Argentina vira no fim e destrói sonho da Inglaterra

capaargentina
Compartilhe o nosso artigo

Messi cria o golpe final, Lautaro decide e a campeã avança para enfrentar a Espanha

A Inglaterra esteve a poucos minutos de voltar à final de uma Copa do Mundo depois de seis décadas. Mas, quando o relógio apertou, Lionel Messi encontrou espaço, a Argentina mostrou força de campeã e transformou o sonho inglês em mais uma dolorosa eliminação.

Em uma semifinal marcada pela tensão, pela rivalidade histórica e por uma reviravolta nos minutos finais, a Argentina venceu a Inglaterra por 2 a 1, nesta quarta-feira, 15 de julho, em Atlanta, e garantiu presença na decisão da Copa do Mundo de 2026.

Anthony Gordon abriu o placar para os ingleses aos 55 minutos. Enzo Fernández empatou aos 86, e Lautaro Martínez marcou, já nos acréscimos, o gol que colocou os argentinos diante da Espanha na grande final.

Não foi apenas uma vitória.

Foi uma reação construída quando a Inglaterra acreditava ter o jogo sob controle — e um novo capítulo de uma rivalidade que atravessa gerações, decisões de arbitragem, provocações históricas e até conflitos políticos.

A Inglaterra fez o mais difícil — mas recuou cedo demais

O primeiro tempo foi travado, físico e com pouquíssimo espaço para criação.

As duas seleções entraram em campo demonstrando mais preocupação em neutralizar o adversário do que em assumir riscos. Segundo o relato da partida, a Inglaterra terminou a etapa inicial com apenas 0,05 de gols esperados, contra 0,03 da Argentina.

O cenário mudou aos 55 minutos.

Após uma jogada iniciada por Harry Kane e trabalhada pelo lado direito, Morgan Rogers cruzou para Anthony Gordon. O atacante ganhou a posição diante de Nahuel Molina e finalizou de perto, colocando a Inglaterra em vantagem.

Naquele instante, os ingleses enxergaram uma oportunidade histórica.

A seleção não chegava a uma final de Copa do Mundo desde o título de 1966. Com a vantagem no placar e uma defesa até então segura, o caminho parecia aberto.

Mas Thomas Tuchel tomou uma decisão que mudou o rumo da semifinal.

A mudança de Tuchel que convidou a Argentina para atacar

Na reta final, o treinador inglês retirou Gordon e colocou o zagueiro Ezri Konsa, formando uma linha de cinco defensores.

A intenção era evidente: fechar os espaços, proteger a vantagem e administrar os últimos minutos.

O efeito foi o contrário.

A Inglaterra perdeu capacidade de reter a bola, deixou de ameaçar o gol de Emiliano Martínez e passou a enfrentar uma pressão quase contínua. A Argentina avançou suas linhas e transformou o fim da partida em um ataque contra defesa.

A escolha de Tuchel pode ser apontada como o grande ponto de ruptura do confronto.

Até aquele momento, os ingleses conseguiam competir fisicamente, pressionar o portador da bola e impedir que Messi recebesse em condições favoráveis. Depois da alteração, porém, a equipe passou a defender cada vez mais perto de Jordan Pickford.

Contra uma seleção acostumada a disputar decisões, oferecer campo e iniciativa nos minutos finais foi um risco alto demais.

Enzo acerta o golpe que muda tudo

A pressão argentina produziu o empate aos 86 minutos.

Depois de uma cobrança curta de escanteio envolvendo Lionel Messi, a bola chegou a Enzo Fernández. O meio-campista finalizou com força e venceu Pickford, recolocando a Argentina na partida quando a Inglaterra já começava a acreditar na classificação.

O empate atingiu diretamente o emocional inglês.

A equipe, preparada para resistir por mais alguns minutos, precisou reorganizar às pressas uma estratégia que havia sido montada exclusivamente para conservar o resultado.

A Argentina sentiu o momento.

Alexis Mac Allister ainda acertou a trave, aumentando a sensação de que a virada estava próxima. A Inglaterra já não conseguia sair de seu campo nem diminuir o ritmo do adversário.

Messi encontra Lautaro e encerra o sonho inglês

O lance decisivo começou novamente com Lionel Messi.

Aos 39 anos, o camisa 10 não precisou marcar para definir a semifinal. Após recuperar a jogada pelo lado direito, ele encontrou espaço e levantou a bola na área.

Lautaro Martínez apareceu livre e cabeceou para o gol, completando a virada argentina nos acréscimos.

O atacante havia começado no banco de reservas.

Sua entrada deu mais presença à Argentina dentro da área e acabou premiada com o gol mais importante da partida.

Para Messi, a assistência reforçou o papel central que ele continua exercendo na seleção. Antes da semifinal, o capitão argentino acumulava oito gols no torneio e já havia se tornado o maior artilheiro da história das Copas, com 21 gols, segundo levantamento da Associated Press.

A Argentina não depende apenas de Messi.

Mas, quando o jogo exige uma decisão em segundos, ainda é ao camisa 10 que o time recorre.

