Nova lista de sanções mira Díaz-Canel, familiares e órgãos centrais do regime cubano.
EUA cercam os Castro e apertam Cuba em nova ofensiva contra o regime
Washington colocou Miguel Díaz-Canel, familiares ligados à dinastia Castro e entidades estratégicas cubanas na lista de sanções. A medida amplia o cerco financeiro e político contra Havana em meio à pior crise recente da ilha.
WASHINGTON, 05 de junho de 2026 — A pressão dos Estados Unidos contra Cuba subiu mais um degrau. O governo Donald Trump incluiu o presidente cubano Miguel Díaz-Canel, sua esposa Lis Cuesta Peraza, seu enteado Manuel Anido Cuesta, além de integrantes da família Castro, na lista de sanções do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros, a OFAC. A atualização foi publicada em 4 de junho de 2026 pelo órgão do Departamento do Tesouro dos EUA.
A nova rodada também alcança nomes diretamente associados ao núcleo histórico do poder cubano: Alejandro Castro Espín, filho de Raúl Castro, e Raúl Alejandro Castro Calis, ligado a Alejandro. Na prática, Washington está mirando não apenas o atual presidente da ilha, mas também símbolos vivos da estrutura política construída pela família Castro desde a Revolução Cubana.
A lista que acendeu o alerta em Havana
Segundo a OFAC, foram incluídos na lista de nacionais especialmente designados os seguintes nomes:
Miguel Díaz-Canel Bermúdez, presidente de Cuba;
Lis Cuesta Peraza, esposa de Díaz-Canel;
Manuel Anido Cuesta, filho de Lis e enteado do presidente cubano;
Alejandro Castro Espín, filho de Raúl Castro;
Raúl Alejandro Castro Calis, ligado à família Castro.
Além das pessoas físicas, Washington também sancionou cinco entidades cubanas: Amistur Cuba S.A., Comitês de Defesa da Revolução, Instituto Cubano de Amizade com os Povos, Minera La Victoria S.A. e o Ministério das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba, conhecido como MINFAR.

O que as sanções significam na prática?
As sanções bloqueiam bens e interesses dessas pessoas e entidades que estejam nos Estados Unidos ou sob controle de cidadãos e empresas norte-americanas. Também restringem transações com os alvos designados, ampliando o risco para instituições e empresas que mantenham relações com estruturas sancionadas.
A CNN informou que o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que a medida mira agentes que, segundo Washington, sustentariam ações do regime cubano contra a segurança nacional norte-americana. A mesma reportagem destaca que bancos e empresas estrangeiras que prestem serviços a entidades sancionadas podem ficar expostos a sanções secundárias.
Por que isso importa agora?
A ofensiva ocorre em um momento de tensão crescente entre Washington e Havana. A Reuters registrou que a medida faz parte de uma sequência de ações dos EUA para aumentar a pressão sobre a liderança comunista cubana, depois de sanções anteriores contra autoridades ligadas ao setor militar, à inteligência e ao governo da ilha.
O novo movimento também acontece em meio a uma crise econômica severa em Cuba. Reportagens recentes apontam apagões, falta de combustível, alta nos preços, dificuldades no transporte público e deterioração de serviços básicos. A Agência Brasil relatou que medidas dos EUA relacionadas ao fornecimento de petróleo agravaram os apagões e a escassez na ilha, segundo moradores ouvidos em Havana.
O recado político por trás da lista
A lista tem peso simbólico. Ao atingir familiares de Díaz-Canel e nomes ligados aos Castro, os EUA mandam uma mensagem direta ao coração do poder cubano: não se trata apenas de punir autoridades formais, mas de pressionar a rede política, familiar, militar e econômica que sustenta o regime.
A Associated Press destacou que Alejandro Castro Espín foi conselheiro ligado à área de defesa e segurança nacional de Cuba e que seu filho, Raúl Alejandro Castro Calis, também foi incluído nas sanções.
Havana reage e acusa Washington de intervenção
O governo cubano reagiu com críticas duras. Segundo a Agência Brasil, Díaz-Canel afirmou que as falas de Trump representam uma ameaça ao país e disse que as medidas prejudicam o povo cubano. O chanceler Bruno Rodríguez classificou a inclusão de pessoas e entidades na lista como parte de um plano de intervenção contra a ilha.

A Reuters também informou que Rodríguez chamou as sanções de “desprezíveis” e acusou os EUA de intervencionismo, afirmando que ações para criar conflito entre os países fracassariam.
Trump aumenta o tom contra Cuba
O presidente Donald Trump afirmou que os Estados Unidos querem ver Cuba como um país “bem administrado”, segundo a Reuters. A Associated Press também registrou declarações de Trump apontando que Cuba estaria em colapso econômico e energético, enquanto Washington intensifica medidas contra Havana.
Esse discurso amplia a pressão diplomática e aumenta a incerteza sobre os próximos passos da Casa Branca. Embora sanções não sejam novidade na relação entre EUA e Cuba, a inclusão de familiares e instituições centrais mostra que a estratégia atual busca atingir a engrenagem política e financeira do regime em várias frentes.
O ponto central: sanção resolve ou piora a crise?
Para Washington, a medida é uma forma de responsabilizar dirigentes e estruturas acusadas de sustentar repressão, controle político e ações contrárias aos interesses dos EUA. Para Havana, trata-se de mais um capítulo do bloqueio e da pressão externa que, segundo o governo cubano, afeta diretamente a vida da população.
É justamente aí que está o impasse: as sanções miram a elite política, mas seus efeitos econômicos podem se espalhar por setores sensíveis, como turismo, mineração, finanças, transporte, energia e comércio internacional.
O que vem agora?
A nova lista não encerra a tensão. Pelo contrário: ela sinaliza que Washington pretende continuar aumentando o custo político e financeiro para a cúpula cubana.
De um lado, os EUA endurecem o discurso e fecham o cerco contra nomes ligados ao poder em Havana. Do outro, Cuba tenta transformar as sanções em argumento político interno contra o que chama de agressão estrangeira.
No meio dessa disputa, está a população cubana, que enfrenta apagões, escassez, inflação, transporte limitado e incerteza sobre o futuro do país.
A pergunta que fica é direta: essa nova pressão vai enfraquecer o regime cubano ou aprofundar ainda mais a crise vivida pelo povo da ilha?
E você, o que acha? As sanções dos EUA podem pressionar a cúpula cubana ou acabam atingindo mais a população? Comente sua opinião e compartilhe esta matéria para ampliar o debate.
Fontes: OFAC / Departamento do Tesouro dos EUA; Reuters; Associated Press; CNN Brasil; Poder360 e Agência Brasil.
Da Redação.
About The Author
Descubra mais sobre PodEmFocoNews
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.







