Espanha cala Mbappé e volta à final após 16 anos

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Subtítulo: Fúria anula o poderoso ataque francês, vence por 2 a 0 e fica a um jogo do bicampeonato mundial.

A França entrou em campo com Mbappé, Dembélé e um dos ataques mais temidos da Copa. Saiu de Dallas sem marcar, eliminada e obrigada a reconhecer uma realidade desconfortável: a Espanha foi superior do início ao fim.

Com organização, disciplina tática e eficiência, a seleção comandada por Luis de la Fuente venceu os franceses por 2 a 0, nesta terça-feira, 14 de julho, e garantiu vaga na final da Copa do Mundo de 2026.

Mikel Oyarzabal e Pedro Porro marcaram os gols que recolocaram a Fúria em uma decisão mundial depois de 16 anos. A última havia sido em 2010, quando a Espanha derrotou a Holanda e conquistou seu único título.

Agora, o país está a apenas uma vitória do bicampeonato.

O pênalti que mudou a semifinal

A Espanha começou valorizando a posse de bola, ocupando os espaços com inteligência e impedindo que a França acelerasse pelos lados do campo.

O equilíbrio terminou ainda no primeiro tempo.

Lamine Yamal atacou a área e foi atingido por Lucas Digne. O árbitro salvadorenho Iván Barton assinalou o pênalti, convertido por Mikel Oyarzabal aos 21 minutos.

O atacante bateu com segurança, deslocou Mike Maignan e abriu o caminho para a classificação espanhola.

O gol teve um efeito imediato. A Espanha ganhou confiança, enquanto a França passou a demonstrar dificuldades para construir jogadas e encontrar seus principais atacantes.

Mbappé desaparece diante da defesa espanhola

Kylian Mbappé chegou à semifinal cercado de expectativas e com a missão de conduzir a França à terceira final consecutiva de Copa do Mundo.

Mas o camisa 10 foi neutralizado.

A marcação espanhola reduziu os espaços, bloqueou as linhas de passe e obrigou o atacante a receber a bola longe das zonas mais perigosas. Segundo a cobertura da ESPN, Mbappé terminou a partida sem acertar uma finalização no gol.

A atuação discreta ganhou ainda mais peso porque o francês alcançou sua 21ª partida em Copas, superando Hugo Lloris como o jogador com mais aparições pela França no torneio.

Foi um recorde individual em uma noite de frustração coletiva.

Pedro Porro decreta o golpe final

Didier Deschamps tentou modificar a França no segundo tempo, aumentando a presença ofensiva e buscando mais velocidade.

A reação, porém, não aconteceu.

Aos 58 minutos, Pedro Porro tabelou com Dani Olmo, invadiu a área e finalizou na saída de Maignan. Uma jogada rápida, coletiva e precisa que resumiu a diferença entre as equipes.

De um lado, uma Espanha coordenada e consciente do que precisava fazer.

Do outro, uma França dependente de ações individuais e incapaz de transformar seu talento em pressão consistente.

Lamine Yamal ainda chegou a marcar o que seria o terceiro gol espanhol, mas o lance foi anulado por impedimento. Unai Simón também apareceu nos minutos finais para impedir qualquer tentativa de reação francesa.

A força do coletivo derruba o favoritismo francês

A semifinal apresentou uma lição clássica do futebol: nomes consagrados não substituem organização, trabalho coletivo e responsabilidade tática.

A França tinha estrelas suficientes para decidir qualquer partida. A Espanha, porém, mostrou um time mais compacto, disciplinado e preparado para controlar os momentos decisivos.

Luis de la Fuente conseguiu limitar Mbappé, Ousmane Dembélé, Michael Olise e os demais jogadores criativos franceses. A circulação de bola espanhola também retirou da França a possibilidade de atacar constantemente em velocidade.

Mesmo sem transformar a partida em uma goleada, a Fúria transmitiu a sensação de controle durante grande parte do confronto.

Após a eliminação, jogadores franceses como Rayan Cherki reconheceram que a Espanha tornou o duelo mais difícil do que a equipe imaginava. Mbappé também admitiu a superioridade do adversário.

Espanha vira algoz recorrente da França

A vitória não foi um episódio isolado.

