Flávio admite: “posso não ir até o fim” na corrida presidencial

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Senador sugere negociar “preço” para desistir da disputa de 2026

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) admitiu neste domingo, 7 de dezembro de 2025, que há a possibilidade de não levar adiante sua pré-candidatura à presidência da República em 2026. A declaração — dada na saída de um culto em Brasília — reacende incertezas sobre o cenário eleitoral na direita.

🔹 O anúncio e a dúvida

Na sexta-feira (5), Flávio havia sido oficialmente apresentado como pré-candidato, com apoio declarado de seu pai, Jair Bolsonaro (PL).

Mas apenas dois dias depois, o senador mudou o tom: deixou claro que sua permanência na corrida dependerá de uma negociação. “Tem uma possibilidade de eu não ir até o fim. Eu tenho um preço para não ir até o fim. Eu vou negociar”, disse.

Quando questionado se esse “preço” seria a aprovação da anistia aos presos dos atos de 8 de janeiro de 2023, Flávio limitou-se a responder “quente”, sugerindo que esse tema está na mesa. Contudo, não confirmou explicitamente os termos da negociação.

🔹 Reações internas e clima de ceticismo

A pré-candidatura de Flávio já suscitava reações divididas no universo bolsonarista e dentro do próprio PL. Apesar de formalmente indicado, muitos aliados demonstram ceticismo quanto à viabilidade de seu nome. Alguns analistas avaliam que a escolha serve mais para manter a presença simbólica da família na disputa e ocupar o espaço da direita do que com intenção real de vitória.

Fontes consultadas por veículos de imprensa apontam que, em certa fatia do partido, Flávio poderia acabar sendo usado como “moeda de troca” — abrindo mão da candidatura em troca de benefícios legislativos ou de apoio a pautas caras ao núcleo político do Bolsonaro.

🔹 A possível “carta de negociação”: anistia e política de coalizão

A nomeação de Flávio para concorrer à Presidência vinha acompanhada de uma agenda clara: buscar a aprovação da anistia aos presos do 8 de janeiro e pautar a oposição ao governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Congresso.

Com a declaração de que “tem um preço” para desistir da corrida, cresce a especulação de que projetos como essa anistia — ou outras concessões políticas — podem ser usados como barganha. Isso reacende debates acalorados sobre os rumos do bolsonarismo e sobre quais seriam, de fato, as prioridades estratégicas do grupo para 2026.

🔹 O que muda no tabuleiro eleitoral

A sinalização de que Flávio pode desistir da disputa altera o panorama da direita, ainda fragmentada. Sob risco de dispersão, o campo conservador arrisca perder coesão — especialmente se não houver nome forte e consensual.

Além disso, o gesto expõe vulnerabilidades internas do PL, como a falta de canal aberto com outras lideranças tradicionais e a resistência de alas que prefeririam outros nomes, como o do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP).

A declaração de Flávio Bolsonaro de que há chance de não continuar na corrida presidencial de 2026 — a menos que haja negociação — joga incerteza sobre o futuro da candidatura da família. Ao mesmo tempo, deixa claro que o embate político poderá ultrapassar o pleito eleitoral e se transformar numa disputa de interesses e articulações no Congresso. O campo da direita, por ora, continua aberto — e a eventual desistência de Flávio pode marcar o início de uma nova configuração.


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Fonte: Revista Oeste.

Da Redação.

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