Portugal atropelou, Inglaterra travou e o Brasil entra pressionado em Miami.
A Copa do Mundo de 2026 acaba de virar a chave.
Se alguém ainda achava que a fase de grupos estava em ritmo de aquecimento, o 13º dia do Mundial tratou de jogar gasolina no torneio: Cristiano Ronaldo fez história, Portugal goleou, a Inglaterra emperrou, a Colômbia carimbou vaga e o Brasil entra em campo com pressão máxima contra a Escócia.
O recado foi claro: acabou a fase do “vamos ver”. Agora, cada erro pode custar caro.
O dia em que CR7 respondeu com gols
Cristiano Ronaldo entrou em campo cercado por dúvidas, críticas e comparações inevitáveis. Saiu dele com dois gols, recorde histórico e uma frase que resume o tamanho do momento: “estou de volta”.
Portugal atropelou o Uzbequistão por 5 a 0, em Houston, e transformou uma estreia morna contra a RD Congo em resposta contundente. Ronaldo marcou duas vezes, Nuno Mendes também deixou o dele, Rafael Leão fechou a conta e ainda houve gol contra do goleiro uzbeque.

Mais do que o placar, o impacto está no símbolo: CR7 se tornou o primeiro jogador a marcar em seis edições diferentes de Copa do Mundo.
Aos 41 anos, ele não apenas entrou na história. Ele bagunçou a narrativa de quem já tratava sua presença como peso morto.
Portugal mudou de patamar?
A goleada não garante título, claro. Mas muda o ambiente.
Portugal agora chega mais leve, mais perigoso e mais confiante para a sequência do Grupo K. O time de Roberto Martínez mostrou repertório, força ofensiva e, principalmente, poder de reação depois de um início questionado.
O ponto de atenção é simples: contra uma seleção mais forte, Portugal terá o mesmo controle emocional? Ou o 5 a 0 foi mais resposta individual de Ronaldo do que afirmação coletiva?
Essa é a pergunta que fica.
Inglaterra tropeça feio contra Gana
Enquanto Portugal acelerou, a Inglaterra travou.
O empate em 0 a 0 contra Gana virou um alerta para Thomas Tuchel. A seleção inglesa teve dificuldade para furar um sistema defensivo disciplinado, viu o adversário crescer na organização e deixou escapar a chance de encaminhar a classificação com autoridade.

Gana, por outro lado, saiu de campo com moral. Não foi um empate qualquer: foi um empate com cara de resistência, planejamento e maturidade competitiva.
Para a Inglaterra, o problema não é só o placar. É a sensação de que o time tem nomes grandes, mas ainda procura uma identidade realmente dominante.
Colômbia confirma força e vai ao mata-mata
A Colômbia venceu a RD Congo por 1 a 0 e confirmou vaga na fase de 32 equipes.
O gol de Daniel Muñoz no segundo tempo foi suficiente para derrubar a resistência do goleiro Lionel Mpasi, que vinha segurando o jogo com grandes defesas.

A seleção colombiana não fez uma exibição perfeita, mas fez o que time competitivo precisa fazer em Copa: sofreu pouco, insistiu muito e resolveu no momento decisivo.
Com duas vitórias em dois jogos, a Colômbia mostra que não está no Mundial para ser coadjuvante.
Croácia respira; Panamá cai
A Croácia venceu o Panamá por 1 a 0, com gol de Ante Budimir, e manteve viva a esperança de classificação no Grupo L.
Foi uma vitória apertada, sem brilho exagerado, mas fundamental. Para o Panamá, a derrota significou eliminação. Para os croatas, significou sobrevivência.

A Croácia ainda está longe de convencer como em campanhas recentes, mas segue sendo aquele tipo de seleção que ninguém gosta de enfrentar em jogo decisivo: experiente, cascuda e acostumada a sofrer.
E o Brasil? A pressão agora é em Miami
O 13º dia da Copa também aumentou o peso sobre o Brasil.
A Seleção fecha a fase de grupos contra a Escócia, nesta quarta-feira, às 19h, no Estádio de Miami. Depois do empate com Marrocos e da vitória sobre o Haiti, o time de Carlo Ancelotti entra em campo buscando liderança, confiança e uma atuação que convença o torcedor.
O detalhe que muda o clima: Neymar está à disposição.

Ancelotti confirmou que o camisa 10 treinou bem, mas ainda não garantiu se ele começa jogando. Raphinha está fora por lesão, e isso abre espaço para mudanças importantes no ataque brasileiro.
Ou seja: não é apenas um jogo de classificação. É um teste de identidade.
O que está realmente em jogo?
A pergunta que move a rodada é maior que os placares.
Portugal provou que ainda tem um protagonista histórico. A Inglaterra mostrou que favoritismo sem fluidez não assusta ninguém. A Colômbia confirmou consistência. A Croácia sobreviveu. E o Brasil chega pressionado a mostrar que pode ser mais do que um elenco estrelado.
A Copa entrou naquela fase em que as seleções começam a revelar quem tem casca emocional.
E, por enquanto, uma coisa ficou evidente: nome pesa, mas desempenho pesa mais.
Raio-x do dia 13 da Copa
Portugal 5 x 0 Uzbequistão
Cristiano Ronaldo marcou duas vezes e virou o primeiro jogador a fazer gol em seis Copas.
Inglaterra 0 x 0 Gana
Gana segurou uma das favoritas e expôs a falta de criatividade inglesa.
Colômbia 1 x 0 RD Congo
Daniel Muñoz decidiu, e os colombianos avançaram ao mata-mata.
Panamá 0 x 1 Croácia
Budimir salvou a Croácia e eliminou o Panamá.
Brasil x Escócia no radar
Seleção joga em Miami pressionada por liderança, desempenho e possível retorno de Neymar.
E você, torcedor: o Brasil chega forte para o mata-mata ou ainda está devendo futebol?
Comente sua opinião e envie esta matéria para aquele amigo que ainda acha que a Copa só começa nas oitavas.
Confira as partidas de hoje 24 de junho (horário de Brasília)
16h Bósnia e Herzegovina x Qatar (Grupo B)
16h Suíça x Canadá (Grupo B)
19h Marrocos x Haiti (Grupo C)
19h Escócia x Brasil (Grupo C)
22h Tchéquia x México (Grupo A)
22h África do Sul x Coreia do Sul (Grupo A)
Fontes: FIFA.
Da Redação.
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