Vice-prefeito e candidato a deputado federal pelo PL retorna ao programa para falar de trajetória, empreendedorismo, Brasília e representação regional.
Felipe Sanches, vice-prefeito de Santa Bárbara d’Oeste, é candidato a deputado federal por São Paulo pelo PL, com o número 2292. Nesta quinta-feira, 24 de setembro de 2026, às 19h, ele volta ao PodEmFoco para discutir sua trajetória, propostas, empreendedorismo e o projeto de ampliar a representação política da região em Brasília.
A pouco mais de uma semana das urnas, o cenário mudou completamente desde a primeira passagem de Felipe Sanches pelo PodEmFoco.
Quando foi entrevistado anteriormente pelo jornalista Ronaldo dos Reis, o foco estava principalmente na experiência como vice-prefeito, na gestão pública de Santa Bárbara d’Oeste, no empreendedorismo, nos investimentos municipais e em temas como saúde, segurança, esporte e desenvolvimento econômico.
Agora, Felipe retorna em outra condição: é oficialmente candidato a deputado federal pelo PL, com registro deferido, disputando votos em todo o Estado de São Paulo. Dados eleitorais atualizados identificam Felipe Sanches Silva como candidato número 2292, empresário, 40 anos e com ensino superior completo.
A entrevista ocorre em um ponto decisivo do calendário. O primeiro turno será realizado em 4 de outubro de 2026, quando mais de 158,7 milhões de eleitores estarão aptos a escolher presidente, governadores, dois senadores por estado e representantes para a Câmara dos Deputados e assembleias legislativas.
Isso transforma a nova participação no PodEmFoco em uma oportunidade para ir além da biografia.
A questão agora é outra: o que Felipe Sanches pretende efetivamente fazer em Brasília caso seja eleito?
1. Felipe Sanches chega ao PodEmFoco em uma nova fase política
A diferença entre as duas entrevistas é significativa.
Na primeira participação, Felipe falava principalmente como integrante do Executivo de Santa Bárbara d’Oeste.
Nesta quinta-feira, continua sendo vice-prefeito, mas também fala como candidato a uma das 513 cadeiras da Câmara dos Deputados.
A candidatura foi oficializada pelo PL durante as convenções partidárias de julho. Publicações regionais registraram que o partido confirmou Felipe para deputado federal e Franco Sardelli para deputado estadual, dentro de uma estratégia de candidaturas com bases em Santa Bárbara d’Oeste e Americana.
A situação atual de Felipe no processo eleitoral aparece como “deferida” em bases que reproduzem os dados da Justiça Eleitoral. Em outras palavras, seu pedido de registro foi julgado e está regular para a disputa.
Essa confirmação é relevante porque o cenário agora deixou de ser de pré-candidatura.
É campanha eleitoral oficial.
E é justamente por isso que perguntas sobre trajetória precisam dividir espaço com perguntas sobre propostas, prioridades legislativas, orçamento federal, transparência e capacidade de articulação.
Resposta direta: Felipe Sanches disputa em 2026 sua primeira eleição para deputado federal. Antes disso, foi eleito vereador duas vezes e vice-prefeito duas vezes, além de ter presidido a Câmara Municipal de Santa Bárbara d’Oeste.
2. De vereador a candidato ao Congresso: a trajetória de Felipe
A carreira eleitoral de Felipe Sanches começou muito antes da candidatura federal.
Em 2012, conquistou seu primeiro mandato como vereador em Santa Bárbara d’Oeste. Naquela eleição, recebeu 1.319 votos.
Quatro anos depois, voltou às urnas e foi reeleito vereador com 1.997 votos, uma expansão de aproximadamente 51% em relação à votação anterior. Dados históricos compilados a partir da Justiça Eleitoral confirmam ambas as eleições.
Entre 2019 e 2020, Felipe presidiu a Câmara Municipal.
Depois, mudou de esfera dentro da política municipal.
Em 2020, integrou como candidato a vice a chapa liderada por Rafael Piovezan e chegou ao Executivo.
