CIW volta em setembro com startups, investidores, universidades e uma disputa por inovação e negócios.
Campinas já tem data marcada para tentar ocupar, mais uma vez, o centro das atenções no mapa brasileiro da inovação. O Campinas Innovation Week 2026, conhecido como CIW, será realizado entre 14 e 18 de setembro, com promessa de estrutura ampliada, programação voltada à tecnologia, geração de negócios, conexão entre empresas, startups, universidades e investidores.
O anúncio foi apresentado durante o evento “Countdown”, realizado no Prédio do Relógio, no Pátio Ferroviário, reunindo representantes do poder público, empresas, universidades e instituições ligadas ao ecossistema de ciência, tecnologia e inovação.
A notícia parece apenas uma confirmação de calendário. Mas não é. Por trás dela existe uma movimentação estratégica: Campinas quer transformar o CIW em uma vitrine nacional para negócios, tecnologia, investimentos e posicionamento institucional.
O evento que quer colocar Campinas no centro do debate nacional
Segundo a divulgação oficial, o CIW 2026 vai reunir empresas, startups, investidores, universidades e especialistas em uma programação voltada à inovação, tecnologia e geração de negócios. A realização é da Prefeitura de Campinas, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Inovação, com execução da Associação Comercial e Industrial de Campinas — ACIC.
O prefeito Dário Saadi afirmou que Campinas é reconhecida como um dos principais polos de ciência, tecnologia e inovação do Brasil, e destacou que o evento reforça esse posicionamento ao conectar empresas, universidades e talentos em um ambiente de desenvolvimento e negócios.
A secretária Adriana Flosi também tratou o CIW como uma plataforma de articulação. Para ela, o evento cria oportunidades concretas de negócios, fortalece parcerias, estimula o empreendedorismo e amplia a presença de Campinas em agendas estratégicas de inovação.
O que muda em 2026?
A nova edição terá cinco grandes frentes temáticas. A ideia é organizar a programação em áreas que conectam ciência, negócios, impacto social, conectividade e relações globais.
Os eixos anunciados são:
1. Ecossistema, Ciência e Políticas Públicas
Com os embaixadores Professor Newton, do CMCTI, e Professor Yogui, da Blue Rock Brasil.
2. Negócios, Investimento e Varejo
Com José Rubens Urbini Jr., da Venture Hub; Williana Souza, do Sebrae; Daniel Ramos, do Inovabra/Khanum; Ronald Nossig, da Varejo 180°; Alexandre Caramaschi, da Brasil GEO; e Marcos Freire Gurgel, da Well Hub.
3. Impacto, Pessoas e Experiência — O Legado Social
Com Thaís Colicchio, da Coalizão Pelo Impacto, e Cristiano Franco, da Inspand.
4. Conectividade
Com Edson Rigonnati, da Astella, e Cassio Spina, da Anjos do Brasil.
5. Conexões Globais
Com Mariana Zanatta, da Unicamp.
Esses nomes indicam uma tentativa clara de fazer o evento sair do discurso genérico de “inovação” e entrar em temas mais estratégicos: investimento, varejo, impacto social, conectividade, internacionalização e política pública.

Não é só palestra: o jogo é negócio
O site oficial do CIW afirma que a edição de 2026 acontecerá de 14 a 18 de setembro, no Pátio Ferroviário, e promete uma arena de inovação com mais de 3 mil m², quatro palcos interativos, telões de alta definição e experiências imersivas.
Entre as ativações previstas na plataforma oficial aparecem Rodada de Negócios, Startup Village, Global Hub, Espaço ACIC, experiências com realidade virtual, robôs interativos, podcast ao vivo e cobertura de imprensa.
Esse é o ponto que mais interessa para empresários da região: o CIW não quer ser apenas um evento bonito para foto. A proposta é gerar conexão comercial, aproximar startups de investidores, colocar empresas tradicionais em contato com novas tecnologias e abrir espaço para negócios reais.
Na edição de 2025, a Rodada de Negócios foi anunciada com expectativa de reunir 480 participantes em três sessões no Green Stage, com dinâmica de pitch de 40 segundos e troca de contatos entre empresários. A ACIC também destacou que seu programa AC Networking já movimentou mais de R$ 81 milhões em negócios entre empresas participantes ao longo de oito anos.
Por que Campinas tem peso nessa conversa?
Campinas não está tentando entrar no mapa da inovação do zero. A cidade já possui uma concentração forte de universidades, centros de pesquisa, ambientes de inovação e empresas ligadas à tecnologia.
Em abril de 2026, a Unicamp reuniu lideranças da própria universidade, da PUC-Campinas, do CNPEM e do CPqD para discutir estratégias de fortalecimento do ecossistema de inovação e pesquisa no país. O encontro tratou da aproximação entre instituições acadêmicas, centros de pesquisa e agendas conjuntas para dar mais visibilidade à produção científica e tecnológica da região.
Outro dado importante: o ecossistema Mescla, da PUC-Campinas, foi credenciado no Sistema Paulista de Parques Tecnológicos, e a própria universidade destacou que a medida coloca a instituição entre polos estratégicos de ciência e tecnologia. O prefeito Dário Saadi afirmou, na ocasião, que Campinas já é referência nacional em ciência, tecnologia e inovação.
A PUC-Campinas também informou que o CIW 2025 esperava receber 18 mil pessoas, com 70 horas de conteúdo, quase 200 palestrantes e expectativa de movimentar cerca de R$ 60 milhões em rodadas de negócios, segundo a Prefeitura de Campinas.
O lado estratégico: quem participa pode sair na frente
A leitura fria é simples: o CIW 2026 será uma vitrine.
Para startups, pode ser chance de ganhar visibilidade, atrair investidores e validar soluções. Para empresas tradicionais, pode funcionar como porta de entrada para automação, inteligência artificial, varejo inteligente, ESG, conectividade e novas parcerias.
Para universidades, o evento ajuda a transformar pesquisa em aplicação prática. Para Campinas, fortalece a imagem de cidade tecnológica. E para investidores, abre uma vitrine regional de talentos, ideias e negócios.
O alerta: inovação sem aplicação vira palco vazio
O grande desafio do CIW 2026 será provar que inovação não é apenas discurso bonito, painel cheio e foto institucional.
O evento será mais relevante se conseguir transformar conexões em contratos, ideias em projetos, startups em negócios sustentáveis e universidades em pontes reais com o mercado.
Campinas tem estrutura, instituições e nomes para isso. Agora, a pergunta que fica é: o CIW 2026 será apenas mais um grande evento de tecnologia ou será o ponto de virada para acelerar negócios na região?
Você acha que Campinas tem força para se tornar uma das capitais brasileiras da inovação?
Comente sua opinião e marque aquele empreendedor que precisa ficar de olho no CIW 2026.
Fonte: ACIC Campinas.
Da Redação.
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