Esta foi a terceira semifinal consecutiva em que a Espanha eliminou a França em grandes competições:

Eurocopa de 2024

A Espanha venceu por 2 a 1, com gols de Lamine Yamal e Dani Olmo, e avançou para conquistar o título europeu.

Liga das Nações de 2025

Em uma partida eletrizante, os espanhóis derrotaram os franceses por 5 a 4.

Copa do Mundo de 2026

Desta vez, o placar foi de 2 a 0, com domínio defensivo e poucas oportunidades concedidas à França.

Nos últimos dez confrontos entre as seleções, a Espanha venceu sete, enquanto a França conquistou apenas duas vitórias e houve um empate. O retrospecto recente reforça uma mudança importante na hierarquia do futebol europeu.

Uma muralha a caminho da decisão

A campanha espanhola também chama atenção pela solidez defensiva.

Em sete partidas nesta Copa, a equipe sofreu apenas um gol. Os resultados até a semifinal foram:

Espanha 0 x 0 Cabo Verde;
Espanha 4 x 0 Arábia Saudita;
Uruguai 0 x 1 Espanha;
Espanha 3 x 0 Áustria;
Portugal 0 x 1 Espanha;
Espanha 2 x 1 Bélgica;
França 0 x 2 Espanha.

A Espanha chega à decisão com seis partidas sem sofrer gols e a possibilidade de terminar o Mundial como uma das campeãs menos vazadas da história da competição.

Recorde histórico de invencibilidade

A vitória levou a seleção espanhola a 37 jogos consecutivos sem perder, igualando a sequência alcançada pela Itália entre 2018 e 2021.

A última derrota espanhola ocorreu em março de 2024, por 1 a 0, diante da Colômbia, em um amistoso disputado em Londres.

Desde então, foram 28 vitórias, nove empates, 94 gols marcados e 28 sofridos. A sequência começou quatro dias depois daquela derrota, no empate por 3 a 3 contra o Brasil.

Na final, a Espanha poderá estabelecer isoladamente a maior série invicta já registrada no futebol de seleções.

Uma geração jovem, mas sem medo da responsabilidade

Lamine Yamal representa o rosto mais conhecido da renovação espanhola, mas o sucesso da equipe vai muito além do jovem atacante.

Rodri oferece equilíbrio e liderança no meio-campo. Dani Olmo encontra espaços entre as linhas. Oyarzabal aparece nos momentos decisivos. Pedro Porro dá profundidade e força ofensiva pela lateral. Pau Cubarsí simboliza uma defesa jovem, mas extremamente madura.

Essa combinação mostra que a Espanha não depende de uma única estrela.

A seleção recuperou princípios tradicionais de sua escola — posse de bola, formação técnica e domínio territorial —, mas acrescentou intensidade, objetividade e maior capacidade defensiva.

Não é apenas uma equipe que mantém a bola. É um time que sabe por que, onde e quando utilizá-la.

O que acontece agora?

A Espanha disputará a final da Copa do Mundo no domingo, 19 de julho, às 16 horas, no MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey.

O adversário sairá da semifinal entre Argentina e Inglaterra.

A França disputará o terceiro lugar contra o perdedor desse confronto. A equipe de Didier Deschamps também precisará avaliar por que um elenco tão talentoso produziu tão pouco justamente em sua partida mais importante.

Para a Espanha, a missão está clara: transformar uma campanha histórica no segundo título mundial de sua história.

A Fúria está pronta para voltar ao topo?

A Espanha passou 16 anos distante de uma final de Copa. Voltou não por acaso, sorte ou brilho isolado, mas por uma combinação de planejamento, renovação, mérito esportivo e trabalho coletivo.

Diante da França, venceu a equipe mais estrelada porque foi a equipe mais preparada.

Agora resta a pergunta que decidirá esta Copa:

a Espanha confirmará sua superioridade na final ou o último obstáculo interromperá a campanha quase perfeita?


Na sua opinião, quem tem mais condições de impedir o bicampeonato espanhol: Argentina ou Inglaterra?
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Fontes: FIFA; Associated Press; Reuters; Diário do Poder; ge; ESPN Brasil; Euronews; The Guardian e UEFA.

Da Redação.

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