Em 2024, os dois foram reeleitos. Rafael Piovezan recebeu 56.735 votos, ou 57,71% dos votos válidos, tendo Felipe novamente como vice. É importante fazer a distinção jornalística: essa votação pertence à chapa majoritária, e não representa uma votação nominal individual de Felipe.
A página institucional da Prefeitura confirma que Felipe continua exercendo o cargo de vice-prefeito e registra sua experiência como empresário, formação em Teologia e Direito e aprovação no exame da OAB.
A trajetória eleitoral em números
| Ano | Cargo | Partido na eleição | Resultado |
|---|---|---|---|
| 2012 | Vereador | PSC | Eleito — 1.319 votos |
| 2016 | Vereador | PSC | Reeleito — 1.997 votos |
| 2020 | Vice-prefeito | PDT | Eleito |
| 2024 | Vice-prefeito | Republicanos | Reeleito na chapa de Rafael Piovezan |
| 2026 | Deputado federal | PL | Candidatura deferida, eleição em andamento |
O histórico partidário também mostra mudanças ao longo da carreira.
Felipe disputou eleições anteriores pelo PSC, PDT e Republicanos e, em 2026, concorre pelo Partido Liberal.
Mais do que simplesmente enumerar siglas, a nova entrevista pode explorar uma questão politicamente relevante: quais ideias e prioridades levaram Felipe ao PL e como a legenda influenciaria sua atuação parlamentar?
3. Por que trocar o foco municipal por uma disputa federal?
Talvez essa seja a pergunta central da entrevista.
Felipe foi reeleito vice-prefeito em 2024 para um mandato que segue até 2028.
Dois anos depois, disputa uma cadeira em Brasília.
Isso não é uma irregularidade nem uma situação incomum na política brasileira, mas exige uma explicação política clara ao eleitor.
Por que deputado federal?
O argumento apresentado pela campanha tem girado em torno de uma maior representação regional e da busca por investimentos para os municípios do entorno de Santa Bárbara d’Oeste.
Durante agendas recentes em bairros e comércios, Felipe declarou que pretende defender em Brasília pautas relacionadas à desburocratização, incentivo a quem empreende, infraestrutura e segurança. O posicionamento foi divulgado em material da agenda de campanha e reproduzido por veículos regionais. Por ser uma declaração de campanha, trata-se de um compromisso apresentado pelo candidato, e não de um resultado já comprovado.
É exatamente aí que o PodEmFoco pode aprofundar.
“Buscar investimentos” é uma expressão comum em campanhas parlamentares.
Mas quais investimentos?
Para quais municípios?
Em quais áreas?
Com quais critérios?
Como esses recursos seriam fiscalizados?
Essa tradução do discurso genérico para objetivos verificáveis é especialmente importante em uma eleição proporcional.

4. Afinal, o que um deputado federal realmente pode fazer?
Existe um problema recorrente nas campanhas brasileiras: candidatos ao Legislativo fazem promessas que pertencem às atribuições do Executivo.
Um deputado federal não administra uma Prefeitura.
Não comanda secretarias municipais.
Não executa diretamente uma obra de pavimentação, constrói pessoalmente uma Unidade Básica de Saúde ou determina sozinho a implantação de um hospital.
Segundo a própria Câmara dos Deputados, as três grandes atribuições do deputado federal são legislar, fiscalizar e participar das decisões sobre o Orçamento da União.
A Câmara é composta por 513 deputados federais.
Eles podem apresentar projetos de lei, propor mudanças em propostas existentes, discutir alterações constitucionais, participar de comissões, fiscalizar órgãos federais, requerer informações, acompanhar políticas públicas e atuar na definição orçamentária.
Também podem indicar recursos por meio de emendas parlamentares.
O que um deputado pode e não pode fazer
| Pode fazer | Não executa diretamente |
|---|---|
| Apresentar projetos de lei | Construir uma obra municipal |
| Votar leis e mudanças constitucionais | Administrar uma Prefeitura |
| Fiscalizar o governo federal | Comandar Guarda Municipal |
| Participar das decisões orçamentárias | Gerenciar unidade municipal de saúde |
| Indicar recursos por emendas | Executar diretamente o dinheiro da emenda |
| Atuar em comissões da Câmara | Substituir prefeito ou governador |
Essa diferenciação é especialmente importante quando Felipe Sanches fala de Santa Bárbara d’Oeste e da região.
