Capacitação eleva qualidade do cuidado à endometriose em Limeira

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Profissionais da saúde da rede pública recebem treinamento para diagnóstico e acolhimento eficaz

A Secretaria de Saúde de Limeira promoveu, uma capacitação intitulada “Manejo da Endometriose na Atenção Primária” dirigida a médicos e enfermeiros da rede municipal. O evento, realizado no Espaço Elo — dentro do Pátio Limeira Shopping — marca o primeiro passo de uma nova fase de atenção integral à saúde da mulher na cidade.

Novo programa municipal: “Cólica Não é Normal”

A ação atende à Lei Municipal nº 7.158/2025, de autoria da Bruna Magalhães, que instituiu o programa municipal de atenção integral às mulheres com endometriose, batizado de “Cólica Não é Normal”. O programa prevê: promoção da saúde, diagnóstico precoce, tratamento, acompanhamento humanizado e formação contínua dos profissionais de saúde.

Também estiveram presentes autoridades como o prefeito Murilo Félix, o secretário de Saúde Alexandre Ferrari e a diretora de Atenção Primária à Saúde, Denise Ferro.

Por que a capacitação é crucial

A médica especialista apresentada no encontro, Nathália Freitas, lembrou que a endometriose é uma doença crônica que pode provocar dor pélvica, fadiga, alterações intestinais, cólicas intensas, dor durante a relação sexual e infertilidade — e, em alguns casos, os sintomas persistem mesmo após a menopausa. A enfermidade pode atingir órgãos além do útero, como bexiga, intestino e ligamentos pélvicos.

Freitas alertou para um problema grave: o diagnóstico costuma atrasar de 7 a 10 anos. Isso se deve à demora na identificação, à falta de orientação profissional e ao descrédito frequente das queixas das pacientes — falhas documentadas em estudos internacionais.

Dados alarmantes e crescente demanda

Segundo dados apresentados na capacitação, os atendimentos à endometriose pela rede pública federal via SUS mais do que dobraram — de 82.693 em 2022 para 145.744 em 2024, um aumento de 76%.

Além disso:

A endometriose afeta cerca de 1 em cada 10 mulheres em idade reprodutiva.

Entre 30% e 50% dessas mulheres podem desenvolver infertilidade.

Estima-se que entre 7 e 8 milhões de brasileiras convivam com a doença.

Esses números reforçam a urgência de ampliar o acesso a diagnóstico e tratamento, especialmente na Atenção Primária — porta de entrada para muitas mulheres.

O que muda agora

Com a capacitação e o novo programa, a expectativa é de:

Diagnósticos mais precoces;

Acolhimento humanizado às mulheres que procuram atendimento;

Redução da demora na identificação da doença;

Maior preparo das UBSs (Unidades Básicas de Saúde) como ponto de referência;

Ampliação da rede de cuidado especializado para casos que demandem encaminhamento.

O secretário Alexandre Ferrari afirmou que o encontro é apenas o início de uma série de formações voltadas à saúde da mulher. A diretora Denise Ferro reforçou que mulheres que apresentarem sintomas devem procurar a UBS mais próxima.


Compartilhe esta matéria. Se você é mulher — ou conhece alguém — fique atenta: cólica forte, dor constante ou sintomas persistentes não são “normais”. Procure a UBS mais próxima e exija atenção.

Fonte: Governo de Limeira.

Da redação.

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