Bellingham não conseguiu assumir o controle

Do outro lado estava Jude Bellingham, tratado antes da partida como o principal contraponto ao protagonismo de Messi.

O jogador do Real Madrid chegou à semifinal com seis gols na competição, incluindo atuações decisivas contra México e Noruega. Ao lado de Harry Kane, ele havia liderado a campanha inglesa até as semifinais.

Contra a Argentina, porém, Bellingham encontrou dificuldades para receber entre as linhas e acelerar o jogo.

A marcação argentina reduziu seus espaços, e a estratégia mais defensiva adotada pela Inglaterra no fim também afastou o meio-campista das zonas onde poderia decidir.

A semifinal anunciada como “Messi contra Bellingham” acabou sendo definida pela capacidade coletiva argentina de resistir, pressionar e aproveitar o momento de fragilidade do adversário.

Uma rivalidade que nunca foi apenas futebol

Argentina e Inglaterra carregam um dos confrontos mais intensos da história das Copas.

Em 1966, os ingleses eliminaram os argentinos em uma partida marcada pela expulsão de Antonio Rattín. Em 1986, Diego Maradona marcou o polêmico gol conhecido como “Mão de Deus” e, minutos depois, fez um dos gols mais célebres da história do futebol.

Em 1998, David Beckham foi expulso depois de uma reação contra Diego Simeone, e a Argentina avançou nos pênaltis. Em 2002, Beckham respondeu marcando o gol da vitória inglesa na fase de grupos.

O confronto também é inevitavelmente influenciado pela disputa envolvendo as Ilhas Malvinas — chamadas de Falkland Islands pelo Reino Unido — e pela guerra travada entre os dois países em 1982.

Jogadores e treinadores tentaram tratar a semifinal como uma partida normal.

A história, no entanto, estava presente nas arquibancadas, nas provocações e na pressão que acompanhou cada disputa de bola.

Campeã mostra força para sobreviver

A Argentina esteve atrás do placar até os 86 minutos.

Mesmo assim, não abandonou o jogo, não perdeu completamente a organização e continuou buscando alternativas ofensivas.

Essa capacidade de permanecer competitiva em situações adversas ajuda a explicar por que a equipe chega novamente à decisão.

Não foi uma atuação perfeita.

Durante boa parte do confronto, a seleção argentina encontrou dificuldades para criar oportunidades claras. Messi foi constantemente cercado, Julián Álvarez teve pouco espaço e a defesa inglesa venceu grande parte dos duelos iniciais.

Mas campeonatos também são decididos por maturidade, leitura do momento e resistência emocional.

Quando a Inglaterra recuou, a Argentina avançou.

Quando o adversário demonstrou insegurança, a equipe de Lionel Scaloni aumentou a pressão.

E quando surgiu a oportunidade decisiva, Messi e Lautaro não perdoaram.

Inglaterra volta a encarar seus velhos fantasmas

A eliminação abre mais uma investigação interna no futebol inglês.

A equipe chegou longe, apresentou força competitiva e esteve muito perto da final. Ainda assim, voltou a falhar no momento em que precisava controlar emocionalmente uma partida decisiva.

A Inglaterra não perdeu apenas porque recuou.

Perdeu porque, depois de recuar, não conseguiu contra-atacar, manter a posse, esfriar o jogo ou impedir que a Argentina ocupasse sua área.

O futebol inglês possui uma das ligas mais ricas, jogadores valorizados e estrutura de alto nível. Mas a seleção continua carregando uma longa sequência de frustrações em grandes torneios.

A geração de Kane e Bellingham permanece talentosa.

A pergunta incômoda é se esse talento será suficiente para quebrar um bloqueio que já dura décadas.

Argentina encara a Espanha pelo título

Com a classificação, a Argentina enfrentará a Espanha na final da Copa do Mundo de 2026.

A seleção espanhola garantiu sua vaga ao derrotar a França por 2 a 0 na outra semifinal. A decisão está programada para domingo, 19 de julho, no estádio de Nova York/Nova Jersey.

O duelo reunirá duas escolas diferentes.

De um lado, uma Espanha técnica, organizada e capaz de controlar longos períodos com a bola. Do outro, uma Argentina experiente, intensa e acostumada a sobreviver quando a partida se aproxima do limite.

Para Messi, será mais uma chance de ampliar uma trajetória histórica.

Para a Argentina, será a oportunidade de conquistar duas Copas consecutivas e confirmar uma era de domínio.

Para a Inglaterra, restará analisar como uma classificação praticamente nas mãos desapareceu em poucos minutos.

A campeã mundial foi pressionada, sofreu e quase caiu.

Mas permaneceu viva.

E, quando a Inglaterra olhou para o relógio esperando o fim, a Argentina enxergou tempo suficiente para mudar a história.


A Inglaterra perdeu por excesso de cautela ou a Argentina venceu pela força de campeã?
Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe esta matéria com aquele amigo que acreditava que os ingleses finalmente voltariam à final.

Fonte: FIFA

Da Redação.

Compartilhe o nosso artigo

Descubra mais sobre PodEmFocoNews

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.