Um eventual mandato poderia participar da articulação de recursos e de políticas nacionais que repercutem nas cidades.
Mas a execução permaneceria, em grande parte, sob responsabilidade dos governos municipais, estadual ou federal, dependendo do projeto.
Snippet direto: deputado federal cria e vota leis, fiscaliza o Executivo federal e participa do Orçamento da União. Ele pode direcionar recursos por emendas, mas não executa diretamente obras municipais.
5. Representação regional: argumento forte, mas que precisa de conteúdo
Um dos principais eixos políticos apresentados em torno da candidatura de Felipe é a ideia de representação regional.
Santa Bárbara d’Oeste não funciona economicamente de forma isolada.
Há uma relação cotidiana com Americana, Nova Odessa e outros municípios da Região Metropolitana de Campinas.
Pessoas moram em uma cidade e trabalham em outra.
Empresas compartilham fornecedores e mão de obra.
Problemas de trânsito, mobilidade, saúde, emprego e infraestrutura frequentemente atravessam limites municipais.
Em fevereiro de 2026, por exemplo, uma reunião entre Felipe Sanches e o vereador americanense Renan de Angelo tratou oficialmente de integração regional, desenvolvimento sustentável e possíveis ações conjuntas entre Americana e Santa Bárbara d’Oeste.
Essa integração pode ser uma pauta legítima de debate.
Mas existe uma diferença importante entre representar uma região e simplesmente ter origem eleitoral nela.
Um deputado federal eleito em São Paulo representa constitucionalmente a população dentro de uma função nacional de legislador.
Ao mesmo tempo, é comum que parlamentares criem bases territoriais onde mantêm relacionamentos com prefeitos, vereadores, entidades e setores produtivos.
Portanto, a pergunta não deve ser apenas se a região “precisa de representante”.
A pergunta mais útil é:
O que esse representante faria de forma diferente?
A entrevista pode cobrar objetivos mensuráveis.
Quantos municípios fariam parte dessa articulação?
Quais seriam os três projetos prioritários?
Saúde regional?
Mobilidade?
Segurança?
Infraestrutura?
Indústria?
Capacitação profissional?
Se o discurso estiver baseado em aproximar Brasília dos municípios, é razoável perguntar também como o eleitor conseguiria acompanhar essa atuação.

6. Felipe leva o empreendedorismo para a campanha
A palavra empreendedorismo acompanha Felipe em sua apresentação pública.
A página oficial da Prefeitura o identifica como empresário, enquanto seu registro eleitoral de 2026 também informa “empresário” como ocupação.
Esse elemento já havia sido explorado na primeira matéria do PodEmFocoNews sobre Felipe, que colocou gestão pública e empreendedorismo no centro da conversa.
Agora o tema ganha dimensão nacional.
Em agendas recentes de campanha, Felipe afirmou defender ações voltadas à desburocratização e ao fortalecimento de quem empreende. Em setembro, passou por áreas comerciais de Santa Bárbara e Nova Odessa em ações nas quais abordou essas pautas com comerciantes e moradores.
O desafio jornalístico é transformar essa palavra em política pública concreta.
O que significa “defender o empreendedor” em Brasília?
A expressão pode envolver diversos temas legislativos:
- simplificação de procedimentos;
- ambiente tributário;
- acesso a crédito;
- regulamentação empresarial;
- qualificação profissional;
- inovação;
- produtividade;
- infraestrutura logística;
- digitalização do Estado;
- políticas para micro e pequenas empresas.
Mas cada uma dessas áreas envolve escolhas.
Simplificar qual regra?
Alterar qual imposto?
Reduzir qual burocracia?
Criar qual incentivo?
Qual seria o impacto no orçamento?
É exatamente esse nível de detalhe que permite diferenciar uma bandeira genérica de uma proposta legislativa.
7. Mentalidade empresarial e gestão pública não são a mesma coisa
Esse também é um tema que pode render um bom momento na entrevista.
