PF identifica indícios de repasse milionário à advogada Catarina Buzzi em investigação sigilosa no STJ e STF
Uma investigação da Polícia Federal (PF) que apura um esquema de venda de sentenças judiciais no Superior Tribunal de Justiça (STJ) encontrou indícios de que mais de R$ 1 milhão teria sido repassado à advogada Catarina Buzzi, filha do ministro do STJ Marco Buzzi, segundo relatórios parciais anexados a um inquérito sigiloso no Supremo Tribunal Federal (STF).
Contexto da investigação
O inquérito apura uma suposta rede de corrupção judicial que envolveria lobistas, advogados, empresários e ex-servidores, articulando favores e decisões judiciais em tribunais superiores.
O ponto de partida das diligências foi a apreensão de mensagens e comprovantes nos celulares de dois investigados:
- Andreson de Oliveira Gonçalves, lobista apontado como operador central do esquema;
- Roberto Zampieri, advogado morto em 2023, que teria atuado como intermediário em negociações.
Mensagens recuperadas indicam a existência de uma suposta transferência de R$ 1,12 milhão para a conta de Catarina Buzzi e outra advogada, com reclamações de ressarcimento por um “trabalho não cumprido”, conforme diálogo exibido em um registro de tela que consta no relatório da PF.
O suposto repasse
As mensagens apresentadas no relatório da PF mostram um conteúdo que teria sido enviado por um identificado apenas como Carlos Chaves, no qual ele afirma ter transferido R$ 1.120.000,00 para a conta de Catarina Buzzi e solicita que o valor seja devolvido caso os compromissos não tenham sido cumpridos.
Além disso, um comprovante de transferência de R$ 500 mil, descrito como “pagamento de honorários”, aparece na mesma imagem recuperada pelos investigadores.
Rede de influência e servidores
A investigação sugere que ex-servidores ligados a gabinetes de ministros do STJ estariam fornecendo informações sensíveis e minutas de decisões judiciais, que seriam utilizadas para favorecer interesses de empresários mediante pagamento. Entre os nomes citados pelo relatório estão ministros como Og Fernandes, Paulo Moura Ribeiro, Nancy Andrighi e Isabel Gallotti, além de Marco Buzzi, pai de Catarina, embora nenhum deles seja alvo formal de investigação neste momento.
Posicionamentos oficiais
Defesa de Catarina Buzzi:
Em nota, o advogado de Catarina classificou a associação do nome dela à investigação como “descabida e maliciosa”, afirmando que ela não recebeu qualquer pagamento e não tem vínculo com os investigados.
Ministro Marco Buzzi / STJ:
A assessoria do ministro afirmou que ele não acompanha as relações comerciais da filha e que as pessoas e empresas mencionadas não estão envolvidas em processos sob sua relatória ou responsabilidade no STJ.
Situação das apurações
O relatório parcial foi enviado ao ministro Cristiano Zanin, do STF, responsável por supervisionar o inquérito sigiloso. A PF solicitou ampliação das diligências para aprofundar a apuração das relações e transações identificadas nos dispositivos apreendidos.
Até o momento, nenhum dos magistrados citados foi oficialmente investigado ou indiciado pelo STF por determinar favorecimentos, e as menções ao nome de Catarina constam apenas em diálogos e registros de tela analisados pela força-tarefa.
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🗞️ Fontes: Band, Revista Oeste e Diário de Pernambuco.
Da Redação.
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