Vitória sobre o Egito expõe força ofensiva, falha defensiva e dúvida antes da estreia.
O Brasil venceu. Mas venceu convencendo?
No último amistoso antes da estreia na Copa do Mundo, a Seleção Brasileira bateu o Egito por 2 a 1, em Cleveland, nos Estados Unidos, com gols de Bruno Guimarães e Endrick. O placar dá moral. O roteiro, porém, deixou um aviso claro para Carlo Ancelotti: o Brasil tem repertório ofensivo, mas ainda carrega uma vulnerabilidade defensiva que pode custar caro no Mundial.
A partida foi disputada no Huntington Bank Field, diante de 64.311 torcedores, em clima de Copa. Era o último teste antes do duelo contra o Marrocos, marcado para sábado, 13 de junho, pela primeira rodada do Grupo C.
Começo elétrico: pressão, gol e susto
O Brasil começou como quem queria mandar recado.
Logo aos 7 minutos, Bruno Guimarães roubou a bola no campo ofensivo e abriu o placar. A jogada mostrou uma das marcas que Ancelotti tenta consolidar: pressão alta, agressividade e chegada rápida à área adversária.

Créditos: Rafael Ribeiro/CBF
Mas o entusiasmo durou pouco.
Aos 10 minutos, Marquinhos errou um recuo para Alisson, e Zico, atacante egípcio batizado com o apelido em homenagem ao ídolo brasileiro, aproveitou para empatar. Foi o tipo de falha que, em amistoso, vira alerta; em Copa do Mundo, pode virar eliminação.
O placar escondeu um Brasil que criou muito
Apesar do empate no primeiro tempo, o Brasil teve volume ofensivo.
Vini Jr., Raphinha e Igor Thiago criaram chances claras, mas pararam em boas defesas do goleiro Mostafa Shobeir e em decisões ruins no último passe. O ge apontou que a Seleção finalizou nove vezes no primeiro tempo, quatro delas na direção do gol, enquanto o Egito teve apenas uma finalização — justamente a que virou gol.
Esse é o ponto central: o Brasil controlou boa parte do jogo, mas não matou a partida quando teve chance.
E Copa do Mundo costuma punir exatamente isso.
Endrick entra e muda o jogo
No intervalo, Ancelotti promoveu uma série de mudanças. Entraram nomes como Weverton, Bremer, Léo Pereira, Fabinho, Danilo Santos, Luiz Henrique, Matheus Cunha e Endrick. A ideia era clara: testar o grupo e observar alternativas reais para a competição.

Logo no começo do segundo tempo, Raphinha apareceu pela esquerda e serviu Endrick, que finalizou para fazer 2 a 1.
O jovem atacante, hoje no Lyon por empréstimo do Real Madrid, marcou o gol da vitória e voltou a colocar seu nome no centro da conversa sobre a Seleção. Para um jogador que disputa espaço em um ataque estrelado, decidir o último amistoso antes da Copa é mais do que estatística: é argumento.
O alerta chamado Wesley
Nem tudo foi festa.
Ainda no primeiro tempo, Wesley sentiu dores na região da virilha esquerda e deixou o campo chorando, sendo substituído por Danilo. A imagem preocupa porque acontece a poucos dias da estreia no Mundial.
Até nova avaliação médica, o caso coloca mais pressão sobre Ancelotti na montagem da equipe. A lateral direita, que já era uma posição observada de perto, pode virar dor de cabeça justamente na semana de abertura da Copa.
O que Ancelotti ganha com a vitória?
A vitória dá confiança. Mas, acima de tudo, dá material.
O Brasil mostrou variações ofensivas, pressão na saída de bola, mobilidade entre Vini Jr., Raphinha, Paquetá e Bruno Guimarães, além de alternativas com Endrick, Luiz Henrique e Matheus Cunha. Segundo análise do ge, a Seleção deixou mais certezas do que dúvidas, mas ainda precisa corrigir a sequência de jogos sofrendo gols.
O dado incômodo: o Brasil chegou ao sétimo jogo consecutivo sofrendo gol. Para uma equipe que sonha com título mundial, esse número não pode ser tratado como detalhe.
E o Egito? Também saiu com respostas
Do outro lado, o Egito de Hossam Hassan também usou o amistoso como preparação para a Copa. A seleção africana estreia contra a Bélgica, no Grupo G, e ainda enfrentará Nova Zelândia e Irã. Mohamed Salah jogou o segundo tempo e, segundo o técnico egípcio, está pronto para a competição após período de reabilitação.
Hassan lamentou a derrota, mas elogiou a atuação da equipe diante do Brasil, que classificou como uma das maiores seleções do mundo.
Veja os melhores momentos:
O próximo capítulo: Marrocos
Agora não tem mais teste.
O Brasil estreia na Copa do Mundo contra o Marrocos no sábado, 13 de junho, no estádio de New Jersey. Depois, enfrenta Haiti e Escócia na fase de grupos.
A pergunta que fica é direta: o Brasil chega forte ou chega exposto?
Porque contra o Egito, a Seleção mostrou talento para decidir. Mas também mostrou que uma falha pode mudar o jogo em poucos segundos.
E na Copa, poucos segundos costumam separar o favorito do eliminado.
E você, torcedor: o Brasil chega como favorito real ao título ou essa defesa ainda preocupa demais? Comente sua opinião e compartilhe essa análise com aquele amigo que já está em clima de Copa.
4 — Fonte: CBF.
Da Redação.
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