Felipe utiliza sua experiência empresarial como parte de sua trajetória.
Existem princípios do setor privado que podem ser aplicados à gestão pública: planejamento, metas, controle de gastos, uso de tecnologia, indicadores, gestão de pessoas e acompanhamento de resultados.
Mas governo não é empresa.
Uma empresa pode escolher seu mercado.
O poder público precisa atender direitos definidos pela Constituição e pela legislação, inclusive quando determinada política não produz retorno financeiro.
Hospitais públicos, escolas, assistência social e segurança não existem para gerar lucro.
Por isso, uma discussão madura sobre empreendedorismo público não deve se limitar ao discurso de “administrar o governo como uma empresa”.
A pergunta mais precisa para Felipe seria:
Quais práticas de sua vida empresarial realmente podem ser transformadas em propostas para o serviço público — e quais não podem?
Essa resposta pode revelar muito mais sobre sua visão de Estado do que uma frase de efeito.
8. A mudança para o PL coloca novas perguntas sobre a mesa
Em 2024, Felipe concorreu à vice-prefeitura pelo Republicanos.
Em 2026, está no PL.
A mudança partidária acompanhou sua entrada na disputa federal.
O PL oficializou a candidatura durante a convenção de julho, e veículos regionais relataram apoio de lideranças como o prefeito Rafael Piovezan e outras figuras políticas da região; um portal também atribuiu apoio à candidatura ao governador Tarcísio de Freitas e ao presidente da Assembleia Legislativa, André do Prado. Esses apoios são informações publicadas pelos veículos e integram o contexto político da campanha.
Mas apoio político não substitui posição parlamentar.
Se eleito, Felipe participará de uma bancada partidária e estará sujeito às negociações próprias do Congresso.
Isso gera perguntas importantes.
Como pretende agir quando uma orientação nacional do partido entrar em tensão com uma demanda regional?
Em quais temas pretende acompanhar integralmente o PL?
Em quais assuntos considera importante ter posição própria?
Como pretende tornar seus votos transparentes para os moradores da região?
Essas respostas são relevantes porque um deputado não trabalha apenas trazendo recursos.
Ele votará projetos que podem afetar tributação, direitos trabalhistas, segurança pública, regras econômicas, saúde, educação, orçamento e estrutura do Estado brasileiro.
9. Uma checagem curiosa no material digital da própria campanha
Há um detalhe encontrado durante a apuração que merece registro.
A página localizada do site de campanha de Felipe apresenta corretamente referências atuais ao PL no rodapé, mas o texto de apresentação rastreado pela busca ainda continha uma descrição de Felipe como “pré-candidato a Deputado Federal pelo União Brasil”.
Esse trecho está desatualizado.
Os registros eleitorais mais recentes utilizados por diferentes portais a partir dos dados da Justiça Eleitoral confirmam que Felipe Sanches concorre pelo PL, número 2292, com registro deferido.
A divergência provavelmente resulta de conteúdo antigo que permaneceu publicado durante as mudanças do projeto eleitoral.
Para fins jornalísticos, deve prevalecer o registro eleitoral atualizado.
É um exemplo simples, mas importante, de por que informações eleitorais devem ser confrontadas com bases atuais e não apenas com material promocional de campanha.
10. O que mudou desde a primeira entrevista no PodEmFoco?
A diferença é grande.
Em junho, a discussão girava em torno do homem público dentro da administração municipal.
Agora, a questão é o possível parlamentar federal.
Na primeira conversa, temas como Cidade Saúde, segurança municipal, QualiVida, eventos, gestão e empreendedorismo permitiam avaliar ações já realizadas ou em andamento em Santa Bárbara.
A nova entrevista precisa olhar para frente.
A própria matéria anterior do PodEmFocoNews apresentou Felipe pela combinação entre poder, gestão e empreendedorismo.
Agora existe uma quarta palavra inevitável:
Congresso.
O eleitor precisa entender como Felipe pretende transportar sua experiência municipal para uma instituição com dinâmica completamente diferente.
Uma Prefeitura executa.
Um parlamentar legisla e fiscaliza.
Essa diferença muda as perguntas.
