Leleco começou no Djaniro Pedroso e voltou campeão após temporada histórica
Ele não saiu de uma superestrutura milionária. Não nasceu em vitrine internacional. Não apareceu pronto.
Leandro Campos de Oliveira Junior, o Leleco, saiu de onde muitos talentos brasileiros começam: de uma escolinha pública, de uma quadra municipal, de treino repetido, de disciplina e de uma escolha que muda destinos.
Revelado na escolinha da Seme, a Secretaria Municipal de Esportes de Santa Bárbara d’Oeste, o central barbarense de 25 anos realizou um sonho que muitos atletas perseguem a vida inteira: jogar fora do Brasil. Na última temporada, ele defendeu o OK Stip UGD, da Macedônia do Norte, e ajudou a equipe a conquistar títulos locais.
Mas a história de Leleco não é só sobre vôlei. É sobre base, mérito, renúncia e oportunidade.
O começo: uma quadra, um escadão e uma decisão
Leleco começou no vôlei aos 15 anos, em Santa Bárbara d’Oeste. O palco inicial foi o Ginásio “Djaniro Pedroso”, no Centro, espaço que hoje carrega parte da memória esportiva do atleta.
Segundo relato publicado pela Prefeitura, ele começou mais para ocupar o tempo e se divertir. Depois, veio o gosto pelo esporte. Depois, a dedicação. Depois, a renúncia.
É aí que a história muda de patamar.
Porque talento sem rotina vira promessa esquecida. Talento com disciplina vira carreira.
Quem é Leleco?
Leandro Campos de Oliveira Junior atua como central. Registros especializados do Jornal do Vôlei apontam passagens por Seme/Santa Bárbara d’Oeste, Pinheiros, Vôlei Renata, São José Vôlei e Vila Nova/Universo, além de participação na Seleção Brasileira Sub-19.
O Vôlei Renata também registrou Leandro Campos de Oliveira Júnior entre os aprovados na peneira de 2017 para o time infanto Sub-19, como central.
Ou seja: antes de aparecer na Europa, houve caminho. Houve base. Houve filtro. Houve competição.
A virada internacional
Na Macedônia do Norte, Leleco defendeu o OK Stip UGD. A Confederação Europeia de Voleibol lista o brasileiro no elenco da equipe na CEV Challenge Cup 2026 como “middle blocker”, com 1,96 m, nacionalidade brasileira e ano de nascimento 2001.
A própria CEV também registrou Leandro entre os atletas relacionados do UGD Stip em partida contra o Allianz Milano, pela Challenge Cup, no dia 6 de janeiro de 2026, na Itália.
E não foi participação simbólica. O site oficial do PowerVolley Milano destacou o jovem brasileiro como um dos centrais do time macedônio, citando sua capacidade de salto e desempenho em jogos anteriores, incluindo 17 pontos em uma partida e oito bloqueios no confronto contra Oslo.
O peso dos títulos
A imprensa da Macedônia registrou que o Štip UGD conquistou o título nacional masculino em abril de 2026, ao vencer o Borec por 3 a 0 no terceiro jogo da final, fechando a série com três vitórias. A publicação também afirma que o clube confirmou a chamada “dobradinha”, com título da liga e do copo nacional na temporada.
Essa informação reforça o tamanho da temporada vivida por Leleco: não foi apenas uma aventura internacional. Foi uma passagem por um elenco campeão.
Antes da Europa, o Brasil já tinha visto esse nome
Em 2019, Leleco disputou o Mundial Sub-19 na Tunísia pela Seleção Brasileira, competição em que o Brasil terminou na nona colocação, segundo a Prefeitura de Santa Bárbara d’Oeste. No mesmo ano, também defendeu a Seleção Paulista na conquista do Campeonato Brasileiro de Seleções.
É o tipo de trajetória que mostra uma coisa incômoda e poderosa: o alto rendimento não começa no alto rendimento.
Começa no bairro. Começa na escolinha. Começa no professor que insiste. Começa na família que apoia. Começa no atleta que entende cedo que sonho sem sacrifício é só desejo.
O retorno ao Djaniro Pedroso
De férias, Leleco voltou a Santa Bárbara d’Oeste e visitou o Ginásio “Djaniro Pedroso”, onde começou a trajetória. Segundo a Prefeitura, o jogador afirmou que o local traz lembranças da infância, dos amigos, da família assistindo aos jogos e dos primeiros treinos.
Essa volta tem força simbólica.
Porque quando um atleta sai de uma quadra municipal e volta campeão, ele não volta sozinho. Ele traz uma mensagem para todos os meninos e meninas que ainda estão começando:
é possível.
O que essa história revela sobre Santa Bárbara?
A trajetória de Leleco escancara um ponto que precisa ser levado a sério: esporte de base não pode ser tratado como enfeite de governo, nem como atividade secundária para “ocupar criança”.
Quando bem conduzido, o esporte forma atleta, cidadão, disciplina, referência e orgulho local.
A Seme mantém aulas por meio do Programa QualiVida, com atividades em espaços como os ginásios Djaniro Pedroso, Vereador José Salves, Jorge Calil, Mirzinho Daniel, além da Emei “Charles Keese Dodson” e do Sesi, conforme informações oficiais do Município.
É nesse tipo de estrutura que uma cidade pode descobrir o próximo nome a cruzar fronteiras.
A pergunta que fica
Quantos “Lelecos” ainda estão escondidos nas quadras de Santa Bárbara, Americana, Nova Odessa, Sumaré e região?
Quantos talentos só precisam de treino, orientação e oportunidade real?
A história de Leandro Campos de Oliveira Junior é uma vitória pessoal, mas também é um alerta público: quando a base funciona, o resultado aparece. Às vezes, aparece do outro lado do mundo.
Comente e participe
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Você conhece algum jovem talento do esporte em Santa Bárbara ou região? Marque nos comentários. A próxima grande história pode estar treinando agora em uma quadra perto de você.
Fonte: Governo de Santa Bárbara d’Oeste.
Da Redação.
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