Investigação encontrou fundos “sem saldo e sem liquidez” em Bahamas e Jersey, e crise reacende disputa regulatória no Brasil.
Uma investigação liderada pelo Banco de Brasília (BRB) desencadeou um novo capítulo na crise do Banco Master, revelando que fundos oferecidos pela instituição como parte de uma tentativa de solução não tinham liquidez nem saldo verificável — ou seja, eram essencialmente fundos “fantasmas”, localizados em paraísos fiscais como Bahamas e Ilha de Jersey.
A descoberta que mudou o jogo
Durante uma auditoria minuciosa nos fundos oferecidos pelo Master ao BRB, visando substituir carteiras problemáticas, a equipe encontrou ausência de ativos reais nesses investimentos no exterior.
Em Jersey, não foram localizados ativos desde 2023.
Nas Bahamas, não havia títulos do Tesouro dos EUA nem ações de grandes empresas, contrariando relatórios apresentados anteriormente.
Essa constatação crítica ocorreu pouco antes do Banco Central barrar a compra do Banco Master pelo BRB e decretar a liquidação extrajudicial da instituição, em novembro de 2025.
O contexto maior: fraude e investigação federal
O caso Master não se resume à descoberta de fundos sem liquidez. Ele é parte de uma investigação maior que envolve possíveis irregularidades na venda de carteiras de crédito consignado avaliadas em cerca de R$ 12 bilhões, parte do qual teria sido repassada ao BRB.
A Polícia Federal, no âmbito da Operação Compliance Zero, tem intimado ex-executivos do Master e do BRB a prestar novos depoimentos, incluindo o dono do banco, Daniel Vorcaro, e o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.
Esses depoimentos estão sob a relatoria do ministro Dias Toffoli, no Supremo Tribunal Federal (STF), e podem definir se houve fraude deliberada na tentativa de mascarar ativos ilegítimos e ludibriar reguladores e compradores.
Impacto econômico e regulatório
A repercussão do caso tem sido intensa:
A liquidação do Banco Master pelo Banco Central foi uma resposta direta às irregularidades detectadas, com impactos significativos no mercado financeiro nacional.
O Tribunal de Contas da União (TCU) está analisando documentos relacionados à liquidação, sinalizando um escrutínio ainda mais profundo sobre decisões regulatórias.
A maneira como fundos sem liquidez foram apresentados levanta questões sobre supervisão, governança e riscos sistêmicos dentro do setor bancário brasileiro.
O que está por vir?
A investigação segue sob sigilo e com muitos pontos em aberto. Entre as questões cruciais estão:
- Qual o real valor dos ativos envolvidos?
- Houve conluio ou má-fé na operação entre BRB e Banco Master?
- Que responsabilidades legais poderão recair sobre executivos e gestores?
As respostas a essas perguntas podem redefinir como instituições brasileiras conduzem transações de alto risco e supervisionam ativos internacionais.
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Fontes: Revista Oeste, Money Report e InfoMoney.
Da Redação.
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