11. Sete pontos que podem conduzir a entrevista
A proximidade com a eleição torna algumas questões particularmente relevantes.
1. Por que disputar a Câmara dos Deputados agora?
Felipe foi reeleito vice-prefeito em 2024.
O público precisa entender por que decidiu disputar outro cargo em 2026 e qual problema acredita poder resolver no plano federal.
2. Quais são suas três prioridades?
Uma candidatura pode defender dezenas de assuntos.
Um eventual mandato precisa escolher prioridades.
Pedindo três, o entrevistador obriga o candidato a hierarquizar sua agenda.
3. O que pretende fazer pelo empreendedor?
Não basta falar de desburocratização.
A pergunta pode exigir exemplos de leis, mudanças regulatórias ou políticas federais que Felipe considera necessárias.
4. Como pretende transformar representação regional em resultado?
Mais recursos?
Projetos?
Comissões?
Articulação com ministérios?
O objetivo precisa ser verificável.
5. Que áreas receberiam prioridade nas emendas?
Saúde, segurança, infraestrutura, esporte, entidades sociais ou desenvolvimento econômico?
Essa decisão revela o foco prático de um eventual mandato.
6. Qual será sua relação com o PL?
O partido tem posições nacionais próprias.
Perguntar sobre autonomia e disciplina partidária ajuda a entender como Felipe pretende votar.
7. Como o eleitor acompanhará o mandato?
Portal de transparência próprio?
Prestação de contas periódica?
Publicação de emendas?
Relatório de votações?
É uma pergunta simples e extremamente objetiva.
12. A disputa de deputado federal é muito diferente da eleição municipal
Há outro desafio considerável para Felipe Sanches.
Como vereador, disputou votos dentro de Santa Bárbara d’Oeste.
Como vice-prefeito, integrou uma chapa municipal.
Agora, concorre em todo o Estado de São Paulo.
São escalas completamente diferentes.
A eleição para deputado federal também utiliza o sistema proporcional.
Isso significa que o resultado não depende exclusivamente da quantidade individual de votos de um candidato. O desempenho do partido e o cálculo das cadeiras também interferem na definição dos eleitos.
O eleitor, portanto, vota em um candidato, mas seu voto também participa do desempenho eleitoral da legenda dentro das regras do sistema proporcional.
É outro elemento que pode entrar na conversa.
Felipe precisa construir uma votação pessoal relevante e, ao mesmo tempo, está inserido na chapa do PL.
A lista de candidatos paulistas inclui mais de mil nomes concorrendo à Câmara, segundo bases eleitorais que compilam os registros de 2026.
Isso ajuda a dimensionar o tamanho da disputa.
13. O relógio eleitoral está correndo
A entrevista será realizada na quinta-feira, 24 de setembro.
Dez dias depois, em 4 de outubro, os eleitores irão às urnas.
Segundo o calendário oficial do Tribunal Superior Eleitoral, a votação ocorrerá das 8h às 17h, pelo horário de Brasília.
A eleição deste ano possui seis escolhas na urna.
A primeira delas será justamente deputado federal, usando quatro dígitos. Depois vêm deputado estadual ou distrital, dois votos para senador, governador e presidente.
Isso acrescenta relevância prática à entrevista.
O eleitor que acompanhar o programa estará prestes a tomar sua decisão.
Não é mais uma conversa sobre uma candidatura futura.
É uma conversa durante a campanha oficial.
14. O papel de Ronaldo dos Reis: transformar campanha em entrevista
Uma entrevista eleitoral tem uma dificuldade específica.
Candidatos naturalmente chegam preparados para apresentar suas mensagens de campanha.
O papel jornalístico é avançar além delas.
Ronaldo dos Reis já entrevistou Felipe anteriormente.
Isso cria uma vantagem interessante: comparar respostas.
O que Felipe defendia meses atrás?
O que permanece?
O que mudou?
A candidatura federal modificou suas prioridades?
Existem compromissos que podem ser registrados agora e cobrados depois?
Esse acompanhamento transforma uma entrevista em documento público.
E isso vale independentemente do resultado da eleição.
