesus Leite, mas também lista “Fulano de Tal” e “Cicrano de Tal” como militares designados.

O órgão reconheceu o ocorrido e afirmou que fará a correção no próximo DOU.

O erro pode ser material. Mas, em uma área estratégica da Presidência, o deslize virou manchete nacional e levantou uma questão inevitável: quem revisa os atos antes de eles virarem documento oficial?

De a sua opinião:

E você, acha que foi apenas um erro burocrático ou uma falha grave de revisão dentro de uma área sensível do governo?

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Você acha que foi apenas uma falha de digitação ou um erro grave dentro da segurança presidencial? Comente e compartilhe.

Fontes: Diário do Poder; Poder360; VEJA; Metrópoles e o GSI.

Da Redação.

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