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15. Uma oportunidade para discutir o interior paulista em Brasília
O debate sobre representação regional ultrapassa Felipe.
Municípios como Santa Bárbara d’Oeste, Americana e Nova Odessa fazem parte de uma das áreas economicamente mais importantes do interior paulista.
Há circulação integrada de trabalhadores, empresas e serviços.
Por isso, discutir representação no Congresso pode abrir uma pauta mais ampla: como municípios do interior transformam força econômica em influência institucional?
Um parlamentar pode atuar na articulação de verbas, projetos e políticas públicas.
Mas resultados dependem de capacidade técnica, atuação em comissões, relacionamento institucional, presença em votações e acompanhamento do orçamento.
Não basta estar em Brasília.
É preciso mostrar o que se faz lá.
Essa lógica vale para Felipe e para qualquer outro candidato.
Leia também: Felipe Sanches: poder, gestão e empreendedorismo
Uma entrevista diferente da primeira
A volta de Felipe Sanches ao PodEmFoco acontece no momento mais decisivo de sua carreira eleitoral até agora.
Depois de dois mandatos como vereador, da presidência da Câmara Municipal e de duas vitórias como vice-prefeito, Felipe tenta chegar pela primeira vez ao Congresso Nacional.
Sua candidatura pelo PL está deferida, sob o número 2292, e aparece vinculada a bandeiras como representação regional, empreendedorismo, segurança, infraestrutura e atração de investimentos.
Mas a entrevista desta quinta-feira tem espaço para avançar além das bandeiras.
O eleitor pode querer saber como cada uma delas se transforma em voto, lei, emenda, fiscalização e resultado mensurável.
Esse é o ponto que diferencia uma conversa eleitoral de uma apresentação de campanha.
Nesta quinta-feira, 24 de setembro de 2026, às 19h, Ronaldo dos Reis recebe Felipe Sanches novamente no PodEmFoco.
Dez dias depois, o eleitor dará sua resposta nas urnas.
Acompanhe a entrevista, envie sua pergunta e compartilhe esta matéria com quem acompanha as Eleições 2026 em Santa Bárbara d’Oeste e região.
Fontes
- Tribunal Superior Eleitoral
- Câmara dos Deputados
- Prefeitura de Santa Bárbara d’Oeste
- Justiça Eleitoral
- SBNotícias
- UOL
- Itatiaia
- PodEmFocoNews
Da Redação.
Felipe Sanches e as Eleições 2026
Quem é Felipe Sanches?
Felipe Sanches Silva é empresário e vice-prefeito de Santa Bárbara d’Oeste. Já exerceu dois mandatos como vereador, presidiu a Câmara Municipal entre 2019 e 2020 e foi eleito vice-prefeito em 2020 e reeleito em 2024.
Felipe Sanches é candidato a qual cargo em 2026?
Felipe Sanches é candidato a deputado federal pelo Estado de São Paulo nas Eleições 2026. Ele concorre pelo PL, com o número 2292, e seu registro aparece como deferido.
Quando Felipe Sanches participa do PodEmFoco?
Felipe participa do PodEmFoco na quinta-feira, 24 de setembro de 2026, às 19h. A entrevista ocorre dez dias antes do primeiro turno.
Quando será o primeiro turno das Eleições 2026?
O primeiro turno será realizado em 4 de outubro de 2026. O eventual segundo turno para presidente e governadores está marcado para 25 de outubro.
O que faz um deputado federal?
Um deputado federal apresenta e vota leis, fiscaliza o Poder Executivo federal e participa das decisões sobre o Orçamento da União. Também pode indicar recursos a estados e municípios por meio de emendas parlamentares.
Felipe continua sendo vice-prefeito?
Sim. A página institucional da Prefeitura de Santa Bárbara d’Oeste continua identificando Felipe Sanches como vice-prefeito do município.
Qual é a principal mudança desta entrevista em relação à anterior?
Na primeira entrevista, Felipe participou principalmente na condição de vice-prefeito e empreendedor. Agora retorna durante a campanha oficial para deputado federal, o que amplia o debate para suas propostas legislativas, atuação em Brasília e projeto de representação regional.
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